<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822</id><updated>2011-07-30T10:30:53.794-03:00</updated><title type='text'>.: Turma da Limpeza :.</title><subtitle type='html'>Blog escrito por alunas de jornalismo da UCS. Uma história, diária, atualizada de segunda a sexta às 18h. Acompanhe conosco essa viagem (pra nós, desafio!) de escrever, em conjunto, uma única história. Boa leitura!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>40</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-2426784179598938067</id><published>2007-11-02T18:34:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T08:30:54.250-02:00</updated><title type='text'>Episódio 41</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/R2AcxV-LAUI/AAAAAAAAAKY/c5sGJ447e8k/s1600-h/EpisÃ³dio+41.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143142408494186818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/R2AcxV-LAUI/AAAAAAAAAKY/c5sGJ447e8k/s320/Epis%C3%B3dio+41.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O tempo passava e o casal estava cada vez mais unido. O amor puro que existia entre os dois era tão simples, mas, ao mesmo tempo, era inexplicável. Os dois nunca brigavam. Até discutiam, mas sempre conversavam muito, o que fazia com que eles se aproximassem cada vez mais. Seus pensamentos e vontades eram muito parecidos. Quando discordavam em algo, um acabava contribuindo mais com a idéia do outro. Era disso que os dois mais gostavam. Sempre tinham novidades interessantes para contar um para o outro. Aprendiam muito juntos. Jaciara percebia que Varre Tudo era o cara ao lado de quem ela queria envelhecer. Ele a respeitava muito. Ela retribuía. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Jaciara e Varre Tudo se tornaram tão próximos que pareciam irmãos. Eles achavam a maior graça quando entravam em alguma loja e o balconista dizia algo como: “Sua irmã também quer ver alguma coisa?”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Varre Tudo havia feito a escolha certa ao ficar na COVAT. Ele até foi promovido. Passou a ser coordenador da varrição. Muito feliz, com um salário melhor e podendo continuar convivendo diariamente com seus amigos, ele decidiu que iria realizar seu sonho e se inscreveu para o vestibular da universidade da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Varre Tudo e Jaciara haviam passado um final de semana muito romântico, visitando a cidade de Novo Paraíso, no interior do estado. Ao chegar em sua casa, confiante no amor que sentia por Jaciara e com quase um ano de namoro, Varre Tudo estava certo de que passaria toda sua vida ao lado de Jaciara. Ele ligou para a amada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Alô! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Jaci! Tu vai tá muito ocupada amanhã? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Varre! O que tu quer? Tu acabou de me deixar em casa! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei... É que eu preciso te contar uma coisa! - disse ele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Conta, ué. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não... não é assunto pra falar por telefone. Mas é coisa boa, tá!? Amanhã passo na reciclagem, pode ser? - pedia ele muito ansioso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Pode sim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Tá, então! Beijo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Beijão! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando Jaciara chegou na reciclagem, ao invés de ir direto separar o lixo, ela foi verificar a quantidade que havia chegado. Ela viu um violão, bastante quebrado. Ele não teria mais utilidade, como grande parte do lixo que ali chegava. Mas ela ficou observando. Pensou em quantos bares aquele instrumento teria soado acordes tristes emocionando pessoas, e ainda, em quantos shows o violão teria soado notas de alegria divertindo o público. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto seu pensamento vagava, Varre Tudo Chegou com uma caixinha cheia de mudas de flores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Oi amor! Que é isso!? - perguntou Jaciara vendo o que o namorado trazia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei que é normal presentear a namorada com um ramalhete, mas eu fui comprar flores e não conseguia escolher nenhuma. Quando eu achava uma bonita, lembrava do teu rosto e aí eu percebia que nenhuma flor é tão bonita quanto a minha namorada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Ah... Seu bobo! - disse Jaciara com as bochechas bem vermelhas e um sorriso que deixava Varre estonteado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Aí, eu achei que trazer essas mudas de Amor-Perfeito era muito mais bonito. Eu vou dar elas pra ti cuidar. E quando estas flores crescerem, elas vão ficar iguaizinhas ao nosso amor. Perfeito! - explicou Varre. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Varre! - disse Jaciara num espanto – Eu tive uma idéia! Tá vendo aquele violão!? Eu vou tirar essa parte aqui, ó, – disse ela apontado para o lado onde ficava a boca do instrumento – vou colocar terra dentro e vou plantar as flores aqui! Assim, o violão vai fazer a gente lembrar daquela música linda do Chico que tocava quando começamos a namorar! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Que bonito, Jaci... bom, eu queria... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Varre! Tenho outras idéias! Eu posso aproveitar boa parte desse lixo pra fazer alguns enfeites, umas esculturas! Imagina que legal! Vou virar artista plástica. Que tal? - dizia, esquecendo que Varre Tudo estava lá para lhe contar algo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- É você é uma pessoa muito criat... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou começar agora mesmo. Vou juntar o que tiver de mais colorido e vou fazer milhões de formas. Depois eu organizo uma exposição e isso pode se tornar mais uma fonte de renda! - continuava ela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Jaci, eu... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Ah! Tu veio aqui pra me falar alguma coisa, né!? - dizia Jaciara tentando demonstrar interesse, mas sua mente já imaginava o local, data e hora de sua exposição. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- É... bom... eu queria te pedir... hum... pedir – dizia ele num embaraço que Jaciara não entendia – não, não, pedir não. Na verdade eu só queria te contar que saiu o resultado do vestibular e que eu passei! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Nossa Varre! Parabéns! Mas, então, quem deveria estar te dando flores era eu! Ah! Parabéns, querido! Vamos lá! Vamos ver essa “enciclopédia ambulante” mostrar seu conteúdo! Parabéns, Varre! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Varre Tudo foi embora, sem dizer o que realmente queria ter dito. Achou melhor. Ele pensaria em uma forma melhor de dizer para a namorada tudo o que precisava ser dito. Na hora certa, no momento certo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um mês depois Jaciara já tinha 32 esculturas. Ela poderia fazer sua exposição e esse seria o primeiro passo para ela começar a vender seu trabalho. Estava tudo programado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No sábado, à noite, na sala de exposições do Centro de Cultura Ms. Pedro Dalsoglio, as autoridades municipais estavam todas presentes. Prefeito, secretários, vereadores, dirigentes e funcionários da COVAT, representantes de entidades e professores e alunos das quartas séries das escolas da rede municipal de ensino. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Magali estava presente, ela havia achado alguém que gostava de festas e bailes funk igual a ela. Era Junior, que havia se recuperado. Ao lado de Josias, estava Shirley, com um barrigão de oito meses. As melhorias que aconteceram na COVAT possibilitaram que o sonho da menina se tornasse realidade. Logo que engravidou, ela havia convidado o amigo Josias para ser padrinho. Claro que ele aceitou. Eram grandes amigos. Abelhão chegou em cima da hora, ela tinha passado na casa de Arzelina para buscá-la. Ela estava aposentada. Abelhão chamou a atenção quando entrou, pois usava terno e distribuía panfletos. Depois de liderar a greve junto com Varre Tudo, ele sentiu que poderia melhorar outras coisas naquela cidade e havia se candidatado a vereador pelo Partido Ambiental. Jéferson abraçou a causa. Ele estava fazendo estágio na secretaria da COVAT e cursando o primeiro semestre do curso de direito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- E aí Junior, agora vai ficar só com uma, é! – intrometeu-se Abelhão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Junior ficou sem jeito e deu apenas um sorriso amarelo. Para sorte dele, Magali, distraída observando o que as pessoas vestiam, não ouviu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Varre Tudo faria o protocolo. Ele anunciou a exposição denominada por Jaciara como “Jogando Lixo na Arte” e passou a palavra para a namorada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Boa noite a todos. É com muito prazer que eu recebo vocês nesta exposição. Quero agradecer a presença de todos aqui e, gostaria de agradecer especialmente às escolas, já que, nesta data, eu não estou apresentando apenas o meu trabalho. Para que o lixo seletivo seja cada vez mais reaproveitado, nós vamos lançar o Concurso Recicle e Reutilize seu Lixo. Todos os alunos das quartas séries das escolas municipais vão poder participar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de Jaciara explicar o concurso e apresentar seu projeto, Varre Tudo passou a palavra para o prefeito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Saudações, caros amigos! Eu quero dizer, primeiramente, que estou muito orgulhoso desta cidade pelo trabalho que vem sendo feito em relação ao lixo. Estou orgulhoso, inclusive, da greve. Graças à paralisação dos nossos varredores, nossa população criou consciência e está sendo educado ainda em casa, fazendo a separação corretamente. Agora, este projeto de reutilização do lixo, me deixa ainda mais orgulhoso. - discursava o prefeito - Por tudo isso, quero aproveitar este momento para anunciar que na próxima semana o nosso município estará recebendo o 8° Prêmio José Lutzemberger de Preservação Ambiental! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todos aplaudiram e vibraram com a notícia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Então, no próximo sábado, pela manhã, quero que todos estejam lá na prefeitura para receber este prêmio, que é de todos nós. Especialmente você, Jaciara, pois eu quero que você receba o prêmio das mãos da governadora e que este prêmio fique lá na sua reciclagem, em homenagem a este seu projeto maravilhoso! Parabéns e muito obrigado! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Jaciara encheu os olhos de lágrimas. Ao vê-la, Varre Tudo mal conseguiu continuar o protocolo. Mas era justamente agora que ele precisava falar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Antes de liberá-los para prestigiar a exposição eu preciso fazer uma quebra de protocolo - dirigiu-se para Jaciara e continuou - Jaci, eu gostaria que você viesse aqui do meu lado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Jaciara aproximou-se do namorado. O rosto de Varre Tudo estava muito corado, ele suava e mal conseguia segurar o microfone na mão de tanto que tremia. Respirou fundo, olhou nos olhos dela e começou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Jaciara, tu é uma pessoa que merece muito esta conquista. - ele pôs a mão no bolso - Eu queria te dizer que eu espero que você continue com estes projetos, sempre pensando em melhorar cada vez mais nossa sociedade. Eu quero sempre poder estar do teu lado prestigiando cada uma destas conquistas e realizando outras junto contigo. Eu te amo simples e verdadeiramente e, por isso, eu quero saber, Jaciara, se tu quer se casar comigo!? - perguntou tirando a mão do bolso e mostrando um anel de brilhante para Jaciara. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os presentes mal ouviram o sim que Jaciara disse baixinho, quase desmaiando com a emoção gerada pela surpresa. Mas, pelo beijo que os dois se deram, todos entenderam a resposta e aplaudiram o casal que concretizava cada vez mais o seu amor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;FIM! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-2426784179598938067?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/2426784179598938067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=2426784179598938067&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/2426784179598938067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/2426784179598938067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/11/episdio-41.html' title='Episódio 41'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/R2AcxV-LAUI/AAAAAAAAAKY/c5sGJ447e8k/s72-c/Epis%C3%B3dio+41.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-8778305872397397302</id><published>2007-11-01T17:54:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T08:30:54.361-02:00</updated><title type='text'>Episódio 40</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/R2Ab8F-LATI/AAAAAAAAAKQ/CBYycvfvmpE/s1600-h/EpisÃ³dio+40.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143141493666152754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/R2Ab8F-LATI/AAAAAAAAAKQ/CBYycvfvmpE/s320/Epis%C3%B3dio+40.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Varre Tudo despertou de repente e, assim que abriu os olhos, um feixe de luz quase o cegou. Eram os primeiros raios de sol, que já adentravam a sala através do vidro da janela, cuja cortina estava aberta. Chico havia parado de cantar já fazia muito tempo, mas o aparelho de som continuava ligado, acusando o término do CD. Varre Tudo pensou em levantar-se do sofá, mas antes preferiu ficar mais alguns minutos observando Jaciara, que ainda estava adormecida sobre seu peito. Ele mal podia acreditar no que havia acontecido. Tentou recordar-se de como havia pegado no sono na noite anterior, porém a última lembrança que vinha à sua mente era o beijo de Jaciara. Ah, o beijo! Aquele momento ficaria para sempre gravado em sua memória. Sentiu-se invadir por um sentimento engraçado, uma mistura de felicidade, embaraço e ansiedade. Sua vontade era abraçar Jaciara o mais forte possível e mantê-la sempre próxima a si. Ao perceber que ela estava acordando, disse, meio sem jeito: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Bom dia, Jaci! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Jaciara demorou alguns segundos para compreender a situação, onde estava, o que fazia na casa do amigo aquela hora da manhã e o como tudo havia acontecido. Assim que tudo fez sentido, ela respondeu: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Bom dia, Varre! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Acho melhor a gente levantar e começar a se arrumar para o trabalho – disse Varre Tudo. – Senão, vamos chegar atrasados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Que horas são? – perguntou Jaciara, ainda um pouco deslocada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Já deve ser mais de seis horas – respondeu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os dois levantaram e começaram a se arrumar. Varre Tudo estava envergonhado com a situação, principalmente pelo fato de ser visto por Jaciara logo após acordar todo amassado depois de uma noite de sono. Ela também não conseguia disfarçar que estava sem jeito por ter passado a noite ali. Mesmo assim, a felicidade de ambos era perceptível. A expectativa de que se encontrassem novamente era grande e, enquanto tomavam café da manhã, Varre Tudo perguntou: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Jaci, tu tem algum compromisso pra hoje de noite, depois de sair lá da reciclagem? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Hoje de noite? Não, não tenho. Por quê? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– É que eu tava pensando...o que tu acha se a gente sair pra jantar e, depois, quem sabe, for ao cinema? – perguntou Varre Tudo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Acho uma ótima idéia, Varre! – respondeu ela. – Podemos ir, sim. Eu saio da reciclagem às seis da tarde, daí consigo ir pra casa me arrumar e fico pronta às sete horas. Pode ser? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Claro! Vou passar lá na tua casa às sete horas, então. Fica combinado! – disse Varre Tudo, contente por saber que logo mais, no final do dia, poderia ver Jaciara novamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim que terminaram o café, deixaram a casa de Varre Tudo para mais um dia de trabalho. Despediram-se com um abraço e com um beijo tímido no rosto. Jaciara caminhou até a parada de ônibus mais próxima e Varre Tudo seguiu a pé em direção ao Parque dos Sabiás. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar, Varre Tudo apanhou seus utensílios de trabalho e, cantarolando, foi ao encontro dos colegas Shirley e Josias, que já começavam a varrer em torno do playground. Sentiu-se feliz por, depois de tantos dias tumultuados, estar de volta à rotina normal de trabalho no parque, junto aos amigos. Aproximou-se dos varredores e cumprimentou-os, com um largo sorriso no rosto e grande empolgação: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Bom dia, pessoal! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Bom dia, Varre Tudo! – responderam eles. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Qual o motivo de tamanho bom humor e felicidade logo de manhã cedo? – perguntou Josias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Pois é! O que foi que aconteceu pra te deixar tão contente? – perguntou também Shirley. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Ué?! Tô normal. Não aconteceu nada de mais. Apenas tô feliz porque estamos iniciando um dia de trabalho tranqüilo, depois de tudo o que passamos em função da greve, dos incêndios dos contêineres e tal. Estou satisfeito pelo fato de estarmos em paz, simplesmente! – respondeu Varre Tudo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Hum...sei. Tem certeza que nada mais aconteceu? Nadinha de nada? – insistiu Shirley. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Tá bom, tá bom. Além de estar feliz porque tudo voltou ao normal, também tem outra coisa que aconteceu que me deixou ainda mais feliz. – confessou Varre Tudo, meio enrolado com as próprias palavras. – Mas só vou contar se vocês me prometerem que vão guardar segredo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– É claro que a gente guarda segredo, né, Varre Tudo! Agora conta logo que coisa foi essa que aconteceu pra te deixar tão alegre! Conta, vai! – insistiu Shirley. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Bom, ontem de noite a Jaciara apareceu lá em casa. Ela disse que tava com alguns problemas, que precisava conversar. Daí, a gente sentou, começou a conversar, ela revelou que tava pensando em mim fazia algum tempo e, de repente, a gente se beijou! – contou o varredor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Não acredito! É sério!? Nossa! Nunca imaginei que tu e a Jaciara fossem ficar juntos! Sempre pensei que tu gostava da Magali. – disse Shirley, surpresa com a revelação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Pois é...eu também achava que gostava da Magali, mas eu estava errado. Outra noite acompanhei ela até em casa e percebi que não era apaixonado. Na verdade, eu não a conhecia direito e, depois que a gente conversou, me dei por conta de que não temos muitas coisas em comum. – explicou Varre Tudo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Pra tu ver como é a vida. Às vezes a gente se descobre apaixonado por uma pessoa que antes era apenas uma amiga. Acontece! – disse Josias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– É verdade! Mas eu ainda nem contei pra vocês a melhor parte! – disse Varre Tudo, empolgado. – Eu e a Jaciara vamos nos encontrar de novo hoje de noite. Combinamos de sair juntos, vamos jantar e depois ainda vamos ao cinema! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Ah, que chique! – disse Shirley. – Já são praticamente namorados, então! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– É...ainda não, mas quem sabe. – disse Varre Tudo encabulado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Ah! Varre Tudo tá namorando! Tá namorando! Tá namorando! – cantarolou Josias enquanto dançava com a vassoura de um lado para o outro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Pára, Josias. Não enche o saco do Varre Tudo! – disse Shirley. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da tarde, Varre Tudo e os colegas trabalharam normalmente. Enquanto varriam as áreas recreativas e as vielas do parque, comentavam entre si como o dia estava calmo e agradável. Até mesmo o trabalho estava mais leve, já que, após o término da greve, os esforços coletivos para tornar a cidade limpa outra vez acabaram por incentivar a população a fazer a sua parte e auxiliar na manutenção da limpeza. Assim, havia se tornado raro a equipe de varrição do parque encontrar lixo atirado no chão ou na grama. Agora, eles limitavam-se a varrer e recolher as folhas secas que sempre compuseram o cenário do parque. O mesmo acontecia nas ruas. Os varredores estavam encontrando muito menos lixo e resíduos espalhados pelo chão, prova de que a população realmente estava se esforçando para cuidar da cidade e mantê-la organizada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois do horário de trabalho, Varre Tudo se despediu de Josias e Shirley, que lhe desejaram boa sorte no encontro com Jaciara, e seguiu direto para casa para tomar um bom banho e se arrumar. Estava superansioso para rever Jaciara e, por isso, ficou pronto com bastante antecedência. Certificou-se de que havia passado perfume, penteado bem o cabelo e escolhido a melhor roupa para a ocasião. Daí, sim, sentou-se no sofá, o mesmo em que havia adormecido com Jaciara em seus braços na noite anterior, e ligou a televisão a fim de passar o tempo. A cada cinco minutos, Varre Tudo fitava seu relógio de pulso. As horas, os minutos e os segundos pareciam se arrastar. Só conseguia pensar em Jaciara, em seu rosto, seus trejeitos, sua maneira meiga de falar. Tudo nela lhe parecia encantador. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando o relógio marcou 18h e 45min, Varre Tudo levantou do sofá em um salto. Era hora de sair para buscar Jaciara. Calculou que 15 minutos seriam o suficiente para chegar a sua casa. E ele estava certo. Exatamente às 19h, Varre Tudo chegou em frente à casa de Jaciara. Tocou a campainha. Ela o atendeu prontamente. Estava linda, vestida com uma calça jeans e uma blusa lilás, os cabelos um pouco soltos e um pouco presos por grampinhos da mesma cor. Cumprimentaram-se com o mesmo beijo tímido com o qual se despediram de manhã e seguiram pela rua de mãos dadas. No caminho, Varre Tudo sugeriu um restaurante que conhecia, próximo dali. Ao chegarem lá, foram conduzidos por um garçom a uma das mesas, onde começaram a folhear os cardápios. Depois de fazerem o pedido, engataram uma conversa sobre o futuro de Varre Tudo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– E o que tu pretende fazer, Varre? Já conseguiu te decidir se vai ficar na COVAT ou se vai mesmo pra Guarda Municipal? – perguntou Jaciara. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Pois é, Jaci, já faz tempo que eu penso nisso e não consigo me decidir. Claro, logo depois que passei no concurso fiquei feliz em ter conseguido a vaga, afinal o salário é mais alto e tem outros benefícios também. Mas, nas últimas semanas, muitos acontecimentos me deixaram indeciso. Com toda a mobilização da greve, as conquistas dos trabalhadores e, agora, com a população se conscientizando cada vez mais a respeito do lixo e da limpeza, me sinto orgulhoso de trabalhar como varredor da COVAT. – explicou Varre Tudo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Que legal, Varre! Realmente, se não fosse principalmente pelo seu empenho e do Abelhão nas negociações durante a greve, não teríamos conquistado aqueles benefícios todos, nem o aumento do salário. – disse Jaciara. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– É por isso que eu penso em ficar na COVAT. Por muito tempo estive indeciso, mas cheguei a conclusão de que devo ficar onde estou. Não estou mais interessado naquela vaga na Guarda Municipal. Vou continuar como varredor da COVAT e confiar no meu futuro e no meu crescimento dentro da empresa. – disse Varre Tudo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Muito bem. Se tu decidiu, está decidido. Deve fazer o que é melhor para ti. O que o teu coração manda. – aconselhou Jaciara. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– É mesmo. E outra coisa que meu coração está me mandando fazer no momento, além de permanecer na COVAT, é ficar perto de ti o máximo de tempo possível. – disse Varre Tudo, que ficou corado assim que as palavras escaparam de sua boca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Jaciara ficou encabulada com a declaração de Varre Tudo, mas, ao mesmo tempo, abriu um sorriso imenso, deixando transparecer sua felicidade. Os dois jantaram e, depois, passaram um bom tempo de mãos dadas, conversando e trocando afagos. Varre Tudo se deu por conta de que estava, realmente, apaixonado por Jaciara. Talvez ele já fosse antes, mas nunca havia percebido. Sempre tratara Jaciara como uma amiga, apenas. Agora, estava decidido de que ela passaria a ser sua namorada. Não havia mais dúvidas. Após sair do restaurante, o casal foi para o cinema, onde compraram ingressos para conferir um dos clássicos que Varre Tudo tanto queria assistir. A noite não poderia ter sido melhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-8778305872397397302?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/8778305872397397302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=8778305872397397302&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/8778305872397397302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/8778305872397397302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/11/episdio-40.html' title='Episódio 40'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/R2Ab8F-LATI/AAAAAAAAAKQ/CBYycvfvmpE/s72-c/Epis%C3%B3dio+40.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-6201076172750216024</id><published>2007-10-31T18:01:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T08:30:54.574-02:00</updated><title type='text'>Episódio 39</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/R2AY11-LASI/AAAAAAAAAKI/Wj7oWlhw434/s1600-h/EpisÃ³dio+39.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143138087757087010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/R2AY11-LASI/AAAAAAAAAKI/Wj7oWlhw434/s320/Epis%C3%B3dio+39.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;Varre Tudo saiu caminhando lentamente pela cidade. Já era tarde e então decidiu apressar o passo, pois amanhã era outro dia e ele precisava descansar. Foi para casa e entrou direto para o banho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto cantarolava, pensava na vida, em Magali, em Jaciara, e na conversa que tivera com Dona Arzelina. De repente, a campainha insistente atrapalhou seus pensamentos, e ele enrolou-se na toalha para ver quem era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao abrir a porta, Varre Tudo corou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi Varre, tudo bem? Eu sei que é tarde, mas precisava falar contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parada do lado de fora, com o olhar entristecido, estava Jaciara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jaci, desculpa, eu, eu... – disse Varre Tudo, sem saber o que fazer naquela situação embaraçosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entra, senta aí, vou me trocar e a gente já conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Varre Tudo se vestia, Jaciara ficou em pé, observando os porta-retratos na estante. Em anos de amizade com Varre Tudo jamais ficara a sós com ele, não conhecida suas histórias, seu passado. Pouco sabia de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aceita um café? – disse, pegando a amiga desprevenida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ui, que susto! Tava aqui vendo tuas fotos, teus livros. Quanta coisa legal! – disse, recuperando-se da entrada inesperada de Varre Tudo na sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, pois é, eu gosto de livros. Pena que nunca temos tempo de conversar sobre essas coisas. Mas já que esta aqui, aceita um café? – sugeriu Varre Tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, obrigada. Isso não é uma visita de cortesia. Vim falar contigo sobre minha vida, meus problemas. Tu é a única pessoa que posso confiar nesses últimos tempos. – desabafou Jaciara. – espero que possa me escutar.&lt;br /&gt;Enquanto falava, Jaciara apertou o braço do amigo com força. Ele percebeu que não se tratava de nenhuma “frescura feminina”, mas sim de um assunto muito sério. Colocou um CD do Chico Buarque para tocar, e puxou a amiga para sentar-se ao seu lado no sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vem Jaci, vem, senta aqui. Espero que você goste de Chico, me faz muito bem ouvir ele. Posso deixar tocando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro que sim, eu adoro. – disse Jaciara, que se calou a seguir. Foram os 30 segundos de silêncio mais demorados que Varre Tudo já passara em toda sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Varre, tu tem sido um amigo muito bom. Nem sei o que seria de mim sem você nesses últimos dias. Tive uma decepção muito grande com o Juseppe, ainda não me recuperei direito do susto, e agora estou com muito medo de tudo. – falou, sem parar, enquanto mexia os braços e gesticulava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda não entendo por que ele aprontou tudo aquilo contigo, quanta sacanagem, quanto ódio! – indignou-se Jaciara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jaci, acontece que eu passei no concurso da guarda, e ele achou que eu ia pegar o lugar dele. Tu sabe como o Juseppe é cabeça dura, e como ele nunca gostou de mim, da minha amizade contigo... hoje eu vejo que ele queria era me prejudicar, mas espirrou pra todos os lados, inclusive em ti. – explicou-se Varre Tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entendo, entendo, mas não acredito que eu namorava um cara tão mau caráter. Como eu pude ser tão burra? Tão estúpida... ele com todas aquelas promessas e eu, idiota, acreditava em tudo. – choramingou Jaciara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não Jaci, por favor. Você é perfeita, linda, não há nenhum problema contigo. Tu não pode te culpar pelo Juseppe, ele não te merecia. Tu merece alguém que saiba valorizar o teu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez o silêncio invadiu a sala. Debateu-se nos livros, na estante, e foi quebrado pela voz doce de Jaciara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Varre, eu to me sentindo estranha. Não consigo parar de pensar em ti, não sei o que ta acontecendo. Desde aquele dia na praça, quando o Jéferson me contou da gráfica e do envolvimento do Juseppe, as coisas começaram a se confundir dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Varre Tudo estremeceu. Queria dizer que também se sentia estranho, e que talvez tivesse um sentimento maior do que amizade por Jaciara, mas não quis se aproveitar da fragilidade daquele momento. Resolveu trocar de assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jaci, eu também estou com muitas dúvidas. Não sei se deixo a COVAT e vou pra guarda. Penso no meu futuro, eu sei que mereço ir longe, mas depois de tudo que aconteceu eu percebo que somente do lado de vocês é que sou forte. E que a amizade de todos é que me faz ser um cara de sucesso. – sorriu Varre Tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Te entendo, mas as amizades podem terminar por uma razão ou outra. O teu futuro profissional é que está em jogo. Acredito nos teus argumentos e respeito eles, mas independente da tua escolha, pode ter certeza que estarei do teu lado. – disse Jaciara, secando a lágrima que teimava em cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que bom Jaci. Acho que minha decisão já esta tomada, mas prefiro não falar ainda. – explicou-se. Aproveitando o momento de troca de confidências, resolveu arriscar e apostou alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas sobre aquele outro assunto Jaci... – disse, respirando fundo. – eu também sinto algo diferente por ti. Não sei explicar, mas às vezes tenho vontade de te ver toda hora, sinto falta do teu cheiro, da tua risada. Eu fico feliz quando estou contigo. – confessou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jaciara sorriu, apertando os olhos, e não disse nada. Varre entendeu aquele sorriso, e desviou o olhar para o chão. Quando voltou a fitar Jaciara nos olhos, os rostos se aproximaram até os lábios se tocarem, lentamente. Na sala, Chico cantava “deixe em paz meu coração/ que ele é um pote até aqui de mágoa/ e qualquer desatenção, faça não/ pode ser a gota d’água”. Abraçaram-se e acomodaram-se no sofá. Sentiram tanta paz que fecharam os olhos e Jaciara encostou a cabeça no peito de Varre Tudo, até ouvir seu coração bater acelerado. O cansaço chegou sem que percebessem, e os dois caíram no sono.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-6201076172750216024?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/6201076172750216024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=6201076172750216024&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/6201076172750216024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/6201076172750216024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/episdio-39.html' title='Episódio 39'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/R2AY11-LASI/AAAAAAAAAKI/Wj7oWlhw434/s72-c/Epis%C3%B3dio+39.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-5221497225284402563</id><published>2007-10-31T08:05:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T08:30:54.741-02:00</updated><title type='text'>Episódio 38</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/R2Aebl-LAVI/AAAAAAAAAKg/CXscBOIeZJA/s1600-h/EpisÃ³dio+38cut.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143144233855287634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/R2Aebl-LAVI/AAAAAAAAAKg/CXscBOIeZJA/s320/Epis%C3%B3dio+38cut.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A noite estava estrelada e a lua cheia tomava conta do céu com todo o seu esplendor. Varre Tudo caminhava lentamente com as mãos nos bolsos, pensando em Jaciara. Ele sentiu o vento brincando com seus cabelos e de repente o sorriso de Magali tomou conta de seus pensamentos. Varre pensou que seria bom passear a noite na beira do Rio dos Passos de mãos dadas com Magali, sentindo o perfume dela e contemplando seu sorriso lindo, ir ao cinema com ela e assistir os grandes clássicos, levar ela até o estádio e compartilhar a paixão pelo futebol. Ele se deu conta que há muito tempo não pensava em alguém assim e que talvez fosse a hora de dar uma chance para o destino. Varre continuou perdido em pensamentos, enquanto passava pela praça Pio X. A noite estava tão agradável e bonita que ele decidiu comprar um sorvete e sentar em um dos bancos para apreciar a lua. Varre nunca tinha namorado sério, estava sempre em casa estudando e cuidando de sua mãe. Lembrou das palavras dela: filho larga um pouco os livros, tem que sair, conhecer gente nova. Ele sorriu. Sua mãe como sempre estava certa. Ele sentiu saudades e um aperto no peito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Tô me sentindo tão sozinho! – suspirou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Varre Tudo tinha dado prioridade aos estudos, e ainda queria realizar o sonho de se tornar Engenheiro Ambiental. Por isso estava tão confuso em deixar a COVAT. Sua vida estava ligada ao lixo, à varrição, à reciclagem e à conscientização. Varre acreditava que a educação ambiental, que tinha ganhado força e incentivo com a greve na cidade, era o primeiro passo. Mesmo assim, se sentia só e decidiu que ia convidar Magali para sair. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Até que ponto vale a pena ficar sozinho? Vou mesmo dar uma chance ao destino! – pensou sorrindo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas Varre sabia que antes disso precisava colocar a cabeça no lugar. Afinal, tinha que descobrir porque Jaciara não saía de sua cabeça, mesmo quando estava com Magali. Varre estava confuso, acreditava que a preocupação com a amiga era mais forte que a atração que sentia pela linda moça sapeca e tagarela. Ele continuava pensativo quando percebeu que do outro lado da praça uma equipe de garis limpava as escadarias da Igreja Nova Rita Santa com suas vassouras de pêlo. Varre nunca tinha notado como era mágico contemplar os detalhes dos uniformes da COVAT. Todos eles tinham tarjas que refletiam durante a noite para evitar acidentes. E apesar de conhecer tão bem aquele uniforme, ele ficou espantado enquanto acompanhava o movimento constante das vassouras em contraste com a luz da lua e os cabelos brilhosos das mulheres. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- É fascinante! – exclamou ele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Garis varriam a cidade todas as noites, e as pessoas simplesmente passavam por elas como se nem as vissem. As mulheres desceram as escadas e passaram a limpar a calçada em frente à Igreja. Elas se moviam com delicadeza e graça, como se estivessem em um palco. Varre contemplava encantado aquele espetáculo. Elas dançavam com sensualidade e sincronia. Ele estava diante de um balé de vassouras. Sorria extasiado. O balé acontecia sempre em todas as ruas da cidade e ninguém parava para contemplá-lo. As moças limpavam cuidadosamente cada pedra histórica daquela calçada, sem nem se dar conta de como era lindo o espetáculo que produziam. Varre viu Magali em meio ao balé. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Nossa! Ela é linda mesmo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele queria contemplar o balé por mais tempo, mas elas já estavam se afastando em direção ao depósito da COVAT. Magali atravessou a praça e ele sorriu abertamente para ela. A moça sentiu que essa era a chance de conquistar Varre e ela não iria deixar passar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Oi Altayr! Tu veio me ver? – perguntou ela empolgada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Varre corou! Ela era muito espontânea e ele super tímido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Tava indo pra casa, aí vi esse espetáculo. Quando varrem parece um balé de vassouras! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Como tu é fofo! – disse ela, beijando a bochecha dele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Se tu diz. – falou sem graça. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu e deu a mão para ele. E os dois seguiram em direção da casa dela. Magali era tagarela, mas estava calada. Ela estava pensando que queria estar com Varre, mas também queria curtir as festas no fim de semana. Magali estava apaixonada, mas na verdade tinha medo. Ela sabia o quanto eram diferentes e Varre ainda não conhecia essas diferenças. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- O que tu tem? É sempre tão falante! – perguntou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Eu tava pensando. Tu sai bastante? Curte pagode, funk, música sertaneja? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não saio muito não! E curto mais rock. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Ah, tu não iria comigo no baile funk? – pediu ela – enquanto dançava na frente dele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Talvez. Mas não sempre! Por quê? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Olha só! Sou super direta! E te acho o cara mais fofo dessa cidade. Se preocupa com as pessoas, tem consciência e tudo mais. Tu tem noção que fez a cidade entrar em greve, tem liderança e não tem vergonha de trabalhar com o lixo. É o genro que minha mãe pediu a Deus! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Pára Magali! Assim eu fico sem jeito! – corou ele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- É verdade. Eu tenho vergonha de ser “lixeira”. Odeio usar esse uniforme e só não tirei esse trapo para vir pra casa, porque queria passar mais tempo contigo. – falou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Por que tem vergonha? Te falei que esse uniforme é lindo. Pareciam bailarinas! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Fala sério! Eu só faço isso pra ter grana e curtir minhas festas. – disse ela, séria. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Varre pensou em Jaciara e mais do que depressa mudou de assunto: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Magali, que tal a gente ir no cinema? Tá passando uma coletânea de filmes clássicos que marcaram a história do cinema? – pediu ele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não gosto muito de filmes velhos. – disse ela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Então vamos para a Capital? A Feira do Livro está ótima, quero comprar algumas novidades em literatura infanto-juvenil sobre meio ambiente. O que acha? Passamos a tarde juntos. – perguntou empolgado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Aí, Altayr! Passar a tarde juntos! Adorei a idéia. Aproveito para comprar a biografia daquela funkeira, super famosa, como é mesmo o nome dela? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O celular de Magali tocou e, enquanto ela tagarelava com a amiga, combinado a festa do fim de semana, Varre Tudo a olhava atentamente. Ela era bonita e meiga, mas não tinham nada a ver um com o outro. Ela o abraçou e começou a falar da roupa que ia usar no baile funk. Eles chegaram a casa dela e ele esperou enquanto ela dava tchau para a amiga. Magali ficou na ponta dos pés para beijar os lábios de Varre Tudo, mas ele lhe deu um beijo na testa e a puxou para os seus braços. Varre a soltou depois de um longo e carinhoso abraço e sem dizer nada desceu as escadas. Ela entendeu e o olhou intensamente enquanto ele ia embora. Magali sabia que Varre Tudo jamais brincaria com os sentimentos dela. Ela também percebeu o que ele ainda não sabia. Não foram apenas as diferenças que tinham impedido aquele beijo. Os pensamentos e o amor de Varre Tudo eram dedicados à outra moça. Magali fechou a porta atrás de si, enquanto as lágrimas escorriam por sua linda face.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-5221497225284402563?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/5221497225284402563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=5221497225284402563&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/5221497225284402563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/5221497225284402563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/episdio-38_31.html' title='Episódio 38'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/R2Aebl-LAVI/AAAAAAAAAKg/CXscBOIeZJA/s72-c/Epis%C3%B3dio+38cut.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-4108494699425936261</id><published>2007-10-26T18:01:00.001-02:00</published><updated>2008-12-09T08:30:55.064-02:00</updated><title type='text'>Episódio 36</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RycKwg9nLWI/AAAAAAAAAJo/5Dasls1e_jQ/s1600-h/episÃ³dio+36.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127078529382952290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RycKwg9nLWI/AAAAAAAAAJo/5Dasls1e_jQ/s320/epis%C3%B3dio+36.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E voltou. As pessoas podiam deixar suas janelas abertas, pois não havia mais aquele cheiro terrível na cidade. A quantidade de insetos também foi reduzida e os ratos sumiram. O esforço e a união da população de Nova Rita Santa deixou a cidade limpa em exatos cinco dias. A limpeza foi feita principalmente pelo esforço de entidades sociais e das escolas. Depois do trabalho ter sido feito, os alunos ficaram muito curiosos querendo saber para onde era destinado todo aquele lixo:&lt;br /&gt;- Profe! Se, em uma semana de greve, a cidade acumulou todo esse lixo, quanto será que a gente produz em uma ano?&lt;br /&gt;- Caramba profe, onde vai parar todo o nosso lixo?&lt;br /&gt;- Nossa! Eu sei que grande parte do lixo seco é reciclada e que o lixo orgânico é posto no aterro, lá no bairro São Cristóvão. Mas explicar o processo... eu não sei, não – disse Claudete, a professora.&lt;br /&gt;Curiosa e prestativa em esclarecer corretamente as dúvidas de seus alunos da 7ª série, a professora aproveitou que a escola ficava pertinho do Parque dos Sabiás, onde ela sempre via os varredores, e foi até lá durante o recreio.&lt;br /&gt;- Moço! Você pode me dar um minuto de atenção?&lt;br /&gt;- Oi!? - respondeu Varre Tudo.&lt;br /&gt;Varre Tudo deu todos os detalhes à educadora. Quando ela voltou para a escola entrou em contato com a COVAT e agendou uma visita à empresa para a manhã seguinte.&lt;br /&gt;A folia no ônibus escolar era grande. Dia de passeio geralmente era assim. Chegaram primeiro à sede da COVAT. Mateus, o assessor da companhia atendeu os estudantes e disse que acompanharia o passeio pela Estrada do Lixo.&lt;br /&gt;- Bom dia, pessoal! Como vocês já devem ter estudado, sabem que nosso município tem 296 mil habitantes, certo? Bem, todos os dias, nós produzimos 250 toneladas de resíduos. A maior parte, é de lixo orgânico, cerca de 210 toneladas. Esse lixo vai parar lá no Aterro Sanitário Municipal de São Cristóvão. O lixo seco, que é seelecionado, é distribuído gratuitamente para 10 associações de recicladores – explicou o Mateus.&lt;br /&gt;Na sede da COVAT, os estudantes puderam ver como funciona o mecanismo dos caminhões que recolhem o lixo dos contêineres automaticamente. Viram também que os carros e caminhões da empresa são lavados com a água de uma açude do local.&lt;br /&gt;Seguindo o passeio, o ônibus se dirigiu até a Associação dos Empregados pela Reciclagem. Ali, Jaciara explicou todo o processo, destacando que a entidade separava cerca de 5 toneladas de lixo por dia para, depois, vender. Os estudantes entravam tampando o nariz e se espantavam quando percebiam que não havia cheiro de lixo no local. Assim, entendiam que na reciclagem a maior pare do lixo era seco e não produzia odor.&lt;br /&gt;O último ponto da Estrada do Lixo seria o aterro. Chegando lá, os estudantes conheceram Seu Roque e os sete cachorros que o acompanhavam durante o dia de trabalho. Aí, sim, começaram as caras feias para o mau-cheiro.&lt;br /&gt;- Éca! Quanto Lixo! - reclamava um aluno.&lt;br /&gt;- Apesar de vocês estarem pisando na grama, vocês não deixam de estar sobre uma montanha de lixo – destacou Mateus.&lt;br /&gt;- Bécks! Que nojo! - reclamou outra aluna.&lt;br /&gt;- Antes de o lixo chegar aqui, o terreno é preparado. É feito um isolamento com uma camada de argila e depois é colocada uma manta plástica, parecida com uma lona, é a geomembrana de pead. Esse “plástico” é formado por resinas virgens, que depois se integram à terra – instruía Mateus – Os caminhões descarregam o lixo, que chega a ter uma altura de quatro metros. O lixo é prensado com a ajuda das máquinas. Sobre o lixo vai mais uma camada de argila, outra de brita, outra de terra. Aí, a grama é plantada. O chorume, que é aquele liquido que sobra do lixo, é drenado para uma estação de tratamento.&lt;br /&gt;- E o que é isso, que solta uma fumacinha? - perguntou uma estudante.&lt;br /&gt;- Esses são os queimadores. Eles permitem que o biogás seja liberado e queimado. Todo dia, o Seu Roque passa pelo aterro para verificar se os 22 queimadores estão acesos.&lt;br /&gt;Impressionadas com o processo, o cheiro e a quantidade de lixo, os adolescentes seguiram até o ônibus para retornar a escola. Muitas outras turmas passaram a conhecer a Estrada do Lixo. Na escola, todo lixo passou a ser separado corretamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-4108494699425936261?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/4108494699425936261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=4108494699425936261&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/4108494699425936261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/4108494699425936261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/episdio-36.html' title='Episódio 36'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RycKwg9nLWI/AAAAAAAAAJo/5Dasls1e_jQ/s72-c/epis%C3%B3dio+36.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-6991592035839881743</id><published>2007-10-25T18:04:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T08:30:55.160-02:00</updated><title type='text'>Episódio 35</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Ry9jOQ9nLXI/AAAAAAAAAJw/udk13mzXTI8/s1600-h/episodio+35.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129427597320990066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Ry9jOQ9nLXI/AAAAAAAAAJw/udk13mzXTI8/s320/episodio+35.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Abelhão, Shirley e Josias tentavam reanimar o amigo Varre Tudo, a quadrilha, formada por Catarina, Maurício, Capitão do Mato e Juseppe, embarcava nos carros da polícia. Todos seriam levados à delegacia, onde ficariam presos até que o caso do tráfico das aves, do incêndio dos contêineres e do seqüestro e da tentativa de homicídio de Jéferson fosse investigado e solucionado. Assim que Varre Tudo se recompôs do choque, seguiu com os amigos para o hospital Santa Lúcia, para onde a ambulância havia levado seu primo Jéferson. No caminho, o grupo de varredores, que seguia no mesmo carro, conversava sobre os últimos acontecimentos:&lt;br /&gt;– Nossa, Varre Tudo! Quando teu primo entrou na sala de reuniões da prefeitura daquele jeito, todo machucado e queimado, eu levei o maior susto da minha vida! – disse Abelhão ao colega.&lt;br /&gt;– Nem me fala, Abelhão! Tô muito preocupado com o Jéferson. E pensar que meu primo poderia ter morrido nas mãos daqueles desgraçados. Foi muita sorte ele ter conseguido se salvar. Se Deus quiser, ele ficará bom logo! – exclamou Varre Tudo.&lt;br /&gt;– E quem diria que o Capitão do Mato estaria envolvido nessa história toda. Essa foi uma grande surpresa. – afirmou Josias. – Ele sempre foi rabugento e mal-educado com a gente, mas nunca imaginei que fosse capaz de participar uma coisa dessas. – completou o varredor.&lt;br /&gt;&amp;shy;– É verdade, Josias! Agora começo a entender tudo que anda me acontecendo nas últimas semanas. Encontrar o Capitão do Mato, o Juseppe e mais o assaltante que me roubou a carteira no mesmo bando de criminosos explica muita coisa. Nem acreditei no que estava vendo quando reconheci os três lá na chácara. Foi uma grande surpresa. – disse Varre Tudo.&lt;br /&gt;– Bom, pelo menos eles não vão mais incomodar a gente a partir de agora. E espero que eles recebam a condenação que merecem! – disse Shirley.&lt;br /&gt;Varre Tudo e os colegas passaram poucos minutos no hospital. Somente queriam ter certeza de que Jéferson havia chegado bem e que se recuperaria dos ferimentos. Não podiam demorar, pois precisavam dar continuidade à reunião que decidiria o desfecho da greve. Por isso, Varre Tudo conversou rapidamente com o médico responsável por Jéferson.&lt;br /&gt;– Seu primo não corre risco de vida, mas precisará permanecer no hospital por alguns dias para tratar as queimaduras que sofreu. – explicou o médico.&lt;br /&gt;Varre Tudo nem chegou a entrar na sala onde o primo estava. Apenas observou-o através do vidro. Jéferson estava dormindo, e Varre Tudo achou melhor deixá-lo descansar. Em seguida, rumaram em direção à prefeitura. Um assunto muito importante ainda precisava ser resolvido.&lt;br /&gt;Ao chegarem à sala de reuniões, foram recepcionados e amparados pelo prefeito Mostarda Moura, por Seu Pedroca e pelo presidente da COVAT, Manuel Vargas. Os varredores estranharam a solidariedade e a atenção que receberam. Assim que todos se acomodaram e que Varre Tudo contou às autoridades o que havia ocorrido com seu primo, puderam retomar a reunião.&lt;br /&gt;– Bom, senhores. Estamos aqui reunidos com vocês para entrar em um acordo com os funcionários da COVAT e encerrar essa greve, pelo bem da nossa cidade. – disse o prefeito.&lt;br /&gt;– Ih...já ouvi essa história antes... – cochichou Abelhão no ouvido de Varre Tudo, descrente de que a reunião lhes traria benefícios.&lt;br /&gt;– Estamos dispostos a atender a todas as suas exigências, entretanto, uma delas poderá apenas ser parcialmente atendida. – explicou o prefeito.&lt;br /&gt;– E qual das nossas reivindicações será parcialmente atendida, senhor prefeito? – perguntou Varre Tudo.&lt;br /&gt;– É a questão que envolve o aumento dos salários. – respondeu o prefeito. – Não será possível conceder um aumento de 15%. O máximo que podemos oferecer é um reajuste de 9,5% no valor real dos salários de todos os funcionários da COVAT.&lt;br /&gt;Varre Tudo e Abelhão entreolharam-se por alguns segundos. Varre Tudo pensou que a proposta era justa, visto que todas as exigências seriam acatadas, o que garantiria aos trabalhadores melhores condições de trabalho. O aumento do salário, apesar de não atingir o percentual desejado, já faria a diferença na renda das famílias que tiravam o sustento do lixo. A decisão estava tomada. Abelhão acenou para Varre Tudo positivamente com a cabeça, autorizando o amigo a aceitar a proposta.&lt;br /&gt;– Tudo bem! Aceitamos os 9,5% de aumento nos salários se tivermos a garantia de que as demais reivindicações serão atendidas prontamente. – declarou Varre Tudo às autoridades.&lt;br /&gt;– Ótimo, senhores! Eu, como prefeito, lhes dou a palavra. As exigências serão atendidas imediatamente. – afirmou o prefeito, satisfeito com o desfecho da reunião.&lt;br /&gt;– E também há outra coisa que precisa acontecer imediatamente. – disse Seu Pedroca aos funcionários. &amp;shy;– Precisamos voltar ao trabalho agora mesmo! A cidade precisa do empenho de todos os funcionários da COVAT. Temos que reunir esforços para deixar Nova Rita Santa limpa e organizada novamente!&lt;br /&gt;– Com certeza, Seu Pedroca! Pode contar com nós! Vamos fazer tudo o que for preciso pra colocar a cidade em ordem! – empolgou-se Varre Tudo.&lt;br /&gt;– E quantos dias vocês acham que serão necessários para varrer todas as ruas, recolher todo o lixo e deixar a cidade limpa? – indagou o presidente, Manuel Vargas.&lt;br /&gt;– Bom, precisamos estabelecer uma meta! – afirmou Varre Tudo. Se organizarmos um mutirão pela limpeza da cidade, mobilizando todos os funcionários da COVAT, sejam eles varredores, coletores ou capinadores, acredito que em cinco dias de trabalho seremos capazes de deixar Nova Rita Santa brilhando!&lt;br /&gt;– Muito bem! Em cinco dias Nova Rita Santa voltará a ser a cidade exemplo do Estado em questão de limpeza, coleta de resíduos e preservação ambiental! Está na hora de retomar o serviço! Mãos à obra, pessoal! – exclamou Seu Pedroca.&lt;br /&gt;Varre Tudo e Abelhão saíram da sala de reuniões. Estavam satisfeitos com o resultado. Agora se sentiam mais valorizados e respeitados não só pela empresa para a qual trabalhavam, mas também por toda a população de Nova Rita Santa. A importância de seu trabalho havia sido reconhecida. Estavam muito mais motivados para exercer suas funções e, principalmente, para retomar suas atividades depois dos benefícios conquistados com a greve. Ao chegarem ao lado de fora da prefeitura, os dois varredores comunicaram aos demais trabalhadores da COVAT que lá estavam reunidos o resultado positivo da reunião. Todos se abraçaram e comemoraram a conquista. Em meio à algazarra, Varre Tudo, como líder dos grevistas, pediu que todos prestassem atenção ao que tinha para dizer.&lt;br /&gt;– Pessoal! Temos uma missão muito importante neste momento. Nossas exigências foram atendidas, mas diante da situação da cidade não temos tempo para ficar aqui comemorando. Vamos celebrar nossa vitória ajudando na limpeza de Nova Rita Santa. Temos cinco dias para deixar tudo impecável! Por isso, precisamos retomar o trabalho imediatamente! – determinou Varre Tudo, cuja fala foi seguida de aplausos calorosos.&lt;br /&gt;A partir do anúncio de Varre Tudo, todos os trabalhadores dirigiram-se à sede da COVAT com o intuito de se prepararem para o mutirão de limpeza que movimentaria a cidade nos próximos cinco dias. Os coletores embarcaram nos caminhões da coleta de lixo orgânico e seletivo e os varredores apanharam seus carrinhos, vassouras e pazinhas. Os capinadores, ao invés de exercer sua função rotineira, foram servir de reforço na varrição das ruas centrais, visto que a sujeira nesses locais era muita para que os apenas 123 varredores conseguissem dar conta de todo o trabalho. Além disso, a população foi incentivada a colaborar com o mutirão de limpeza. Quem se disponibilizasse, poderia varrer a calçada em frente à própria residência. Se cada um fizesse a sua parte, a meta de reorganizar a cidade em cinco dias seria facilmente cumprida. Era preciso, então, a colaboração e participação de todos os habitantes. Só assim Nova Rita Santa voltaria a ser uma cidade bela e agradável para se viver.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-6991592035839881743?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/6991592035839881743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=6991592035839881743&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/6991592035839881743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/6991592035839881743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/episdio-35.html' title='Episódio 35'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Ry9jOQ9nLXI/AAAAAAAAAJw/udk13mzXTI8/s72-c/episodio+35.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-7348095929110441369</id><published>2007-10-24T18:03:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T08:30:55.359-02:00</updated><title type='text'>Episódio 34</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RycKgg9nLVI/AAAAAAAAAJg/JrfRXIyuT5Q/s1600-h/episÃ³dio+34.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127078254505045330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RycKgg9nLVI/AAAAAAAAAJg/JrfRXIyuT5Q/s320/epis%C3%B3dio+34.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A população estava perplexa com os acontecimentos da última semana. Nunca Nova Rita Santa andara tão agitada, com greves, tráfico, atentados. A população estava assustada. Enquanto Shirley e Varre Tudo conversavam, tocou o celular dela: era Seu Pedroca, avisando que na manhã seguinte haveria uma reunião às 7h30min na Prefeitura. Os colegas comemoraram a ligação, e ficaram imaginando qual seria a nova proposta para que a greve chegasse ao final.&lt;br /&gt;É sexta-feira, 7h, e Abelhão é liberado pela polícia. Corre para a Prefeitura e quando encontra os colegas fica sabendo da reunião. Varre Tudo indaga sobre a prisão, sobre o bem-estar do colega, mas ele não lhe dá ouvidos: está concentrado com a reunião das 7h30min e quer estar preparado para ouvir as propostas da COVAT.&lt;br /&gt;- Vamos lá. Dessa vez vamos conversar como iguais. Não vou baixar minha cabeça para o prefeito e os outros, somos trabalhadores e devemos lutar por nossos direitos. - diz Abelhão, com os olhos brilhando. - Nossa luta não é somente entre COVAT e funcionários, mas também entre todos os trabalhadores e seus empregadores. - concluiu.&lt;br /&gt;Varre Tudo achou estranho seu primo Jéferson não ter aparecido naquela manhã. Jaciara e os outros até comentaram dia desses o empenho e envolvimento de Jéferson com uma causa que nem lhe diz respeito, e Varre Tudo ficou emocionado com a demonstração de amizade do primo.&lt;br /&gt;A reunião começou e Manuel Vargas mostrava-se abatido. Estava cansado após uma semana de cabo-de-guerra com os trabalhadores. Ficou quieto por um longo tempo, enquanto o resto discutia as propostas de ambos os lados.&lt;br /&gt;Enquanto isso, Juseppe dirige freneticamente. Parece um maluco, com Maurício ao seu lado, também com os olhos vidrados na estrada. No banco de trás está Jéferson, amarrado e amordaçado, em meio a galões de gasolina. Foram os 15 minutos mais demorados da vida de Jéferson, que fora arrancado da cama naquela manhã, sem saber porque. Agora, estava ali, prevendo seu fim, e lembrando do dia em que tentara “enganar” Maurício e Cabelera na gráfica. Fechou os olhos com a esperança de que o pesadelo acabasse logo.&lt;br /&gt;O carro parou e Jéferson foi arrancado de dentro do veículo e jogado no chão, em meio a galinhas, porcos e muita sujeira. Não conhecia aquele lugar, mas percebeu que se tratava de uma chácara. Os olhos encheram-se de terra, a boca seca, o corpo dolorido das amarras. Mal conseguia raciocinar quando levou um chute na barriga, que atingiu o rim. A dor era insuportável. Depois de alguns chutes e baldes d'água, ameaças e agressões, Maurício e Juseppe começaram o interrogatório.&lt;br /&gt;- Tu é muito burro né, meu! Tu achou que a gente não ia descobrir que era tu? Quem mandou tu abrir a matraca, hein? - disse Maurício.&lt;br /&gt;- É cara! Tu pensa o quê? Que mexer com a gente é brincadeira de criança? Agora tu vai sofrer as consequências. E pode abrir a boquinha porque quero saber pra quem tu trabalha. - remendou Juseppe, dando mais um chute em Jéferson.&lt;br /&gt;O jovem cuspia sangue e estava semi-consciente. Não queria falar nada, nem entregar seu primo Varre Tudo, mas quando entrou naquela fria jamais imaginara que a história iria tão longe. Jéferson era estudioso, interessado, não queria morrer ali. Tinha um futuro e sabia que Juseppe e Maurício não estavam nem um pouco interessados nisso. Pensou mais um pouco, entre chutes e tapas, e decidiu contar tudo.&lt;br /&gt;- Eu, eu... - disse Jéferson, com a voz rouca, quase sem forças. - Sou primo do Varre Tudo, eu ajudei ele porque a gente tava desconfiado de vocês. Mas pelo visto a gente tava certo, vocês são uns bandidos mesmo. - disse, e arrependeu-se logo em seguida de suas palavras ao levar mais um chute. Dessa vez, desmaiou de tanta dor.&lt;br /&gt;Juseppe e Maurício entreolharam-se. Sabiam o que fazer. Jogaram Jéferson no banco de trás do carro e dirigiram até o centro da cidade. Atiraram o jovem dentro de um contêiner imundo e espalharam gasolina por todo o lado. Riscaram o fósforo e, “delicadamente”, atiraram o palito sem olhar para trás. Ao longe, avistaram a fumaça e riram.&lt;br /&gt;- Assunto encerrado. - sentenciou Juseppe.&lt;br /&gt;Os conteineres e a sujeira ardiam em brasa. Animais que dormiam junto às lixeiras também logo sentiram as chamas. O fogo se alastrava rapidamente, e os contêineres ardiam ao calor das chamas. O cheiro e a fumaça eram insuportáveis, e a população começou a perceber o incêndio. Em meio à confusão, um jovem acorda, de sobressalto. Era Jéferson, que, por milagre, voltou a si após meia hora desmaiado. Quando se deu conta de onde estava e do que estava acontecendo, reuniu as forças que lhe restavam e se atirou para fora do contêiner, com diversas queimaduras pelo corpo e sem acreditar que conseguira sobreviver.&lt;br /&gt;Ao sair, pessoas o fitavam assustadas. Quando foram lhe prestar ajuda, Jéferson disse:&lt;br /&gt;- Me levem até a prefeitura.&lt;br /&gt;Entrou ao trancos e barrancos, ferido, esfarrapado, na reunião da COVAT. Varre Tudo deu um pulo quando viu o primo e correu ao seu encontro. Jéferson contou rapidamente o acontecido, enquanto o prefeito avisava à polícia e ao Corpo de Bombeiros. Seu Pedroca chamou uma ambulância que levou Jéferson para o hospital. Varre Tudo quis ir com o primo, mas ele negou a companhia. Disse ao primo o que ele deveria fazer, agradeceu a preocupação e se foi, acompanhado da equipe da ambulância.&lt;br /&gt;Varre Tudo parou por um minuto. Prendeu o choro. Recuperou-se do baque, entrou num carro da polícia e rumaram à chacara de Catarina. Ao chegarem ao local, encontraram Maurício, Juseppe, Cabelera, Capitão do Mato e o próprio Catarina. Eles tentaram fugir, mas foram capturados pela polícia. Quando Varre Tudo chegou, os cinco estavam algemados, sentados num canto, enquanto respondiam aos questionamentos dos policiais. Surpreendeu-se ao ver Capitão do Mato ali, mas o susto maior foi quando avistou Catarina.&lt;br /&gt;- Meu Deus, é ele. É ele o cara que me assaltou! É ele, meu Deus! - surpreendeu-se Varre Tudo, ao constatar que ele era, também, o homem que tentava assustá-lo na Árvore do Enforcado no Parque do Sabiás. Varre Tudo estava perdido, desolado com tantas surpresas numa única manhã. Sentiu as pernas tremerem e se deixou cair na cadeira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-7348095929110441369?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/7348095929110441369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=7348095929110441369&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/7348095929110441369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/7348095929110441369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/episdio-34.html' title='Episódio 34'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RycKgg9nLVI/AAAAAAAAAJg/JrfRXIyuT5Q/s72-c/epis%C3%B3dio+34.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-7502606626757546643</id><published>2007-10-23T17:39:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T08:30:55.549-02:00</updated><title type='text'>Episódio 33</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RycKRA9nLUI/AAAAAAAAAJY/3sMwq2ssxNA/s1600-h/episÃ³dio+33.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127077988217072962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RycKRA9nLUI/AAAAAAAAAJY/3sMwq2ssxNA/s320/epis%C3%B3dio+33.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;A quinta-feira amanheceu ensolarada. As pessoas que passavam na rua Presidente Castelo Branco, no Centro, paravam espantadas. Cabelera e Maurício chegaram à gráfica de carro e se espantaram com a multidão. Desceram da camionete com cuidado. Eles tinham acabado de vir da chácara do Catarina com um novo carregamento de aves raras. Atravessaram a rua e não conseguiam acreditar no que viam. As gaiolas estavam abertas e espalhadas por toda a rua. A população comentava revoltada a situação das aves.&lt;br /&gt;- Que horror! Em pleno centro da cidade, um lugar desses! Maltratando os bichinhos. Gente sem consciência! E depois reclamam dos garis da COVAT, é por causa de pessoas como essas aí que o mundo está perdido! – reclamava uma senhora.&lt;br /&gt;- Calma, vó! Não é pra tanto também! – disse a jovem.&lt;br /&gt;- Menina! Você já tem 15 anos e ainda não aprendeu! Não é para tanto? Você por acaso sabe que tem pessoas que tiram o sustento da família do lixo? Tem olhado as ruas da cidade? Consegue respirar? Claro que não! Mas tem pessoas que limpam Nova Santa Rita pra ti! E pessoas que sentem esse cheiro todos os dias! – falava severamente para a neta.&lt;br /&gt;- Ai, vó, desculpa! Nunca pensei assim. A senhora tem razão. Vou ligar pra polícia.&lt;br /&gt;Cabelera e Maurício suavam frio, eles atravessaram a rua e fugiram sem serem percebidos em meio a multidão. No caminho decidiram devolver os animais para o Catarina, mas não iriam contar o que tinha acontecido.&lt;br /&gt;- Cabelera! Eu te falei que o cara da responsa ia aprontar, meu!&lt;br /&gt;- Pô, mano! Como eu ia saber! Tinha pinta de malandro! Mas tem volta! – frisou indignado.&lt;br /&gt;Eles seguiam para a chácara e passaram por duas viaturas da Polícia Federal do Meio Ambiente, que tinha uma pequena sede na cidade, justamente porque a cidade era modelo em todo o estado na questão ambiental. Os dois seguiram em frente e suspiraram aliviados enquanto os policiais iam em direção à gráfica. A multidão estava impaciente. Já tinham ligado para a redação do Picadeiro. A repórter chegou e começou a entrevistar as pessoas que estavam na rua. Os policiais entraram na gráfica, acompanhados por Eduarda, repórter do Picadeiro e o fotógrafo Paulo. Enquanto os agentes procuravam provas que os auxiliassem no processo, Eduarda acompanhava atentamente. A situação era deplorável, muitas aves estavam mortas e outras bem machucadas. A moça aguardou os polícias terminarem para poder conversar com um deles. Abordou o mais simpático.&lt;br /&gt;- Então? Tu pode conversar comigo sobre a ação? – perguntou Eduarda.&lt;br /&gt;- É cedo ainda para qualquer conclusão, mas está claro que traficavam aves raras nesse local. Encontramos 20 animais mortos e mais de 30 aves machucadas. E muitas devem ter fugido, pela quantidade de gaiolas lá fora, acredito que tinha mais de 600 aves mantidas em cativeiro aqui. Vamos nos mobilizar e prender os envolvidos. – afirmou o agente Ângelo Almeida.&lt;br /&gt;Depois de conseguir as informações necessárias Eduarda e Paulo retornaram para o jornal. No caminho ela falava toda empolgada das idéias para a manchete do Picadeiro. Juseppe, que morava no bairro dos Jardins, do outro lado da cidade, tinha tirado duas semanas de férias. Ele pretendia ir até a gráfica avaliar o novo carregamento, assinar alguns papéis e pegar dinheiro. Tinha combinado de levar Jaciara até a capital para passarem mais tempo juntos e conversarem. Em Nova Rita Santa não havia condições de passear pelas ruas. O cheiro era insuportável. Fazia uma semana que os funcionários estavam em greve e a população se sentia como se morasse em um lixão. Já eram quase quatro e meia e ele ia buscar Jaci às seis. Saiu e decidiu passar na banca do seu Joaquim e comprar umas revistas. Encontrou um dos vizinhos no caminho.&lt;br /&gt;- E aí Juseppe, me diz uma coisa. Como está aquele guri que perdeu a mão? – perguntou.&lt;br /&gt;- Não sei e nem tenho interesse. Onde já se viu? A cidade imunda, com insetos por todos os lados, tudo por culpa desses garis sem consciência.&lt;br /&gt;- Nossa, Jussepe! Eles têm razão em lutar por melhores condições. Olha só, logo você, que é um colega deles falando assim!&lt;br /&gt;- Não sou colega de lixeiros! – disse.&lt;br /&gt;- Ah! Deixa pra lá. Só sei que apóio eles, e sem os “lixeiros” a cidade vai ficar cada vez pior.&lt;br /&gt;- Tá bom! – exclamou irritado.&lt;br /&gt;Ele foi até a banca e ficou curioso. Várias pessoas estavam comprando o jornal e comentando. Juseppe pegou o jornal e suou frio ao ler:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;EXTRA – EDIÇÃO ESPECIAL&lt;br /&gt;Aves raras são encontradas em gráfica clandestina no centro da cidade&lt;br /&gt;A cidade amanheceu diferente na manhã desta quinta-feira, em meio ao lixo acumulado há uma semana, os moradores da rua Presidente Castelo Branco, no Centro, foram surpreendidos ao sair de casa. Em frente à Gráfica Papagaio, uma das mais tradicionais do município, havia mais de 600 gaiolas, que eram usadas para manter aves raras em cativeiro. A Polícia Federal do Meio Ambiente encontrou 20 aves mortas e mais de 30 com diversos ferimentos. Algumas ainda estavam na calçada, sem força para tentar voar e ganhar a liberdade. Além disso, apreenderam pilhas de documentos, papéis falsificados, livros e revistas sobre aves raras e espécies em extinção. Dentro de uma gaveta com fundo falso acharam um bloco de notas frias e um catálogo com os valores cobrados por animal e uma agenda com nomes, telefones e endereços. Os agentes interditaram o local e iniciaram as investigações.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Juseppe sentiu o chão se abrir sob seus pés. Tudo ficou escuro enquanto ele caia para trás, segurando a edição extra do Picadeiro apertada contra o peito.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-7502606626757546643?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/7502606626757546643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=7502606626757546643&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/7502606626757546643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/7502606626757546643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/episdio-33.html' title='Episódio 33'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RycKRA9nLUI/AAAAAAAAAJY/3sMwq2ssxNA/s72-c/epis%C3%B3dio+33.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-3406707413635174226</id><published>2007-10-22T23:44:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T08:30:55.678-02:00</updated><title type='text'>Episódio 32</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RycJ7w9nLTI/AAAAAAAAAJQ/fRYAmgasUKI/s1600-h/epis%C3%B3dio+32.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127077623144852786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RycJ7w9nLTI/AAAAAAAAAJQ/fRYAmgasUKI/s320/epis%C3%B3dio+32.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda com aquelas roupas, os funcionários da COVAT decidiram conversar com Varre Tudo para saber o plano dele para dar fim à gráfica clandestina de Juseppe. Encontraram um restaurante perto do Parque dos Sabiás e, enquanto almoçavam, Varre Tudo contou o plano.&lt;br /&gt;- Seguinte, galera! Agora que todos já sabem o que o Juseppe faz nas horas vagas, administrando aquela gráfica clandestina, decidi tomar uma atitude radical. Pensei em “assaltar” a gráfica e libertar todos os pássaros que são maltratados e mortos naquele lugar.&lt;br /&gt;- Nossa Varre! Que aventura!! – disse Shirley.&lt;br /&gt;- Ah! Gente. – continuou Varre Tudo. – só não quero que a Jaciara saiba disso agora, prefiro contar para ela depois...&lt;br /&gt;- Certo Varre! Agora conta o teu plano. – disse Abelhão&lt;br /&gt;- Bem, vamos chegar à noite ....&lt;br /&gt;Enquanto Varre Tudo contava a história, outros manifestantes, que tinham saído da praça para almoçar, começaram a correr na frente do restaurante. A agitação chamou a atenção de Josias, que estava olhando pela janela. Ele chamou os amigos e todos saíram em disparada do restaurante.&lt;br /&gt;Quando chegaram na praça, os manifestantes já estavam dispostos como um paredão e, na frente dele, estava o pelotão de Choque da Polícia Militar de Carlo Campo, cidade que fica a 35 Km de Nova Rita Santa.&lt;br /&gt;- Meu Deus! Os homens vieram, temos que chamar o coronel Castilhos, ele prometeu que um confronto entre manifestantes e polícia não iria acontecer. E agora isso! – gritou Abelhão.&lt;br /&gt;Enquanto isso, o pelotão avançava contra os manifestantes. Varre Tudo e Shirley se arrepiaram quando os policiais começaram a bater com o cassetete no escudo de ferro. O som era aterrorizador e eles ficaram com medo do que poderia acontecer. Enquanto isso, Coronel Castilhos gritava no megafone:&lt;br /&gt;- Manifestante! Parem com essa greve imediatamente! Não queremos machucar ninguém, mas se não houver acordo, teremos que usar a força e a repressão!&lt;br /&gt;Abelhão chegou no Coronel para tentar negociar alguma coisa com ele.&lt;br /&gt;- Coronel, não posso dispensar os manifestantes. Eles ainda estão indignados com o que aconteceu com nosso amigo Junior, funcionário da COVAT e ...&lt;br /&gt;- Não quero saber. A ordem é dispensar os manifestantes, a governadora já disse: se não tiver acordo agora, vamos prender os agitadores e dispensar os outros à bala. – disse Castilhos interrompendo Abelhão.&lt;br /&gt;- Mas, coronel, o senhor tinha me prometido ...&lt;br /&gt;- Eu não prometi nada!&lt;br /&gt;- Tudo bem! – disse Abelhão por fim - desse jeito, teremos que enfrentar a polícia e, se alguém morrer aqui, teremos um guerra!&lt;br /&gt;Abelhão virou as costas para o coronel, mas não conseguiu escapar do capitão Oscar que o pegou pelos braços.&lt;br /&gt;- Você está preso pela agitação toda que vem fazendo nos últimos dias e por desrespeitar o coronel Castilhos.&lt;br /&gt;Ao ver que Abelhão foi jogado dentro do camburão e, o fato de ele ser negro, atiçou ainda mais a indignação de todos os manifestantes. Eles começaram a gritar frases de José Luthzenberger e a situação estava ficando cada vez mais delicada. A comissão de greve, formada por Varre Tudo e agora Josias, resolveu marcar uma outra reunião com a direção da COVAT. Mas, antes disso, tinham que negociar com a brigada.&lt;br /&gt;- Coronel Castilhos, gostaríamos de informar ao senhor que aqui todos são trabalhadores e que não queremos que ninguém se machuque. O senhor agora prendeu o Abelhão e, dessa forma, enxergamos que a Brigada não agiu de maneira correta. Vamos ficar aqui, todos os manifestantes e prometemos marcar uma reunião com a direção da COVAT para que possamos terminar a greve. Então, gostaria de pedir ao “senhor” que mandasse os homens embora. – Varre Tudo falou aquelas frases com medo, mas, pensou em Abelhão e nos outros manifestantes, que poderiam sair machucados daquela situação.&lt;br /&gt;- Certo rapaz, mas faço isso, pois recebi ordens de não entrar em confronto.&lt;br /&gt;Os policiais começaram a ser dispensados e Varre Tudo ficou feliz, mas, Abelhão iria passar a noite na delegacia, pois o coronel Castilhos não estava disposto a libertá-lo.&lt;br /&gt;À noite, depois de toda a agitação do dia, Varre Tudo se encontrou com Shirley, Josias, o primo Jéferson e Magali. Eles iriam colocar o plano de libertar os pássaros em prática. Varre Tudo trouxe as toucas de “ninja” e roupas pretas, para que ninguém os reconhecesse se o plano falhasse. Jéferson foi o encarregado de arrombar a porta dos fundos, pois já conhecia o lugar, Shirley e Magali ficaram do lado de fora, para avisar se alguém estivesse chegando, e Josias e Varre Tudo iriam soltar os bichos. Uma agitação tomou conta deles quando Jéferson conseguiu arrombar a porta. Eles entraram e o que viram foi assustador. Alguns animais já estavam mortos. Varre Tudo disse aos amigos que soltaria os animais na rua mesmo. Depois da ação, Jéferson fechou a porta e eles saíram discretamente pela rua escura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-3406707413635174226?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/3406707413635174226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=3406707413635174226&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/3406707413635174226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/3406707413635174226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/ainda-com-aquelas-roupas-os-funcionrios.html' title='Episódio 32'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RycJ7w9nLTI/AAAAAAAAAJQ/fRYAmgasUKI/s72-c/epis%C3%B3dio+32.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-2078801298833883846</id><published>2007-10-19T18:53:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T08:30:56.162-02:00</updated><title type='text'>Episódio 31</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RyIW_Q9nLSI/AAAAAAAAAJI/L0T2m0gCrlU/s1600-h/fantasiados.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125684602042002722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RyIW_Q9nLSI/AAAAAAAAAJI/L0T2m0gCrlU/s320/fantasiados.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Varre Tudo e Abelhão eram os mais decepcionados. Na saída da reunião, nenhum dos dois falava. Os funcionários esperavam alguma ação. Shirley queria consolar os amigos, mas também não sabia o que fazer. Foi Josias quem disse:&lt;br /&gt;- Vamos até o escritório. Nós temos que fazer estes caras perceberem que, ou eles negociam, ou a cidade vai ficar infestada de lixo. Eu sinto muito em ver minha cidade assim! Mas a gente não pode voltar atrás sem uma solução.&lt;br /&gt;- Tem razão! - reanimou-se Abelhão – Lá, a gente planeja algo para amanhã!&lt;br /&gt;Varre Tudo continuava calado. Os funcionários decidiram que iriam caminhando até a COVAT. O grande grupo chamava a atenção da população, mesmo sem cartazes e sem fazer qualquer manifestação sonora. Alguns moradores observavam indignados, mas o silêncio daqueles trabalhadores parecia barrar qualquer um que quisesse reclamar ou até apoiar. Era uma marcha silenciosa, que deixava a população boquiaberta.&lt;br /&gt;Quando chegaram na sala de reuniões, os funcionários acomodaram-se como puderam, já que o local era pequeno. Varre Tudo e Abelhão ficaram de pé diante dos colegas. Varre Tudo soltou os ombros num suspiro.&lt;br /&gt;- Eu tive uma idéia. Uma vez, na escola, nós fizemos um teatro sobre os insetos. Tem fantasias de mosca e outras de barata. Eu tenho algumas delas na minha casa. Posso conseguir mais! - dizia Varre Tudo empolgado - Amanhã, vamos voltar aqui vestindo essas roupas. Se o Vargas não concordar com nossas reivindicações, vamos para a praça e vamos deixar a população ciente da importância do nosso trabalho!&lt;br /&gt;- Boa idéia! - gritou Abelhão.&lt;br /&gt;Eles decidiram como cada um iria vestido. Algumas mulheres, que sabiam costurar, produziriam fantasias de ratos e bactérias. A reunião terminou quando o encontro ficou marcado para a quarta-feira, às 6 horas da manhã, na COVAT. Eles decidiram que iriam cedo, ficariam lá durante uma hora e, se, nada fosse resolvido, iriam para o centro da cidade e pegariam a movimentação de quem estivesse saindo para o trabalho.&lt;br /&gt;Ratos, baratas, moscas, pragas, bactérias... Os bichos mais terríveis fantasiavam mais da metade dos protestantes, quando chegaram à empresa, na manhã do dia seguinte. Seu Pedroca viu a cena de sua janela e logo foi para fora.&lt;br /&gt;- Chame o Vargas! Nós queremos falar com ele! - ordenou Varre Tudo.&lt;br /&gt;- Mas... Mas... - Seu Pedroca baixou a cabeça – Vargas foi para a capital hoje...&lt;br /&gt;- Então vamos para a praça – gritou Abelhão erguendo o braço direito e voltando-se para os colegas.&lt;br /&gt;Todos gritavam ao mesmo tempo:&lt;br /&gt;- Se não houver uma solução!&lt;br /&gt;A cidade vai virar lixão!&lt;br /&gt;Assim que a COVAT acordar,&lt;br /&gt;A cidade nós vamos limpar!&lt;br /&gt;Seu Pedroca não sabia se impedia o grupo, ou não. Mas ele estava sozinho e ninguém ia ajudá-lo. O grupo seguia.&lt;br /&gt;No centro da Praça Pio X, Varre Tudo subiu em um banco. Abelhão acompanhou o amigo. Varre Tudo era uma barata e Abelhão um rato gordo. As pessoas que passavam pela praça achavam graça nas fantasias e se aproximavam pensando que algum evento infantil estava acontecendo. A maioria ouvia o que os varredores diziam e ficava por aí. Outras poucas pessoas ignoravam.&lt;br /&gt;- Nós precisamos do apoio da comunidade! Nós não queremos que a cidade fique cheia de insetos e muito menos de lixo! Queremos que vocês compreendam que a cidade produz uma quantidade enorme de lixo e que o nosso trabalho é muito importante para que ele tenha a destinação correta! - explicava Varre Tudo - Nós estamos cansados! Queremos o apoio de vocês! Quem puder se manifestar de alguma forma, sempre ajuda! Entrem em contato com a COVAT e reivindiquem! Assim que eles atenderem nosso pedido, prometemos que esta cidade vai voltar a ficar limpa e ser o exemplo que sempre foi.&lt;br /&gt;Um homem que passava, ouviu o protesto, mas não concordou com o que estava sendo dito e se manifestou.&lt;br /&gt;- Vocês é que são os responsáveis por essa bagunça que a cidade está se tornando!? Não têm vergonha? Isso é politicagem! Vocês querem mesmo é aparecer! Deixem de fazer farra na praça central e vão recolher o lixo! - disse o homem jogando uma embalagem de sorvete no chão – Olha só! Vocês merecem mesmo um aumento! Mais trabalho para os garis! Mais trabalho para os garis! – gritava satirizando.&lt;br /&gt;Abelhão não suportou, ficou muito nervoso.&lt;br /&gt;- Tomara que o senhor fique bem doente! Mais trabalho para os médicos! Mais trabalho para os médicos! - retrucava Abelhão.&lt;br /&gt;Varre Tudo tentava acalmar o amigo. O homem estava indo embora e Abelhão gritava a frase de José Luthzenberger:&lt;br /&gt;- Na hora, digo o que penso, boto para fora. Uso a emoção. Se alguma coisa me excita, falo excitado. Se me agridem, passo a agredir – acalmou-se e finalizou - Mas não sinto raiva ou ressentimento.&lt;br /&gt;Varre Tudo está empolgado. Ele pára um pouco e lembra de tudo o que passou nos últimos dias. Ele lembra das falcatruas de Juseppe e não compreende como Jaciara, uma menina tão sincera e cheia de boas intenções, pode ser tão próxima de um cara mau caráter como ele. Outro dito que sua mãe repetia lhe vem a memória: “A vida é muito curta para ser pequena”. Assim, ele decide que a partir desse dia consertaria tudo que estivesse errado. E ia começar pela gráfica clandestina de Juseppe.&lt;br /&gt;Um clima constrangedor pairou na praça depois da discussão. Eles decidiram encerrar o protesto. Antes de ir embora, Varre Tudo revelou para os colegas o que acontecia nos fundos da Gráfica Papagaio. Contou a todos que tinha um plano e que precisava da ajuda deles. Os funcionários aceitaram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-2078801298833883846?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/2078801298833883846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=2078801298833883846&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/2078801298833883846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/2078801298833883846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/episdio-31.html' title='Episódio 31'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RyIW_Q9nLSI/AAAAAAAAAJI/L0T2m0gCrlU/s72-c/fantasiados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-4339303533695189406</id><published>2007-10-18T18:04:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T08:30:56.258-02:00</updated><title type='text'>Episódio 30</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RyC7Mw9nLRI/AAAAAAAAAJA/VzbKb9S6HMM/s1600-h/reuniÃ£o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125302203923770642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RyC7Mw9nLRI/AAAAAAAAAJA/VzbKb9S6HMM/s320/reuni%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, a situação da sujeira na cidade era ainda mais desesperadora. As ruas centrais exalavam um cheiro insuportável devido aos sacos de lixo que transbordavam dos contêineres e eram empilhados em todas as esquinas. As pessoas que circulavam pela área central chegavam a tapar o nariz com as mãos quando passavam em frente de um dos contêineres rodeados de moscas e cachorros vira-lata em busca de comida. Os funcionários da COVAT lamentavam a situação, pois aquela também era a cidade deles e, obviamente, gostariam de vê-la limpa, organizada e bela, como sempre havia sido. No entanto, sabiam que estavam lutando por uma causa justa e importante para todos e, por isso, não podiam desistir na metade do caminho. Determinados a conquistar melhores condições de trabalho e melhor remuneração, fariam tudo o que fosse necessário, nem que para isso a cidade se transformasse em um verdadeiro "lixão".&lt;br /&gt;O presidente Manuel Vargas e o prefeito Mostarda Moura, que já haviam se encontrado dias antes para discutir sobre a greve dos trabalhadores da COVAT, começavam a se preocupar com a situação de Nova Rita Santa. Algo precisava ser feito com urgência. Eles não poderiam deixar que o município, reconhecido como um dos mais modernos e bem organizados do Estado em questão de limpeza, coleta e reciclagem de lixo, virasse notícia em função da sujeira e do descaso com o acúmulo de resíduos. Além disso, a saúde pública também começava a ser ameaçada pela sujeira, visto que o grande número de ratos e baratas atraídos pelo lixo poderia contribuir para a disseminação de doenças, principalmente nos bairros mais desfavorecidos.&lt;br /&gt;Assim, movidos por essas e outras preocupações, Manuel Vargas e Seu Mostarda resolveram convocar os líderes da greve para a reunião no escritório administrativo da COVAT. O objetivo era tentar entrar em um acordo com os funcionários para que os mesmos voltassem ao trabalho e, conseqüentemente, fosse possível normalizar a situação da limpeza e da coleta de lixo na cidade. O presidente Manuel Vargas, porém, continuava irredutível quanto à exigência de aumento de 15% nos salários e ao pedido de que não fossem descontados do pagamento dos varredores os dias de chuva, nos quais não podem trabalhar. As demais reivindicações até poderiam ser atendidas, mas as negociações seriam acirradas. De qualquer maneira, decidiram contatar os representantes dos trabalhadores e agendar uma reunião para a primeira hora da tarde.&lt;br /&gt;Quando souberam da decisão, Varre Tudo e seus amigos comemoraram. O encontro com o presidente da COVAT e com o prefeito da cidade representava a chance de os trabalhadores terem suas exigências atendidas. Todos estavam ansiosos para a reunião e aproveitaram os últimos minutos para repassar as sete reivindicações que haviam anotado na semana anterior.&lt;br /&gt;– Pessoal, precisamos estar cientes de todas as nossas exigências. Vamos nos unir e lutar por elas. Não podemos abrir mão do que decidimos! – disse Varre Tudo, que buscava motivar os colegas.&lt;br /&gt;– É isso aí! – gritou Abelhão. – Não podemos ceder aos pedidos nem às ameaças do presidente Manuel Vargas. Vamos exigir nossos direitos e conquistar melhores condições de trabalho pelo nosso amigo Junior, que está sofrendo no hospital neste momento!&lt;br /&gt;– Falou e disse, Abelhão! Além de pensar no nosso bem-estar, devemos isso ao Junior. Ele merece o nosso empenho e esforço! – completou Magali, enquanto olhava fixamente para Varre Tudo.&lt;br /&gt;O relógio não marcava nem uma hora da tarde quando os coletores, capinadores e varredores concentraram-se em frente à sede administrativa da COVAT. Carregando cartazes e gritando frases de protesto, os trabalhadores formaram uma multidão para receber o prefeito e o presidente, que, em seguida, chegariam de carro ao local. Enquanto isso, Varre Tudo e Abelhão, líderes dos varredores na greve, mais as duplas de representantes dos capinadores e dos coletores já se acomodavam nas cadeiras estofadas do escritório da COVAT para aguardar o início da reunião. Varre Tudo sentia o coração bater mais forte e as mãos suarem. O encontro estava prestes a se iniciar e eles precisavam sair vitoriosos. Ao seu lado, Abelhão, mesmo sem muito experiência com negociações, demonstrava confiança. Poucos minutos depois, a porta do escritório se abriu.&lt;br /&gt;– Boa tarde, senhores! – cumprimentou-os o prefeito Mostarda Moura.&lt;br /&gt;– Boa tarde! – responderam os trabalhadores.&lt;br /&gt;– Primeiramente, gostaria de deixar claro que eu e o presidente Manuel Vargas estamos aqui a fim de entrar em acordo com os senhores. Faremos o possível para atender às suas exigências e para reverter a situação em que nossa cidade se encontra. – explicou Seu Mostarda.&lt;br /&gt;– Ótimo. – disse Varre Tudo. – Estamos dispostos a voltar ao trabalho assim que todas as nossas reivindicações forem aceitas.&lt;br /&gt;– Algumas de suas reivindicações são inaceitáveis! – exclamou Manuel Vargas, interrompendo o prefeito, que estava prestes a se pronunciar. – O máximo que podemos garantir é o auxílio creche para as funcionárias, o auxílio alimentação de 5% ao mês e o pagamento de horas extras. As demais exigências são absurdas! Simplesmente impossíveis de serem acatadas no momento.&lt;br /&gt;Os trabalhadores entreolharam-se por um instante, incrédulos do que estava acontecendo. Todos imaginavam que a reunião significaria que Manuel Vargas, juntamente com o prefeito, aceitaria as reivindicações dos trabalhadores e negociaria com eles o retorno ao trabalho. Estavam enganados. Varre Tudo decidiu manifestar seu descontentamento com o encontro:&lt;br /&gt;– Senhor prefeito e senhor presidente, os senhores nos convocaram para vir até aqui apenas para anunciar que não atenderão nossas exigências? – indagou o varredor. – Digo isso porque, se é assim, estamos apenas perdendo tempo nesta sala. Não vamos desistir de nossos objetivos. A greve vai continuar se não chegarmos a um acordo digno.&lt;br /&gt;– Pois eu já lhe ofereci um acordo digno, caro varredor. – disse Manuel Vargas, ironicamente. – O senhor é que não valorizou a oportunidade. Já disse que algumas das exigências são absurdas. Portanto, atenderemos somente as que forem viáveis para a empresa e para a cidade.&lt;br /&gt;– E quanto ao aumento de 15% nos salários? – perguntou Abelhão.&lt;br /&gt;– Essa é uma das exigências impossíveis. O máximo que poderíamos negociar seria um aumento de 5% nos salários. – respondeu o presidente.&lt;br /&gt;– Sinceramente, pessoal! O presidente e o prefeito estão fazendo piada com a nossa cara. Vamos embora! Não temos mais nada para discutir aqui! Temos uma greve para dar continuidade! – disse Abelhão, enquanto levantava-se da cadeira.&lt;br /&gt;Todos começaram a se exaltar. Os trabalhadores, indignados, conversavam entre si, enquanto Varre Tudo tentava conversar com Seu Mostarda e o presidente. A reunião, que havia sido iniciada de maneira civilizada, agora estava fora de controle. Assim que ficaram sabendo do resultado negativo do encontro, os funcionários que se concentravam em frente à sede da COVAT dirigiram-se para o prédio da Prefeitura. No caminho, começavam a bolar um protesto surpresa para o dia seguinte, algo que realmente fosse capaz de abrir os olhos de todas as autoridades, e também da população, para as conseqüências da greve dos varredores e coletores da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-4339303533695189406?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/4339303533695189406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=4339303533695189406&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/4339303533695189406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/4339303533695189406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/episdio-30.html' title='Episódio 30'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RyC7Mw9nLRI/AAAAAAAAAJA/VzbKb9S6HMM/s72-c/reuni%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-5200006669085456765</id><published>2007-10-17T18:16:00.001-02:00</published><updated>2008-12-09T08:30:56.388-02:00</updated><title type='text'>Episódio 29</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rx46UeWhrHI/AAAAAAAAAIw/Otaq3-rvf38/s1600-h/moscas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124597549413543026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rx46UeWhrHI/AAAAAAAAAIw/Otaq3-rvf38/s320/moscas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O final de semana passou batido, mas não para os moradores de Nova Rita Santa. A sujeira acumulava mais a cada dia, e o mau-cheiro incomodava as pessoas. A cada turno que a COVAT deixava de trabalhar, maior era o desespero das pessoas em relação ao que fazer com o lixo que acumulava em suas casa. As lixeiras particulares estavam abarrotadas, os contêineres não tinham espaço para mais nada, e os cachorros de rua rasgavam as sacolas fedorentas em busca de alimento. A cidade, reconhecida pelo asseio e organização, agora virara um caos.&lt;br /&gt;Era segunda-feira e a esperança de que a greve acabaria logo habitava o coração e o pensamento dos moradores da cidade. Eles estavam divididos entre entender ou não os motivos da greve. Muitos achavam que os funcionários da COVAT estavam desrespeitando a população, que nada tinha a ver com aquela questão, e estava sendo diretamente prejudicada. Um desses era Juseppe, que fazia questão de gritar aos quatro ventos que os funcionários da COVAT eram interesseiros e só pensavam em dinheiro. Outros entendiam a manifestação dos trabalhadores por melhores salários, mas principalmente por melhores condições de trabalho, e comentavam o acidente de Junior, entre eles, Jaciara. De um lado, a intransigência de Juseppe e sua intriga pessoal com Varre Tudo. De outro, o amor de Jaciara.&lt;br /&gt;- Acho melhor não tocarmos no assunto da greve enquanto as coisas não estiverem acertadas. – disse Jaciara, olhando fixamente para o namorado.&lt;br /&gt;- Concordo, cada um com sua opinião. – sussurrou Juseppe, com a voz apreensiva.&lt;br /&gt;Enquanto as pessoas tentavam levar sua vida normalmente, o lixo se acumulava mais e mais. A discussão estava presente nas escolas, nos bares, em todos os lugares, e pela primeira vez na vida, algumas pessoas começaram a perceber a importância dos “lixeiros”, como eram conhecidos, para a manutenção da saúde e do bem-estar de uma população.&lt;br /&gt;Uma dessas pessoas era dona Rosinha, que adorava delatar os funcionários da COVAT para Seu Pedroca, mas que desta vez estava era com saudades daquelas figuras tão discretas e onipresentes, e ao mesmo tempo tão necessárias.&lt;br /&gt;Nem o céu parecia satisfeito com aquela situação. As nuvens eram estranhas, o azul não era límpido. A impressão era de que a cidade havia retrocedido décadas, pois as pessoas conviviam lado a lado com o lixo, sem saber o que fazer com ele. Alguns órgãos e profissionais da saúde chamaram atenção para a responsabilidade das pessoas com a finalidade de seu próprio lixo, surgiram estatísticas, gráficos, e muita explicação e reflexão sobre a quantidade de lixo produzida pelo homem.&lt;br /&gt;Longe dessas reflexões estavam Varre Tudo, Magali e Abelhão. Eles, acostumados a conviver com o lixo, tinham consciência de sua própria colaboração para o acúmulo de resíduos, mas naquele momento o que interessava era a greve, e bolar um jeito de convencer as autoridades de que a aceitação das solicitações dos funcionários da COVAT era para o bem de todos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-5200006669085456765?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/5200006669085456765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=5200006669085456765&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/5200006669085456765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/5200006669085456765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/episdio-29.html' title='Episódio 29'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rx46UeWhrHI/AAAAAAAAAIw/Otaq3-rvf38/s72-c/moscas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-6004817419277229626</id><published>2007-10-16T18:09:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T08:30:56.594-02:00</updated><title type='text'>Episódio 28</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rx9tKeWhrII/AAAAAAAAAI4/LtD8EyW7q6o/s1600-h/greve.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124934927684578434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rx9tKeWhrII/AAAAAAAAAI4/LtD8EyW7q6o/s320/greve.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Às oito da manhã de quinta-feira Varre Tudo e os amigos estavam aguardando seu Pedroca na sala de reuniões da COVAT. Eles decidiram ainda na noite anterior formar uma comissão responsável pelas negociações. Varre Tudo e Abelhão representavam os varredores, Igor e Carlos os capinadores e Vagner e Lúcio os coletores. A reunião estava marcada para as 8h15, mas tinham chegado antes para decidirem como iriam abordar a questão relacionadas ao salário e melhores condições de trabalho.&lt;br /&gt;- Pessoal, não podemos sentir medo! Se não lutarmos por nossos direitos agora, vamos estar retrocedendo! – frisava Varre.&lt;br /&gt;- É isso mesmo! Não podemos baixar a cabeça! – afirmou Lúcio.&lt;br /&gt;Seu Pedroca chegou acompanhado pelos três gerentes de cada departamento da COVAT e pelo Presidente Manoel Vargas. Era a primeira vez que os funcionários tinham contato com o presidente da empresa. Seu Pedroca era um homem gentil, sempre atento às questões que incomodavam o pessoal que trabalhava na rua. Conhecia a todos pelo nome, e não eram poucos, 350 pessoas trabalhavam na COVAT, 250 divididos entre a capina, a coleta e a varrição. Mas Manoel era diferente, nem sequer cumprimentava os rapazes que limpavam o pátio da empresa. Varre Tudo sentiu que as negociações não seriam fáceis.&lt;br /&gt;- Bom dia!&lt;br /&gt;- Bom dia, seu Pedroca! – responderam em coro.&lt;br /&gt;- Bem, eu quero apresentar a vocês...&lt;br /&gt;- Por favor, Pedroca! Eu dispenso apresentações, eles sabem perfeitamente quem eu sou! E vamos logo ao que interessa. O prefeito já me ligou para pedir por que os funcionários estão todos na frente da prefeitura, sentados, e com cartazes. Isso é uma vergonha! Em Nova Rita Santa isso nunca aconteceu! O que querem, afinal?&lt;br /&gt;- Bem, Manoel!Viemos aqui reivindicar melhores salários e condições de trabalho. O Junior, nosso colega, perdeu a mão no compactador de lixo, porque não tinha experiência, alguém tem que tomar uma atitude! – disse o rapaz calmamente.&lt;br /&gt;- Olha, guri! Eu te vi no jornal. Tu tá querendo se promover? É isso? – perguntou irritado.&lt;br /&gt;- Não! Aqui está a proposta. Se não for aceita, vamos decretar greve por tempo indeterminado.&lt;br /&gt;Varre Tudo entregou uma cópia a cada um deles. Seu Pedroca e os gerentes estavam preocupados. Eliseu, que cuidava da varrição e gostava muito de Varre Tudo, foi o primeiro a falar.&lt;br /&gt;- Manoel, temos que analisar a proposta deles com atenção. Afinal, a COVAT, tem sido um exemplo na região graças ao desempenho dos funcionários. Então...&lt;br /&gt;- Eliseu! Tu deve estar maluco! Aumento de 15%! – disse ele.&lt;br /&gt;Seu Pedroca e os outros gerentes decidiram intervir.&lt;br /&gt;- Por favor, aguardem lá fora enquanto decidimos! – pediu gentilmente.&lt;br /&gt;Mais de uma hora depois eles voltaram à sala. Seu Pedroca disse que iam se reunir com o prefeito, mas que Manoel se negava a fazer qualquer acordo e que, caso eles não voltassem ao trabalho, corriam o risco de serem demitidos.&lt;br /&gt;- Nós não vamos recuar! – afirmou Carlos.&lt;br /&gt;Todos concordaram e se retiram em silêncio. Eles se dirigiram à prefeitura. Quando chegaram lá, Varre Tudo contou a todos o resultado da reunião.&lt;br /&gt;- Atenção pessoal! Nossa proposta não foi aceita, nem sequer tentaram negociar. O Seu Pedroca é gente boa, mas ele segue ordens do Manoel e com o presidente não tem conversa. Eles estão no gabinete do prefeito agora. Mas enquanto não decidirem aceitar nossas reivindicações ou pelo menos negociar conosco, não vamos trabalhar.&lt;br /&gt;- É isso mesmo! – gritou Magali, orgulhosa do espírito de liderança de Varre.&lt;br /&gt;- Vamos lutar pelos nossos direitos! – gritavam todos.&lt;br /&gt;- A greve começou! – decretou Varre.&lt;br /&gt;Todos aplaudiram Varre Tudo de pé. Então cantando gritos de ordem, os funcionários uniformizados, caminharam em direção ao centro da cidade. A greve estava decretada por tempo indeterminado. E com a adesão total dos varredores, capinadores e coletores de Nova Rita Santa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-6004817419277229626?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/6004817419277229626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=6004817419277229626&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/6004817419277229626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/6004817419277229626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/episdio-28.html' title='Episódio 28'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rx9tKeWhrII/AAAAAAAAAI4/LtD8EyW7q6o/s72-c/greve.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-9198983577173736477</id><published>2007-10-15T18:34:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T08:30:56.767-02:00</updated><title type='text'>Episódio 27</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RxVMi-WhrGI/AAAAAAAAAIo/WKtnrcID1wk/s1600-h/EpisÃ³dio+27.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122084314940550242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RxVMi-WhrGI/AAAAAAAAAIo/WKtnrcID1wk/s320/Epis%C3%B3dio+27.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Dona Arzelina puxou a conversa que só foi terminar no Parque dos Sabiás, quando a chuva aumentou e os amigos não poderiam mais trabalhar. Por idéia de Shirley, eles foram até o Bar do Boca, conversar sobre o que havia acontecido com Júnior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe pessoal, agora me lembro que em 1984 meu tio trabalhava na COVAT e um cara se machucou quase da mesma forma que o Júnior. Mas, naquela época a coisa era pior, os trabalhadores da empresa nem tinham insalubridade e não eram assistidos quando ocorriam acidentes como esse. – relembrou Abelhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nossa! Em lembrar que uma vez era bem pior. – comentou Josias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha! Eu sou a favor da gente fazer alguma agitação. Agora me lembro de outro caso, há uns dois anos, em que uma mulher foi atropelada na rua enquanto varria, e a COVAT abafou o caso e depois a mulher foi demitida. – disse Varre Tudo que naquele momento já estava nervoso com todos os acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E para piorar, nosso salário está muito baixo. Poxa! No meu caso que tenho mãe e irmã para sustentar, está ficando cada vez mais complicado. – disse Josias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ih Josias! E o meu namorado, quer que eu saia da COVAT para arranjar um lugar em que eu ganhe mais. – retrucou Shirly.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem, diante desse quadro em que a gente se encontra, más condições de trabalho e baixos salários, eu sou a favor que a gente entre em estado de greve. – disse Abelhão, que já tinha na família, trabalhadores sindicalizados e mais conscientes com essa história de direitos trabalhistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas, e como se faz uma greve? – perguntou ingênuo Varre Tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha Varre! – respondeu Abelhão. – Não é uma coisa muito simples, exige muito envolvimento, tem que participar de reuniões, definir um plano de ação, colocar no papel as nossas reivindicações, ter um diálogo aberto com os patrões, enfim, é uma coisa de envolvimento mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nossa Abelhão! Onde tu aprendeu tanta coisa, até parece aqueles intelectuais da faculdade... hehehe. – brincou Shirley.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não isso que tu falou Shirley, é que quando eu era criança meu tio sempre me levava nessas assembléias e eu convivi com isso. – explicou Abelhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah! – disse em coro os amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas então, por onde vamos começar? – falou Varre Tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parando de trabalhar. – disse Josias, meio irônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, mas acho interessante a gente começar a nossa greve levantando uma pauta de reivindicações, tomando como base esse acidente com o Júnior e relembrando os fatos chocantes da história da COVAT. – comentou Abelhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso mesmo Abelhão. Gostei da idéia. – falou Varre Tudo já puxando um pedaço de papel da mochila e uma caneta. – vou escrever aqui as nossas reivindicações, depois a gente passa a limpo. – disse Varre Tudo.&lt;br /&gt;Varre Tudo começou a listar algumas prioridades para a categoria de varredor, capinador e coletor de lixo da COVAT. Ele foi listando em voz alta, com a ajuda dos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Primeiro ponto: aumento real nos salários de 15%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Segundo ponto: insalubridade para todos os trabalhadores com direito a atendimento médico de urgência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Terceiro ponto – diz aí dona Arzelina. – falou Varre Tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Terceiro ponto – disse Arzelina. – eu acho que é uma aposentadoria digna. Como se diz mesmo Abelhão? Plano de quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Plano de carreira – explicou Abelhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso mesmo! Anota aí Varre Tudo. Terceiro ponto: plano de carreira para os aposentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quarto ponto: auxílio creche! – disse Shirley. – ano que vem pretendo ter um bebê...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quinto ponto: auxílio alimentação de 5% todo o mês. – disse Abelhão. – por que a gente tem que comprar comida, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sexto ponto: não descontar do salário os dias de chuva. Vocês viram que está rolando uma história para descontar os dias não trabalhados em função da chuva. A gente não tem culpa. – disse Varre Tudo, sempre informado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sétimo ponto: o pagamento de hora extra e não banco de horas, como eles fazem hoje. – contribuiu Josias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem pessoal, acho que era isso. Será que tem mais alguma coisa? – disse Abelhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, acho que por enquanto não. – disse Varre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escuta Varre, já que você começou a escrever, passa a limpo isso, com letra bonita e amanhã a gente faz xerox e escolhe uma comissão para falar com a direção da COVAT. - Certo! Deixa comigo. A partir de amanhã, Nova Rita Santa vai começar a tratar melhor quem trabalha com o lixo. Agora é greve! – concluiu Varre Tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-9198983577173736477?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/9198983577173736477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=9198983577173736477&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/9198983577173736477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/9198983577173736477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/dona-arzelina-puxou-conversa-que-s-foi.html' title='Episódio 27'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RxVMi-WhrGI/AAAAAAAAAIo/WKtnrcID1wk/s72-c/Epis%C3%B3dio+27.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-4133903893449027909</id><published>2007-10-12T18:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:30:56.905-02:00</updated><title type='text'>Episódio 26</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RxVHh-WhrEI/AAAAAAAAAIc/_StOotWZRK8/s1600-h/EpisÃ³dio+26ok.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122078800202542146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RxVHh-WhrEI/AAAAAAAAAIc/_StOotWZRK8/s320/Epis%C3%B3dio+26ok.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Junior ouvia um murmúrio e não compreendia nada. Não enxergava nada, via apenas a escuridão. Tinha a sensação de que seu corpo flutuava. Não conseguia mover-se. Abriu os olhos lentamente. A visão fez um degradê. Do preto para o cinza. Do cinza para uma cena nublada. Podia reconhecer a sala branca de um hospital e muita gente ao seu redor, explicando as conversas. Junior consegue erguer a cabeça e lá estão seus amigos. Abelhão, Verre Tudo, Shirley, Josias, Magali e até dona Arzelina.&lt;br /&gt;- Mal saí do hospital, Junior, já tive que voltar! - brincou Dona Arzelina.&lt;br /&gt;Sob o lençol, deitado na cama do hospital, Junior não conseguia lembrar-se do acidente, não enxergava, nem sentia o seu braço, e perguntou.&lt;br /&gt;- O que é que eu tô fazendo aqui, pessoal?&lt;br /&gt;O amigo Varre Tudo deu um sorriso leve, não sabia como contar o amigo.&lt;br /&gt;- Você teve um ferimento muito grave...&lt;br /&gt;Nessa hora, ouvem uma discussão que vem do corredor do hospital. Algumas mulheres gritam. Varre Tudo olha para os amigos com uma expressão indagadora.&lt;br /&gt;- Nossa! Hospital é local de silêncio! O que é isso?&lt;br /&gt;Shirley levanta, abre a porta da sala para ver o que está acontecendo e ouve:&lt;br /&gt;- Como assim, teu namorado!? Ele veio lá na minha casa ontem!&lt;br /&gt;Shirley compreendeu. Junior não tinha apenas fama de namorador e, agora, todas as suas paqueras se encontravam. Eram quatro. A varredora resolve chamar a atenção:&lt;br /&gt;- Meninas! Vocês estão num hospital! Silêncio, se não, vão mandar todos nós embora. O Junior tá mal! Respeito! E como deixaram subir tanta gente assim num quarto só.&lt;br /&gt;- A gente pediu a chave do quarto errado, sem querer – disse rindo uma delas.&lt;br /&gt;Shirley estava revoltada. Não acreditava que as meninas estavam rindo e pensando tanta baboseira, enquanto seu amigo estava com um sério problema.&lt;br /&gt;- Façam o favor de descer! Depois que alguém sair daqui vocês sobem! Uma por vez. Se quiserem brigar, problema de vocês!&lt;br /&gt;As quatro fizeram cara feia para Shirley, mas se direcionaram até o elevador.&lt;br /&gt;Os amigos, dentro da sala, estavam em silêncio tentando compreender o que acontecia, quando Shirley entrou.&lt;br /&gt;- Xi! Me dei mal! – disse Junior.&lt;br /&gt;Varre Tudo ia falar para o amigo o que havia acontecido quando uma enfermeira chegou.&lt;br /&gt;- Pessoal, o Junior precisa descansar. Que barulho é esse?&lt;br /&gt;- Não era aqui não – explicou Shirley – eram umas garotas malucas que estavam no corredor.&lt;br /&gt;A enfermeira voltou-se para Junior:&lt;br /&gt;- Como está, rapaz?&lt;br /&gt;- Não sinto nada – disse Junior.&lt;br /&gt;- Você lembra do acidente?&lt;br /&gt;- Acidente? Mas... Droga! – reclamou o rapaz lembrando do que acontecera – como está minha mão?&lt;br /&gt;- Fique calmo! Você ainda está sob o efeito da anestesia. Mas, tivemos que amputar a sua mão, sinto muito. Não tínhamos o que fazer.&lt;br /&gt;- Mas e agora como vou trabalhar!? – Pediu Junior num choro desesperado.&lt;br /&gt;- Por favor, não se preocupe com isso agora. Você precisa descansar e manter-se calmo. Tome isso – indicou a enfermeira que trazia uma cápsula de remédio – assim você consegue dormir até que se recupere.&lt;br /&gt;Junior tomou o comprimido e alguns minutos depois estava dormindo. Os amigos estavam indignados. Saíram da sala quietos e tristes.&lt;br /&gt;Fora do hospital encontraram as “namoradas” do rapaz conversando passivamente. Shirley pediu:&lt;br /&gt;- Vocês vão subir agora?&lt;br /&gt;- Não. Decidimos que nenhuma de nós vai ir ainda atrás dele – esclareceu uma delas.&lt;br /&gt;Shirley não ligou muito para o que a menina disse, pois estava preocupada com Junior e voltou a falar com os colegas.&lt;br /&gt;- A gente precisa fazer alguma coisa. Não podemos deixar nosso amigo nessa situação. Que tristeza, gente! – disse Shirley suspirando.&lt;br /&gt;- Pois é... – falou Varre Tudo – eu estou pensando que a gente pode ir até o escritório da COVAT e falar com alguém.&lt;br /&gt;- Bah! O Junior foi lá hoje! Por que ele tinha que pedir pra trabalhar na coleta!? - reclamou Abelhão - Isso não precisava ter acontecido com ele.&lt;br /&gt;- Não sei como colocam alguém trabalhar na coleta, sem nenhuma instrução! – refletia Dona Arzelina – O rapaz não tinha experiência. Ele devia ter ficado um tempo em treinamento. Isso é coisa muito séria. Irresponsabilidade de quem deixou ele trabalhar na coleta!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-4133903893449027909?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/4133903893449027909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=4133903893449027909&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/4133903893449027909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/4133903893449027909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/episdio-26.html' title='Episódio 26'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RxVHh-WhrEI/AAAAAAAAAIc/_StOotWZRK8/s72-c/Epis%C3%B3dio+26ok.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-7483569310288932386</id><published>2007-10-11T17:59:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:30:57.025-02:00</updated><title type='text'>Episódio 25</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RxTmkuWhrCI/AAAAAAAAAIQ/UxsxQlfvJw4/s1600-h/episÃ³dio+26.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121972194819288098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RxTmkuWhrCI/AAAAAAAAAIQ/UxsxQlfvJw4/s320/epis%C3%B3dio+26.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Dona Arzelina fazia aquela inesperada revelação para os amigos, Junior seguia o mais rápido possível em direção ao escritório da COVAT. O varredor estava determinado a arrumar uma vaga na coleta do lixo, já que há dias a chuva o impedia de trabalhar e ganhar pelo seu serviço. Estava realmente preocupado com a situação, pois sabia que o tempo chuvoso afetaria negativamente seu salário.&lt;br /&gt;Assim que entrou no escritório, Junior foi em direção ao balcão de atendimento aos funcionários. Havia uma secretária ao telefone, e, por isso, se obrigou a sentar em uma das cadeiras estofadas da sala de espera. Estava bastante inquieto e ansioso. Não via a hora de conseguir um modo de recuperar as horas de trabalho perdidas e de aumentar seu salário. Tão logo a secretária desligou o telefone, Junior levantou-se e, a passos largos, alcançou o balcão. Cumprimentou a secretária e disse:&lt;br /&gt;– Me chamo Antônio Carlos Junior, sou varredor. Queria saber se, por acaso, há alguma vaga para trabalhar como coletor durante esses dias de chuva, em que não podemos varrer as ruas da cidade. Seria possível? – indagou Junior.&lt;br /&gt;– Deixe-me ver se entendi direito. – disse a secretária tentando compreender o pedido de Junior. E continuou: – Você é varredor da COVAT e gostaria de trocar sua função dentro da empresa para coletor. É isso? – perguntou ela.&lt;br /&gt;– Não exatamente. Na verdade não quero trocar de função, gosto de trabalhar como varredor. O que acontece é que, nesses dias em que tá chovendo, assim como hoje, nós varredores não podemos trabalhar e, no final do mês, essas horas são descontadas do nosso salário. Daí, já viu, né. Se chove bastante a gente recebe pouco dinheiro e não consegue pagar as contas do mês. Por isso queria fazer algumas horas, nem que sejam temporárias, na coleta do lixo. Assim garanto o dinheiro no final do mês. – explicou-se Junior.&lt;br /&gt;– Tá certo. – concordou a secretária, balançando a cabeça positivamente. – Vejamos o que posso fazer por você.&lt;br /&gt;A secretária analisou algumas folhas de papel que estavam à sua frente, verificou o sistema com a relação dos funcionários no computador e voltou a falar com Junior:&lt;br /&gt;– Bom, há uma maneira de você fazer algumas horas adicionais na coleta para compensar às que não trabalhou como varredor. O que posso fazer é inseri-lo no sistema de folgas, ou seja, você vai ser colocado na coleta sempre que um dos coletores estiver de folga. O que acha?&lt;br /&gt;– Acho ótimo! – exclamou Junior. – E quando posso começar? – perguntou ansioso.&lt;br /&gt;– Pelo visto você está com pressa. Só um momento que vou conferir as folgas dos funcionários aqui no sistema. – disse a secretária enquanto olhava para a tela do computador. Ah, veja só! Se você quiser já pode começar hoje à tarde. Tem um caminhão que vai sair da COVAT daqui uns 15 minutinhos para fazer a coleta em alguns bairros da cidade. Se você conseguir se arrumar a tempo, já pode sair junto com eles.&lt;br /&gt;– Opa! Que beleza! Então vou começar agora mesmo! Só preciso colocar o uniforme! – disse Junior, realizado com a possibilidade de reaver parte de seu salário.&lt;br /&gt;Ele agradeceu à secretária pela ajuda e seguiu em direção ao vestiário da empresa a fim de colocar o uniforme. Em poucos minutos estava pronto para iniciar o trabalho junto aos outros rapazes que já embarcavam no caminhão. Quando chegou ao pátio da COVAT, apresentou-se aos novos colegas de serviço e pendurou-se no caminhão, que em seguida partiu do local. No caminho, Junior conversava com os outros coletores e explicava a eles sua situação.&lt;br /&gt;– Daí nos dias em que chove, como hoje, por exemplo, a gente fica sem trabalhar e também sem receber. E agora no início da primavera costuma sempre chover bastante...aí, recebemos um pingo de salário no final do mês. Por isso que optei por fazer essas horas aqui na coleta. – relatou Junior.&lt;br /&gt;– Mas e me diz uma coisa, camarada...tu tem experiência na coleta? Alguma vez já trabalhou assim no caminhão, como agora? – perguntou um dos coletores com quem Junior conversava.&lt;br /&gt;– Na verdade não tenho muita experiência não, só trabalhei como coletor por um mês, assim que entrei para a COVAT. Logo depois me tornei varredor. – respondeu Junior. – Mas acho que não tem mistério fazer a coleta. – completou.&lt;br /&gt;– É, não tem mistério, mas tem que ser rápido, ter fôlego e um bom preparo físico para acompanhar o caminhão. Não é mole, não! Mas só porque hoje é teu primeiro dia a gente te dá uma ajudinha se for preciso. – disse o coletor em meio a gargalhadas.&lt;br /&gt;Começaram a coleta pelo bairro Olga Jandira Vagner. Junior esforçava-se para acompanhar o ritmo do grupo de coletores e não demorou muito para que se sentisse cansado de subir e descer do caminhão. Além disso, era necessário ser rápido e preciso ao arremessar os sacos de lixo para dentro do caminhão, que em segundos eram triturados pelo compactador. Numa das vezes em que embarcou de volta para então jogar os sacos de lixo dentro do veículo, Junior enlaçou, acidentalmente, o nó de umas das sacolas nos dedos das mãos. Sem perceber o que havia acontecido, lançou os embrulhos de lixo em direção ao compactador. A última sacola, no entanto, teimou em não se desvencilhar de seus dedos e, quando menos esperava, Junior teve a mão puxada pelo mecanismo de compressão do caminhão. Sua mão ficou presa, sem que ele conseguisse movê-la. O movimento do compactador esmagou sua mão, fazendo escorrer-lhe sangue pelo braço. Junior soltou um grito de pavor e dor e, em questão de segundos, estava inconsciente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-7483569310288932386?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/7483569310288932386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=7483569310288932386&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/7483569310288932386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/7483569310288932386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/episdio-25.html' title='Episódio 25'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RxTmkuWhrCI/AAAAAAAAAIQ/UxsxQlfvJw4/s72-c/epis%C3%B3dio+26.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-2027920372223040541</id><published>2007-10-10T18:04:00.001-03:00</published><updated>2008-12-09T08:30:57.163-02:00</updated><title type='text'>Episódio 24</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RxTlHeWhrBI/AAAAAAAAAII/x2l15SFlcKI/s1600-h/episÃ³dio+25.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121970592796486674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RxTlHeWhrBI/AAAAAAAAAII/x2l15SFlcKI/s320/epis%C3%B3dio+25.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Juseppe não alcançou Jaciara. Confuso, entrou no carro e dirigiu pela cidade, sem rumo, até o anoitecer. Enquanto a cidade dormia, Juseppe pensava no presente e no futuro, avaliando se valeria a pena arriscar o amor de Jaciara por simples egoísmo. Em casa, adormeceu, num sono sem sonhos nem pesadelos.&lt;br /&gt;A manhã seguinte começou nublada. Sem saber se choveria ou não, Capitão do Mato passou na casa do pessoal da COVAT, como de costume, e mal entraram todos na Kombi, uma chuva densa encharcou a cidade.&lt;br /&gt;- Bah, galera, e agora? Não vai dar pra trabalhar! Mas que droga! Cada vez menos trabalho, cada vez menos salário. Que $%#@$%! – irritou-se Junior.&lt;br /&gt;- Opaaa! Têm moças aqui, ô cabeção! Olha essa boca suja. – riu Abelhão.&lt;br /&gt;- Respeito é bom e conserva os dentes, seu besta. – disse Capitão do Mato, acabando com a farra.&lt;br /&gt;Os colegas se entreolharam e não disseram nada. Shirley discou para seu Pedroca, e enquanto esperava a ligação, contou a idéia que tivera aos amigos.&lt;br /&gt;- Vou perguntar pro Seu Pedroca se o Capitão pode nos deixar no hospital, já que a Dona Arzelina tá por lá. Quem sabe já conseguimos a alta dela hoje de manhã e passamos o dia com ela. Que acham? – indagou Shirley.&lt;br /&gt;- Mas, ah guria! Tu é um gênio. Assim, se o Seu Pedroca concordar, o Capitão não pode chiar. – sussurrou Josias.&lt;br /&gt;Explicado tudo a Seu Pedroca, ele concordou prontamente e acrescentou:&lt;br /&gt;- Diz pro Capitão deixar vocês lá e esperar. Se a Dona Arzelina tiver alta, ele que leve vocês pra casa. Diz pra ele esperar, hein, fui eu que mandei! – explicou Seu Pedroca.&lt;br /&gt;Acertados os detalhes com Seu Pedroca e Capitão do Mato, o motorista estacionou em frente ao hospital e prometeu esperar. Mal o pessoal desceu da Kombi, ele arrancou cantando os pneus.&lt;br /&gt;- Mas é um tratante! Estúpido! Cachorro! Volta aquiiiiii! – gritou Shirley, indignada.&lt;br /&gt;- Psiu, silêncio, isto é um hospital. Deixa ele. Se era pra fazer de má vontade, melhor ir embora. A gente vai depois de táxi. – sentenciou Varre Tudo.&lt;br /&gt;- Hahaha, o Varre tá com medo que o Capitão seqüestre a gente. – brincou Abelhão, lembrando-se do episódio da prefeitura. Todos riram enquanto se encaminhavam para o quarto de Dona Arzelina.&lt;br /&gt;- Surpresaaaa!!! - gritaram, abraçando Dona Arzelina.&lt;br /&gt;- Meus filhos, que bom ver vocês. Que maravilha. Sabia que a moça recém me disse que posso ter alta? Bons ventos trazem vocês! – sorriu.&lt;br /&gt;- Mas que beleza! Então vamos levar a senhora pra casa já, já. Vamos todos pra lá passar o dia, cuidamos de tudo pra senhora, não se preocupe. – disse Josias.&lt;br /&gt;Dona Arzelina, com lágrimas nos olhos, agradeceu por tudo e assentiu com a cabeça. Depois de assinar os documentos do hospital, Varre Tudo andou na direção do grupo, mas Junior puxou-a pelo braço. Disse baixinho:&lt;br /&gt;- Olha, não vou pra lá com vocês. Preciso passar no escritório da COVAT, tô apertado de grana, acho que vou pra coleta. A varrição não tá rendendo muito pra mim, não. Esses dias de chuva me matam!&lt;br /&gt;- Bem, tu que sabe! Mas conversamos depois sobre isso, não quero deixar Dona Arzelina esperando. Boa sorte lá guri, te cuida hein!&lt;br /&gt;Junior acenou e saiu. Varre Tudo encontrou com o restante do grupo e contou o porquê da ausência de Junior. Entraram no táxi e logo chegaram à casa de Dona Arzelina. Desceram e mais que depressa apareceu Magali, que era vizinha de Dona Arzelina, para ajudar com a organização da casa. Varre Tudo corou quando viu a moça, e ela lhe deu um abraço apertado, deixando um pouco de seu perfume na camisa dele.&lt;br /&gt;Assim que acomodaram Dona Arzelina, ela agradeceu por tudo. Depois de ser questionada por Magali sobre o acidente, começou a falar o que lembrava. Após um breve relato, Dona Arzelina deu um pulo na cama. Lembrou-se de algo muito importante, mas que ainda não contara a ninguém.&lt;br /&gt;- Eu não caí sozinha. Alguém bateu na minha cabeça. Um homem de preto! – falou, assustada, antes de embaraçar-se com as próprias palavras e começar a chorar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-2027920372223040541?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/2027920372223040541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=2027920372223040541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/2027920372223040541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/2027920372223040541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/episdio-24.html' title='Episódio 24'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RxTlHeWhrBI/AAAAAAAAAII/x2l15SFlcKI/s72-c/epis%C3%B3dio+25.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-3694627766365644989</id><published>2007-10-09T17:49:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:30:57.394-02:00</updated><title type='text'>Episódio 23</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rw5cceWhqzI/AAAAAAAAAGY/EKEJ7e2JtUg/s1600-h/epis%C3%83%C2%B3dio+23.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5120131470620470066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rw5cceWhqzI/AAAAAAAAAGY/EKEJ7e2JtUg/s320/epis%C3%B3dio+23.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Varre Tudo ficou um longo tempo sentado. Ele não estava com medo da macumba, do fantoche nem mesmo do sonho. Respeitava todas as crenças e religiões, mas não acreditava em magia negra. Só estava impressionado com as atitudes suspeitas de Juseppe e surpreso com sua própria reação.&lt;br /&gt;- Eu sempre encarei tudo de frente! Chega! Vou acabar de vez com essa história! – esbravejou, dando um soco na cama.&lt;br /&gt;Ele guardou a caixa cuidadosamente dentro do guarda-roupa. Seria a primeira prova que ele iria usar contra as pessoas que queriam lhe fazer mal. Terminou de se vestir e foi esperar a Kombi. O Capitão chegou e, quando eles estavam percorrendo o centro da cidade, passaram por Juseppe. Ele caminhava apressado com as mãos nos bolsos. Varre Tudo ficou observando e começou a planejar como iria desmascarar o guarda, sem magoar Jaciara. O rapaz passou a manhã toda varrendo o parque silenciosamente. Shirley e Josias até tentaram conversar com ele, mas mesmo assim Varre apenas abanava com a cabeça. Ele, enfim, tinha tomado uma decisão. Depois do almoço, Varre Tudo e os amigos foram para a praça. Mais uma vez eles avistaram Juseppe de longe. Ele atravessou a praça, entrou no carro e passou próximo a eles. Quando se aproximou, baixou o vidro e disse em tom de deboche e com uma expressão sinistra no rosto:&lt;br /&gt;- Te cuida, Vassourinha! Ouvi dizer por aí que tu anda com azar...De repente, tu cai e quebra as pernas...&lt;br /&gt;Varre Tudo sorriu e aquele sorriso fez o sangue de Juseppe gelar.&lt;br /&gt;- Será que ele sabe? Droga! – pensou ele, enquanto acelerava, passando o sinal vermelho.&lt;br /&gt;Juseppe estava atordoado e suava frio. Ele tinha que resolver o que fazer. Aproveitou a folga para ir até a Gráfica Papagaio sem levantar suspeitas. Estacionou em frente à gráfica, entrou e acenou para Maurício. O guarda se dirigiu discretamente para os fundos da gráfica, que estava lotada naquela tarde. Cabelera, que estava colocando três aves raras nas gaiolas, virou-se e cumprimentou o amigo.&lt;br /&gt;- E aí, meu? Resolveu aquela parada? – indagou Cabelera.&lt;br /&gt;- Resolvi, nada! Fiz tudo isso e agora aquela droga de falsificação não adianta! Tive na prefeitura hoje e o Vassourinha já teve lá – disse ele, chutando a porta.&lt;br /&gt;- E agora? Eu te avisei! Entrou na idéia do Maurício! Dá nisso, viu! Mas vê cá. Lembra do cara da responsa? Me ligou e disse que traz a mercadoria ainda essa semana! Sacou? Te anima, é grana certa – disse ele, piscando.&lt;br /&gt;Maurício chamou Cabelera, que voltou apressado.&lt;br /&gt;- A Jaciara tá aí, Juseppe! Sai por aqui, porque ela já deve ter visto o teu carro, meu!&lt;br /&gt;Cabelera abriu a porta lateral para o amigo, mas quando ele estava passando em frente à gráfica para entrar no carro, Jaciara abriu a porta.&lt;br /&gt;- Juseppe! – gritou ela nervosa.&lt;br /&gt;- Oi, amor! O que tá fazendo aqui, minha linda? – disse, tentando parecer surpreso.&lt;br /&gt;- Eu vim fazer umas cópias, mas estou tão angustiada, que acabei esquecendo os papéis lá na reciclagem.&lt;br /&gt;- Mas veio fazer cópias aqui tão...&lt;br /&gt;Jaciara interrompeu o namorado. Ela estava muito nervosa e agitada.&lt;br /&gt;- Olha só, Juseppe, não interessa o que eu vim fazer aqui! Nós precisamos conversar sobre a gente. Não nos vemos mais. Esse fim de semana inventou outra desculpa pra não me ver. O que está acontecendo? – perguntou irritada.&lt;br /&gt;Jaciara estava triste e decepcionada. Ela queria acreditar que a tristeza e o aperto no peito eram apenas saudades do namorado, que não lhe dava mais a atenção de antes. Mas ela sabia que esse não era o motivo. Não conseguia aceitar que tivesse passado quatro anos com alguém que na verdade não conhecia. Jaciara se sentia perdida em um labirinto de emoções. Juseppe era seu namorado, merecia confiança, respeito e compreensão, mas ela não sabia o que fazer. Se ele realmente tivesse tentado prejudicar Varre, iria provar que era mau caráter, e Jaciara não conseguiria dar apoio e ficar com alguém assim. A moça estava confusa e assustada demais e sentia vontade de sair correndo, esquecer tudo.&lt;br /&gt;- Calma, Jaci! Amor! Eu posso explicar. – disse ele gaguejando.&lt;br /&gt;Pela primeira vez Juseppe compreendeu o quanto podia perder com toda essa história. Ele não podia deixar que ela descobrisse seus planos. Ele achava que se Jaciara, soubesse iria correndo para os braços de Varre Tudo. E isso Juseppe jamais iria aceitar.&lt;br /&gt;- Fala de uma vez! Nós somos namorados e tu nunca me fala nada, não divide problemas, não me conta mais aonde vai, nem sequer quer saber se saí com alguém ou se fiquei em casa! Pra ti tanto faz! – gritou ela.&lt;br /&gt;Jaciara suspirou e tentou se controlar. Ela não queria chorar, mas lágrimas teimosas escorriam por sua face. O namorado a olhava em silêncio. Juseppe nunca a tinha visto tão braba e irritada. Jaciara era uma moça calma, alegre e gentil, mas agora ele não sabia o que fazer. O silêncio entre os dois era como um abismo. Jaciara sentia como se estivesse perdendo o namorado. Ela tentava alcançá-lo, mas ele escapava entre seus dedos.&lt;br /&gt;- Então? Como sempre, tu não vai falar nada? Quer saber, nem sei por que estamos juntos. Tu não se importa! Tchau!&lt;br /&gt;Jaciara atravessou a rua correndo. E Juseppe ficou lá olhando a namorada. Ele estava vermelho de raiva e vergonha, enquanto gritava para que ela lhe desse mais uma chance.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-3694627766365644989?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/3694627766365644989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=3694627766365644989&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/3694627766365644989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/3694627766365644989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/episdio-23.html' title='Episódio 23'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rw5cceWhqzI/AAAAAAAAAGY/EKEJ7e2JtUg/s72-c/epis%C3%B3dio+23.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-2680521193420879086</id><published>2007-10-08T18:05:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:30:57.547-02:00</updated><title type='text'>Episódio 22</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rwuv5OWhqyI/AAAAAAAAAGQ/7U7dZB_d8OQ/s1600-h/episÃ³dio+22.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119378799076682530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rwuv5OWhqyI/AAAAAAAAAGQ/7U7dZB_d8OQ/s320/epis%C3%B3dio+22.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Depois de mais uma tarde de trabalho, Varre Tudo foi para casa. Eram cinco horas da manhã quando ele percebeu que foi arrancado da cama por seis braços.&lt;br /&gt;- Mas o que é isso? – indagou Varre Tudo – O que estão fazendo comigo? Para onde estão me levando?&lt;br /&gt;De repente, um saco preto impedia a visão de Varre Tudo e ele se debatia, mas os braços eram mais fortes.&lt;br /&gt;- Que cheiro forte é esse? Parece enxofre. Onde estou?&lt;br /&gt;- Fique quieto, Varre Tudo. Logo isso vai terminar, e como você é um rapaz muito bom, corajoso e amigo, vai entrar no reino dos céus.&lt;br /&gt;Hehehehe – disse uma voz grave.&lt;br /&gt;- Nossa! Mas quem é você? – indagou Varre Tudo.&lt;br /&gt;Foi quando um homem de preto retirou o saco e Varre Tudo conseguiu respirar com maior facilidade. Viu que estava em um lugar escuro e que não conhecia. Do seu lado, estava o vodu que lhe enviaram há alguns dias e do qual nem lembrava mais. De repente, ensacaram sua cabeça mais uma vez e enrolaram seu pescoço em uma corda.&lt;br /&gt;- Não! – gritava Varre Tudo – O que eu fiz? Por que querem me matar?&lt;br /&gt;- Você está fazendo o que não deve. Fique na sua, Vassourinha!&lt;br /&gt;- Juseppe! Qual a sua, cara? Me tira daqui, vamos conversar.&lt;br /&gt;Varre Tudo sentiu uma dor forte no pescoço quando...&lt;br /&gt;- Trim!Trim!Trim!. Era o despertador. Ele acordou assustado. De um pulo, sentou na cama, estava todo molhado de suor.&lt;br /&gt;- Nossa! Tive um pesadelo! Por que isso agora? – perguntou angustiado.&lt;br /&gt;- E aquele vodu? Espera, ele deve estar aqui no meu quarto ainda.&lt;br /&gt;E Varre Tudo começou a vasculhar todo o quarto, em busca da caixa que recebera com o vodu dentro. Atrás da cama, encontrou a caixa.&lt;br /&gt;- Deixa eu ver, deixa eu ver. – pensava ele. – Aqui! – exclamou.&lt;br /&gt;- “Na árvore do enforcado cuidado com a corda” – leu Varre Tudo. Mas o que significa isso?&lt;br /&gt;Meio atordoado, Varre Tudo jogou a caixa em cima da cama e ficou pensando no sonho e no que poderia significar aquela frase.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-2680521193420879086?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/2680521193420879086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=2680521193420879086&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/2680521193420879086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/2680521193420879086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/depois-de-mais-uma-tarde-de-trabalho.html' title='Episódio 22'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rwuv5OWhqyI/AAAAAAAAAGQ/7U7dZB_d8OQ/s72-c/epis%C3%B3dio+22.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-616842103526178293</id><published>2007-10-05T18:09:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:30:57.797-02:00</updated><title type='text'>Episódio 21</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RwbfU-WhqxI/AAAAAAAAAGI/E2SwYfn_DTI/s1600-h/EpisÃ³dio+21.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118023577981004562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RwbfU-WhqxI/AAAAAAAAAGI/E2SwYfn_DTI/s320/Epis%C3%B3dio+21.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com o chapéu preto nas mãos, Varre Tudo encontra os amigos.&lt;br /&gt;- Nossa! Mas terminou rápido mesmo, hoje – surpreende-se Josias ao ver o amigo retornando.&lt;br /&gt;- Não, não terminei, não... É que... Alguém tá mexendo sério comigo. Sabe o vulto da Árvore do Enforcado? Acho que ele é de carne e osso...&lt;br /&gt;- Ih... – suspeitou Shirey – minha vó sempre disse que a gente tem que ter mais medo dos vivos do que dos mortos.&lt;br /&gt;- Hoje vi alguma coisa de novo e, quando me aproximei da árvore, encontrei esse chapéu – explicou o varredor.&lt;br /&gt;- Ei! Deixa eu ver esse chapéu, Varre? - pede Josias.&lt;br /&gt;O rapaz examina o acessório. Olhá de cá. Olha de lá. Observa:&lt;br /&gt;- Lembra daquele dia em que o Capitão do Mato falou com um cara todo de preto?&lt;br /&gt;- Hã! - se espanta Shirley.&lt;br /&gt;- Ele usava um chapéu muito parecido com esse... - concluiu Josias.&lt;br /&gt;- Putz! Caramba – esbravejou Varre Tudo – E pior... eu tenho agora, ligando os fatos, a impressão de que foi o mesmo cara que me assaltou. Que saco! Tô ficando cansado e bem preocupado com toda essa história. Será que tudo que aconteceu comigo tem uma ligação?&lt;br /&gt;- Varre, começa a tomar cuidado – aconselha Shirley – ,mas... eu não entendo como alguém pode querer fazer algum mal pra um guri boa gente como tu.&lt;br /&gt;- Bah... Mas e o Capitão do Mato? Será que ele tem mesmo relação com todo esse rolo? - questiona Varre Tudo – ah! Eu nem contei pra vocês... Lembram o dia em que estourou o cano na prefeitura? Vocês nem tinham tirado as vassouras da Kombi e ele arrancou. Ele disse que ia me levar pra algum lugar. Minhas pernas tremiam enquanto ele pisava fundo no acelerador! Pulei da Kombi e voltei pra prefeitura, mas nem consegui falar com vocês.&lt;br /&gt;- Ué! - estranhou Josias – mas onde ele ia te levar?&lt;br /&gt;- Não quis me dizer. Não sei o porquê. Mas entendi que ele queria me usar de cúmplice pra alguma coisa.&lt;br /&gt;- Que esquisito! Olha só, Varre, a coisa tá ficando feia! Tu não varre mais sozinho lá no Enforcado. Troca comigo. Fica aqui com Josias que acho que tu fica mais seguro.&lt;br /&gt;- Bah, Shirley, é melhor assim. Obrigado. Deixei as minhas coisas lá – disse Varre Tudo.&lt;br /&gt;Continuaram o serviço até o meio-dia, quando se encontraram na sala, ou melhor, no que sobrou dela. Abelhão e Junior estavam sentados em um sofá velho, que havia sobrado do incêndio. A cara dos dois não era nada boa.&lt;br /&gt;- Pô, Abelhão! Tu andou fazendo piada de mau gosto, foi? - perguntou Varre Tudo.&lt;br /&gt;- Não - disse o Abelhão – tu não viu teu salário?&lt;br /&gt;- Vi, sim, mas é que esse mês choveu muito. A gente sempre fica prejudicado nesses dias.&lt;br /&gt;- Ah... eu tô achando muito estranho. Esse mês não passaram minha relação de horas pra eu conferir. Tô desconfiado – argumentou Junior.&lt;br /&gt;- Imagina, ninguém da companhia vai roubar da gente. Foi culpa do mau tempo mesmo. Não vai ser fácil esse mês – lamentou Varre Tudo –, pagando o aluguel, sobra menos ainda – o varredor ficou pensativo enquanto os amigos estavam em silêncio – A gente podia pensar em alguma forma que nos auxiliasse nesses dias de chuva e vento. A COVAT deve precisar de algum outro serviço em que a chuva não seja um empecilho. Vou pensar em alguma coisa, depois a gente faz uma proposta.&lt;br /&gt;- Sim! Tu sempre tem boas idéias. É esperto! Mas, Varre, eu tô dizendo, acho que tem alguma coisa errada com nossos horários – insistiu Junior.&lt;br /&gt;Varre Tudo desviou do assunto:&lt;br /&gt;- Bom, eu tô com fome! Vamos almoçar?&lt;br /&gt;Os cinco saíram e comentaram sobre o estado de Dona Arzelina. Ela começava a se recuperar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-616842103526178293?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/616842103526178293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=616842103526178293&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/616842103526178293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/616842103526178293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/com-o-chapu-preto-nas-mos-varre-tudo.html' title='Episódio 21'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RwbfU-WhqxI/AAAAAAAAAGI/E2SwYfn_DTI/s72-c/Epis%C3%B3dio+21.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-2922309338158976464</id><published>2007-10-04T17:59:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:30:58.056-02:00</updated><title type='text'>Episódio 20</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RwZ-zeWhqvI/AAAAAAAAAF4/DjyQnFbEkgs/s1600-h/ep+19.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117917449339120370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RwZ-zeWhqvI/AAAAAAAAAF4/DjyQnFbEkgs/s320/ep+19.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um pouco perturbado com as revelações e angústias da amiga, Varre Tudo foi para casa e aproveitou o que ainda restava do domingo em frente à televisão. Enquanto assistia às tediosas atrações dominicais, pensava em Jaciara e tentava entender o que estava acontecendo. Sabia que gostava muito dela, mas, até então, considerava seus sentimentos como amizade, apenas. Preocupava-se, pela primeira vez, em decifrar o que realmente sentia pela amiga. Estaria apaixonado por ela? Deveria revelar seus sentimentos? Muitos eram suas dúvidas. Já nem prestava atenção nos programas da TV, tão longe estava com o pensamento. Não demorou muito e Varre Tudo resolveu tomar banho e ir para a cama, uma nova semana o esperava.&lt;br /&gt;No dia seguinte, o varredor pulou da cama assim que o despertador tocou. Estava tomando o café da manhã quando ouviu o som repetido e insistente de uma buzina bem em frente à sua casa. Caminhou até a janela, afastou a cortina para poder enxergar através do vidro e avistou a Kombi da COVAT. Ficou surpreso em ver o automóvel, pois, há vários dias, Capitão do Mato não aparecia para buscá-lo em casa. Percebeu que Josias e Shirley já estavam na Kombi e, rapidamente, engoliu o restante do café, apanhou suas coisas e saiu.&lt;br /&gt;– Bom dia, pessoal! – cumprimentou Varre Tudo ao embarcar na Kombi.&lt;br /&gt;– Bom dia, Varre Tudo! – responderam os colegas, Shirley e Josias.&lt;br /&gt;– Mas que demora! Tava dormindo ainda? – perguntou Capitão do Mato enquanto dava a partida.&lt;br /&gt;– Não, não. Já tava acordado fazia tempo. É que não esperava que viessem me buscar em casa. – explicou Varre Tudo.&lt;br /&gt;– Sei...vocês sempre têm uma desculpa para os atrasos. Só porque passei uns diazinhos sem vir buscar os dondocas em casa já se desacostumaram com a rotina. – disse Capitão do Mato com ar debochado.&lt;br /&gt;– Pois é, Capitão, porque não veio buscar a gente nos últimos dias? Aconteceu alguma coisa? – perguntou Varre Tudo ao motorista.&lt;br /&gt;– Ah, eu tava fazendo uns outros serviços por aí, coisas temporárias. Mas não devo satisfação nenhuma pra vocês! E não é da sua conta o que eu tava fazendo! – respondeu Capitão do Mato, grosseiramente.&lt;br /&gt;– Tá bom! Tá bom! Não está mais aqui quem perguntou – disse Varre Tudo.&lt;br /&gt;Percorreram o resto do caminho até o parque em silêncio. Capitão do Mato sempre era grosso e não gostava de bate-papo com os varredores, mas dessa vez ele parecia estar tentando esconder alguma coisa. Além de ter ficado visivelmente nervoso quando Varre Tudo lhe perguntou o motivo da ausência, era muito estranho que o motorista não aparecesse para buscá-los sem explicar o porquê.&lt;br /&gt;Logo que desembarcou da Kombi, o varredor foi buscar seu material de trabalho e se dirigiu para a rua do Enforcado. Desde que começara a ver coisas entranhas naquela região do parque tentava evitar, a qualquer custo, varrer o local sem a companhia de alguém. Contudo, na segunda-feira, como de costume, o parque estava imundo devido à movimentação do final de semana e não teria jeito. Varre Tudo varreria a rua do Enforcado sozinho, pois Josias e Shirley limpariam, simultaneamente, outras regiões do parque para que a equipe ganhasse tempo e pudesse dar conta de tanta sujeira e folhas secas espalhadas.&lt;br /&gt;Como não tinha outra escolha, Varre Tudo conduziu seu carrinho até a rua do Enforcado e começou a varrer as folhas para dentro da Linguaruda. Conforme adentrava a rua, o varredor ficava mais aflito e inquieto. Resolveu cantarolar uma canção qualquer para afastar o medo. Longe dali ele podia avistar Shirley varrendo a pracinha infantil na parte debaixo do parque. Mantinha o olhar fixo nas folhas enquanto varria, mas sempre que despejava a Linguaruda dentro do carrinho aproveitava para dar uma olhada geral ao seu redor, principalmente na árvore do Enforcado. Foi quando, numa dessas vezes em que olhou nos arredores da árvore, Varre Tudo viu um vulto passar rapidamente por trás do tronco. Assustou-se e, num salto, deixou a vassoura cair no chão. Ficou imóvel, mudo, quase sem respirar. Olhou fixamente para a árvore e percebeu que as folhas ainda sacolejavam, como se alguém tivesse estado ali há pouco.&lt;br /&gt;Depois que recuperou o fôlego, Varre Tudo tomou coragem e caminhou, vagarosamente, até chegar à árvore do Enforcado. Olhou para os lados e não avistou ninguém. Aquele vulto lhe pareceu muito real, e ele podia jurar que alguém estivera ali, observando-o antes de fugir em disparada. O varredor se afastava da árvore quando pisou em alguma coisa que não eram as folhas secas. Olhou para os pés e percebeu que pisava em um grande chapéu preto. Agachou-se para apanhá-lo e, assim que o segurou nas mãos, lembrou do dia em que foi assaltado. O assaltante que levara sua carteira usava um chapéu muito parecido, ou idêntico ao que acabara de encontrar. Apavorado com a situação, Varre Tudo saiu correndo da rua do Enforcado em direção à Shirley, deixando para trás o carrinho e a vassoura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-2922309338158976464?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/2922309338158976464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=2922309338158976464&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/2922309338158976464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/2922309338158976464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/episdio-20.html' title='Episódio 20'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RwZ-zeWhqvI/AAAAAAAAAF4/DjyQnFbEkgs/s72-c/ep+19.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-5996362282025653728</id><published>2007-10-03T17:58:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:30:58.213-02:00</updated><title type='text'>Episódio 19</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RwUX3-WhquI/AAAAAAAAAFw/Sh2N0qMrKkI/s1600-h/EpisÃ³dio+19.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117522801974160098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RwUX3-WhquI/AAAAAAAAAFw/Sh2N0qMrKkI/s320/Epis%C3%B3dio+19.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;O domingo estava quente e ensolarado. Jéferson acordou apreensivo e tratou de chegar cedo à Praça Pio X.&lt;br /&gt;Do outro lado da cidade, Varre Tudo ligava para a amiga Jaciara. Queria convidá-la para um passeio e para que almoçassem juntos, mas temia que a moça desconfiasse de algo. Ligou, falou calmamente, e a amiga aceitou o convite.&lt;br /&gt;- Oi, Varre. O Juseppe acabou de desmarcar comigo de última hora. Disse que tinha um compromisso inadiável. – contou a moça. – Aceito, sim, teu convite, te encontro daqui a pouco ali na praça e almoçamos depois, ok?&lt;br /&gt;O jovem concordou com um discreto ‘ahãm’ e desligou. Encontraram-se os três na Praça Pio X. Jaciara surpreendeu-se com a presença de Jéferson, e quase que instantaneamente ligou os fatos. Aquele convite tinha outras intenções. Não era um simples convite para um simples almoço.&lt;br /&gt;- Ah! Eu bem que desconfiei. É uma reunião secreta, é? – indagou a moça, rindo.&lt;br /&gt;Os primos se entreolharam. Assentiram com a cabeça e Jéferson contou, num só fôlego, tudo que vira na Gráfica no dia anterior.&lt;br /&gt;- Eu cheguei bem malandro, pedindo umas cópias. O camarada falou umas coisas estranhas e eu entrei no jogo dele. Concordei, fui levando... e. quando, vi eu tava nos fundos da gráfica. Lá ele me mostrou vários papéis, carimbos, impressoras. Eles fazem, realmente, falsificação de documentos! – exclamou Jéferson, encarando os dois.&lt;br /&gt;- Meu Deus! – surpreendeu-se Jaciara. – Eu não posso acreditar. Como, mas por quê? Quem levou teu documento lá, Varre? Não tô entendendo. – suspirou a moça.&lt;br /&gt;Varre Tudo, que depois dos últimos dias já não se surpreendia com mais nada, deu de ombros.&lt;br /&gt;- Isso eu não sei e não entendo mais nada. Tô ficando cansado dessa história. – desabafou.&lt;br /&gt;O primo, que não sabia como responder às questões de Varre Tudo e Jaciara, resolveu quebrar o gelo e revelar outras coisas que vira na Gráfica.&lt;br /&gt;- Mas, o que eu realmente não entendo. – disse, pausadamente. – E o que o Juseppe fazia lá? O teu namorado, Jaciara!&lt;br /&gt;- O quê? Não pode ser ele! Tu te confundiu! Imagina o meu Juseppe! – riu Jaciara, com o nervosismo aparente.&lt;br /&gt;- Era ele sim. Eu li no crachá. – sentenciou Jéferson. E o pior de tudo: nos fundos daquela gráfica eles têm animais silvestres. Eles fazem tráfico de animais raros! E o Juseppe estava a par de todo o esquema, isso que é pior.&lt;br /&gt;Jaciara começou a chorar. Não conseguia entender qual a relação de Juseppe com aqueles documentos, os animais, a história toda. Chorou baixinho, enquanto o amigo Varre Tudo acariciava seus cabelos. Aquele gesto fez a moça sentir-se protegida e, ao mesmo tempo, despertou nela um sentimento ambíguo.&lt;br /&gt;- Mas, Varre. – falou, secando as lágrimas. – O que o Juseppe pode ter a ver com esses caras? Por que ele mentiria pra mim? E mais: se ele tá te prejudicando, como eu vou conseguir lidar com isso? Ele é meu namorado, tu é meu melhor amigo... Eu preciso descobrir o que está acontecendo e ficar do lado de quem realmente me faz bem e é importante pra mim.&lt;br /&gt;As palavras feriram Varre Tudo como um punhal. Será que devido às descobertas de Jéferson ele perderia sua melhor amiga?&lt;br /&gt;Jaciara voltou a chorar.&lt;br /&gt;- Eu só preciso descobrir quem é mais importante pra mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-5996362282025653728?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/5996362282025653728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=5996362282025653728&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/5996362282025653728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/5996362282025653728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/episdio-19.html' title='Episódio 19'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RwUX3-WhquI/AAAAAAAAAFw/Sh2N0qMrKkI/s72-c/Epis%C3%B3dio+19.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-7325355302581443446</id><published>2007-10-02T18:01:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:30:58.327-02:00</updated><title type='text'>Episódio 18</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RwLBluWhqtI/AAAAAAAAAFo/IGOS_kK4LO4/s1600-h/Epis%C3%83%C2%B3dio+18.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116864980488137426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RwLBluWhqtI/AAAAAAAAAFo/IGOS_kK4LO4/s320/Epis%C3%B3dio+18.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O sábado amanheceu ensolarado. Varre Tudo tinha se revirado na cama a noite toda. Ele estava ansioso, mas dessa vez a excitação era diferente. O rapaz estava animado e decidido a reverter as coisas ruins que haviam acontecido nos últimos dias. Iria encontrar Jéferson às 10 horas no parque. Normalmente ele trabalhava aos sábados, mas seu Pedroca, diretor da COVAT, tinha lhe dado o dia de folga para que descansasse depois daquela semana agitada. Mas, como estava acostumado a acordar cedo, decidiu arrumar a casa e depois passar no hospital para visitar dona Arzelina. Ele caminhou lentamente pelas ruas da cidade. E passou por uma floricultura para comprar orquídeas para ela.&lt;br /&gt;- Bom dia! Gostaria de levar esse vasinho aqui.&lt;br /&gt;- Tu tem bom gosto, menino! Mas, se é para namorada, melhor levar rosas! – disse a senhora sorridente do outro lado no balcão.&lt;br /&gt;- Eu não tenho namorada, não. É para uma senhora que trabalha comigo. Na verdade, ela é como uma segunda mãe. – disse Varre Tudo sorrindo, sem jeito.&lt;br /&gt;Nesse momento, uma jovem abriu a porta e entrou. Varre Tudo corou. Era Magali, a moça que trabalhava na COVAT à noite.&lt;br /&gt;- Altayr! Que surpresa! Tu veio me ver? – perguntou ela, piscando para a mãe.&lt;br /&gt;- Mas, então é esse o guri de quem tu tanto fala, filha? – indagou Catarina.&lt;br /&gt;- Sim, mãe. Vamos, Altayr. Vou contigo até o hospital – disse a jovem sorrindo.&lt;br /&gt;Nunca tinha reparado em Magali, mas agora sentia o coração bater forte, enquanto ela enganchava em seu braço, sorrindo. Ela não parou de falar o caminho todo. Quando chegaram ao hospital, ele se deu conta de que não havia prestado atenção em metade do que ela havia falado, de tão encantado que estava. Entraram no quarto, mas não ficou muito. Despediu-se da moça com um abraço apertado para sentir o perfume dela mais uma vez. E de dona Arzelina com um beijo carinhoso na testa. Chegou ao parque na hora marcada e contou ao primo detalhadamente todos os fatos estranhos que aconteceram desde que colocou a mão naquele documento. Jéferson topou ir até lá e investigar. Ele conhecia o lugar e sabia que um dos donos da gráfica era metido e falava a todos que andava com gangues da cidade. Chegou à gráfica e desceu do carro, olhando para os lados, como se estivesse sendo seguido. Entrou no local, que estava vazio.&lt;br /&gt;- Meu! Preciso de umas cópias aí, tá ligado! Tô com pressa, rapá! – exclamou ele em tom autoritário.&lt;br /&gt;- Deixa comigo, chefia! Meu lance é mais bacana, mas dou um jeito nisso aqui pra ti!&lt;br /&gt;- Como assim? Se tu não manja da parada, vou procurar outro, pô! – esbravejou, dando um soco na mesa.&lt;br /&gt;- Eu manjo sim, só que meu brother é quem cuida disso, trampo mais lá atrás, mas sei fazer. Não esquenta, não! – disse Cabelera.&lt;br /&gt;Cabelera, que na verdade se chamava André, sorria encantado. Ele adorava a maneira como os “chefes” de verdade falavam. Pensou que talvez essa fosse sua chance de entrar em um negócio realmente lucrativo.&lt;br /&gt;- Parceria, senti que tu é de responsa. Vem cá, quero te mostrar meu negócio de verdade. Aí quem sabe a gente pode trampar junto. Sacou? – questionou ele&lt;br /&gt;- Demorou, parceiro.&lt;br /&gt;Jéferson tremia dos pés à cabeça quando saiu da Gráfica Papagaio. Ele tinha realmente encarnado o personagem. Estava tarde e ele ficou com medo de ser seguido, porque enquanto conhecia os fundos da gráfica, Juseppe chegou e não gostou nada da atitude do sócio. Eles foram conversar lá fora, enquanto Jeférson supervisionava o lugar. Ele percebeu que os dois estavam nervosos e Juseppe até empurrou Cabelera, que revidou, mas logo se acalmaram e voltaram a conversar. Ele esperou e se despediu dos dois prometendo voltar no dia seguinte com algumas mercadorias. Ligou para a vizinha de Varre Tudo.&lt;br /&gt;- Varre, tu não vai acreditar! E avisa a Jaci. O namorado dela estava lá, eu vi o nome no crachá. Te prepara! Me encontra na praça Pio X amanhã às nove horas, temos que agir logo! – exclamou ele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-7325355302581443446?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/7325355302581443446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=7325355302581443446&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/7325355302581443446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/7325355302581443446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/episdio-18.html' title='Episódio 18'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RwLBluWhqtI/AAAAAAAAAFo/IGOS_kK4LO4/s72-c/Epis%C3%B3dio+18.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-8565436681805050306</id><published>2007-10-01T18:02:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:30:58.596-02:00</updated><title type='text'>Episódio 17</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RwGAmeWhqWI/AAAAAAAAACw/k7fzGZ0GeS8/s1600-h/EpisÃ³dio+17.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116512050140522850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RwGAmeWhqWI/AAAAAAAAACw/k7fzGZ0GeS8/s320/Epis%C3%B3dio+17.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Os dois amigos se despediram. Jaciara estava preocupada com o fato de o saco preto com o papagaio ter chegado até a reciclagem daquela forma. Assim, ela pensou em como desvendar o mistério.&lt;br /&gt;- Varre Tudo, vou descolar algumas informações e te repasso à tarde, certo? Qualquer coisa eu te ligo novamente.&lt;br /&gt;- Certo! Um abraço, Jaci. E não esquece: não conta aquele segredinho, tá?&lt;br /&gt;- Pode deixar, Varre Tudo.&lt;br /&gt;Jaciara tomou um ônibus e voltou para a reciclagem. Ao chegar ao local, deparou-se com Juseppe.&lt;br /&gt;- Jaciara! Por onde você andava que eu tentei te ligar e o celular estava desligado. – exclamou Juseppe.&lt;br /&gt;- Pois, olha Juppe, estava almoçando com uma amiga minha, sabe, ela anda com alguns probleminhas com o namorado e resolvi ajudar. – disse Jaciara meio sem jeito, não sabendo ao certo por que estava mentindo para Juseppe.&lt;br /&gt;- Ah! Minha Jaci! Sempre querendo ajudar mais um.&lt;br /&gt;- Juseppe, deixa eu te contar uma. – disse Jaciara. – Dá uma olhada naquele saco preto lá fora. - apontou a moça.&lt;br /&gt;Jaciara pensou que Juseppe poderia estar envolvido com aquilo, mas ainda não sabia de que forma.&lt;br /&gt;- Mas o que é isso! – indagou Juseppe aos gritos.&lt;br /&gt;- Você sabe de alguma coisa? – perguntou Jaciara.&lt;br /&gt;- Claro que não! Olha, Jaci, eu tenho que ir agora. Nos falamos à noite, certo? – disse Juseppe e saiu correndo.&lt;br /&gt;- Estranho! – pensou a moça.&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, chegou o moço do caminhão, que trouxera o saco preto com o papagaio.&lt;br /&gt;- E aí, Jaciara, trouxe mais algumas coisas aqui pra reciclagem?&lt;br /&gt;- Viu! Me diz uma coisa, Antônio. Naquele saco preto ali fora, tem um papagaio morto. Você trouxe junto com o lixo. Por acaso, sabe alguma coisa sobre a procedência?&lt;br /&gt;- Jaci, os garis ajuntaram aquele saco preto da Gráfica Papagaio, que fica no centro. Achei estranho, mas, como o pessoal colocou no caminhão, nem me toquei em perguntar. Mas que estranho, como pode um papagaio morto estar dentro do lixo que vem da gráfica?&lt;br /&gt;- Pois é, Antônio, é justamente isso que eu queria saber. Mas vamos continuar nosso trabalho. – disse Jaciara, com plena intenção de mandar Antônio embora e ligar para Varre Tudo.&lt;br /&gt;- Então tá, Antônio. Nos falamos outro dia.&lt;br /&gt;Despediu-se do motorista da COVAT e logo discou para Shirley, a fim de encontrar Varre Tudo.&lt;br /&gt;- Shirley, querida, me passa o Varre Tudo, preciso falar com ele.&lt;br /&gt;- Oi, Jaci! Espera um pouco que eu vou chamar ele.&lt;br /&gt;- Alô! Varre Tudo? Sou eu, Jaciara.&lt;br /&gt;- Oi, Jaci!&lt;br /&gt;- Escuta! O Antônio, motorista, me contou que o saco preto com o papagaio veio da Gráfica Papagaio. Precisamos investigar isso, amigo.&lt;br /&gt;- Nossa!&lt;br /&gt;- Pois é, eu tive uma idéia. Quem sabe a gente não vai até essa gráfica?&lt;br /&gt;- Jaci, boa idéia! Mas como?&lt;br /&gt;- Olha, eu acho que talvez você poderia ir... – pensou a moça.&lt;br /&gt;- Mas acho complicado, agora todo mundo na cidade me conhece.&lt;br /&gt;- É verdade! Você não conhece alguém que poderia fazer isso?&lt;br /&gt;- Hum! Deixa eu pensar. Sim! – disse Varre Tudo, entusiasmado. - O Jéferson, meu primo! Ele sabe do documento.&lt;br /&gt;- Legal. Então olha só, você entra em contato com ele e pede se ele topa, certo?&lt;br /&gt;- Jaci, você é um gênio. Nos falamos, um beijo!&lt;br /&gt;- Outro pra você.&lt;br /&gt;Jaciara desligou o telefone com a sensação de que iriam descobrir alguma coisa logo.&lt;br /&gt;Ao chegar em casa, Varre Tudo ligou para o primo.&lt;br /&gt;- Olá, Jéferson.&lt;br /&gt;- E aí, Varre Tudo, te vi no jornal, agora tá famoso, hehehe&lt;br /&gt;- Pois é, primo! Mas olha só. Eu preciso falar contigo urgente. Podemos nos encontrar manhã?&lt;br /&gt;- Claro, amigo! É só marcar.&lt;br /&gt;- Amanhã, lá no Parque dos Sabiás, tá?&lt;br /&gt;- Certo, estarei lá.&lt;br /&gt;E desligou o telefone. Varre Tudo, de tão entusiasmado com a história, mal conseguiu dormir aquela noite.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-8565436681805050306?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/8565436681805050306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=8565436681805050306&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/8565436681805050306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/8565436681805050306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/10/os-dois-amigos-se-despediram.html' title='Episódio 17'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RwGAmeWhqWI/AAAAAAAAACw/k7fzGZ0GeS8/s72-c/Epis%C3%B3dio+17.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-2516209774081351131</id><published>2007-09-28T18:02:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:30:59.142-02:00</updated><title type='text'>Episódio 16</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rv1sPOWhqVI/AAAAAAAAACo/9PwNgtBmE30/s1600-h/Epis%C3%83%C2%B3dio+16.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5115363760569166162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rv1sPOWhqVI/AAAAAAAAACo/9PwNgtBmE30/s320/Epis%C3%B3dio+16.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Depois de alguns segundos de silêncio ao telefone, Varre Tudo decidiu:&lt;br /&gt;- Jaciara! Tu pode almoçar comigo hoje? A gente pode ir lá no Lanche do Chico. Isolados da turma, podemos conversar. Eu preciso mesmo desabafar com uma amiga. Minha vida anda muito agitada.&lt;br /&gt;- Ai, tá chegando um monte de lixo pra separar hoje. O Seu Vento não vem no turno da tarde. Mas senti que tu precisa de uma força, vou dar um jeito.&lt;br /&gt;- Que bom, Jaci! E, por favor, guarda o documento e não comenta nada sobre ele com ninguém. Até logo!&lt;br /&gt;- Tá certo. Até, Altayr! Abraço.&lt;br /&gt;Varre Tudo pegou a linguaruda e foi até o parquinho infantil, onde estavam Shirley e Josias.&lt;br /&gt;- Bom, um dia é cano estourado, no outro é assalto, no outro imprensa, espero que amanhã eu possa trabalhar normalmente. Já perdi muito tempo hoje, vou indo lá pro Enforcado que hoje eu tenho que limpar por lá – avisou.&lt;br /&gt;Os amigos disseram um “Até mais” e o varredor se foi rápido com sempre. Quando estava próximo da Árvore do Enforcado, criou coragem e ficou observando a árvore. Tentou desvendar algo e pensou se tinha realmente visto um vulto por aí outro dia, se podia ser um bicho ou simplesmente uma pessoa. Sentiu outro arrepio. Acelerou seu trabalho ainda mais, para passar logo para a outra quadra.&lt;br /&gt;Se alguém ficasse observando seu trabalho naquela manhã de quinta-feira, podia achar curioso, ou até interpretar que ele andava meio maluco. As expressões de seu rosto variavam, mudavam repentinamente. O rapaz, enquanto fazia suas tarefas, sorria e, volta e meia, dava uma risada. Passava um tempo e ele tinha um rosto triste, preocupado.&lt;br /&gt;Em seguida, já na hora do almoço, Varre Tudo chegou primeiro à lancheria e pediu o almoço dos dois. Jaciara se atrasou.&lt;br /&gt;- Desculpa a demora, mas chegaram três caminhões há pouco lá na reciclagem. Tive que deixar o serviço todo encaminhado. Hoje é dia de entregar os plásticos e latas. Ainda bem que o Marcelo esperou, senão eu ficava sem carona.&lt;br /&gt;- Não tem problema. Eu já pedi um À La Minuta. E... me conta! Como é que tu foi achar o meu documento no meio de toda aquela papelada?&lt;br /&gt;- Ah... Muito estranho, Altayr, muito estranho. Tinha um saco preto de lixo que tava com um cheiro muito ruim. O material, que chega lá pra nós, nunca tem cheiro muito forte, porque não é lixo orgânico, né. Aí, eu abri o plástico lá fora e tinha um papagaio morto dentro. O teu documento tava lá no meio. Ai... Será que é macumba!? Essa pessoa que te roubou deve tá metida em muito rolo. Acho que a gente precisa resolver essa história. Tu já foi na polícia?&lt;br /&gt;- Eu fui na Delegacia. Registrei a ocorrência, mas só isso. Agora eu tenho que refazer todos os meus documentos. – lamentou-se Varre Tudo – Essa história, Jaciara, tá muito mal contada. O assalto, o incêndio, como pode acontecer tanta coisa num dia?&lt;br /&gt;- Olha só... eu te ajudo a investigar. Tô desconfiada de algumas coisas. Tem gente agindo de um jeito muito estranho. Ainda não sei se essa pessoa seria capaz de tanta sujeira... Ah! - Jaciara pôs a mão na bolsa e tirou dela o documento, que estava um pouco manchado – E isso aqui, mocinho!? Tu não ia me contar, não?&lt;br /&gt;- Ah... Ia sim. Mas agora que tu já sabe, guarda segredo por uns dias. Eu vou esperar mais um tempinho pra contar pro pessoal lá do parque. Até achei graça que ninguém tá sabendo ainda. Tenho medo de contar e algumas pessoas ficarem chateadas comigo. E também, esta semana, tenho tanta coisa na cabeça, que vou esperar. Mas, logo eu conto – argumentou Varre Tudo.&lt;br /&gt;- Tudo bem, tudo bem... Mas aquele papagaio? Se eu deixar lá na reciclagem é bem provável que eu vá me complicar. Vou procurar um responsável. Acredito que tudo esteja ligado ao teu assalto. De repente a gente consegue uma pista. Deixa comigo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-2516209774081351131?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/2516209774081351131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=2516209774081351131&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/2516209774081351131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/2516209774081351131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/09/depois-de-alguns-segundos-de-silncio-ao.html' title='Episódio 16'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rv1sPOWhqVI/AAAAAAAAACo/9PwNgtBmE30/s72-c/Epis%C3%B3dio+16.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-641552500822721441</id><published>2007-09-27T18:04:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:30:59.217-02:00</updated><title type='text'>Episódio 15</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RvwcWeWhqUI/AAAAAAAAACg/lsHccJKNqeg/s1600-h/EpisÃ³dio+15.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114994449216284994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RvwcWeWhqUI/AAAAAAAAACg/lsHccJKNqeg/s320/Epis%C3%B3dio+15.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Varre Tudo teve uma longa noite de sono. Os últimos dias haviam sido suficientemente agitados para deixá-lo exausto. Estava precisando descansar. Assim que o dia amanheceu, porém, o varredor despertou num salto. A imagem do incêndio e a lembrança do resgate de dona Arzelina invadiram-lhe o pensamento. Precisava ir ao hospital para ver a amiga. De certa forma, sentia-se responsável pelo bem-estar dela e prometeu a si mesmo que, tão logo fosse possível, iria visitá-la novamente. Varre Tudo se arrumou, tomou um rápido café da manhã e saiu de casa para trabalhar.&lt;br /&gt;Como de costume, percorreu todo o trajeto de sua casa até o Parque dos Sabiás a pé. Era uma longa caminhada e, desde o dia do assalto, escolhia como caminho as ruas mais movimentadas para não correr o risco de passar por aquela terrível experiência mais uma vez. Varre Tudo se aproximava do centro da cidade quando ouviu uma voz feminina vinda do outro lado da rua gritar:&lt;br /&gt;– Olha lá! É ele! É o herói do incêndio no parque! É o Varre Tudo!&lt;br /&gt;O varredor, que caminhava distraído, levantou a cabeça e olhou ao seu redor. Percebeu que todas as pessoas que andavam na mesma quadra estavam olhando para ele. Algumas acenavam, outras faziam sinal de positivo com o dedão e todas, sem exceção, estampavam um largo sorriso no rosto, num misto de satisfação e aprovação. Varre Tudo levou alguns segundos para entender o que estava acontecendo, mas logo se deu por conta que as pessoas queriam parabenizá-lo pelo salvamento de dona Arzelina durante o incêndio. Estavam orgulhosos de sua atitude. Sentiu-se bem.&lt;br /&gt;Foram apenas mais alguns passos até chegar ao seu destino. Enquanto descia a escadaria, avistou uma movimentação incomum na parte central do parque. Conforme foi se aproximando, percebeu que havia carros estacionados e várias pessoas que circulavam, impacientes, de um lado para o outro. Eram jornalistas. Parecia que toda a imprensa de Nova Rita Santa estava presente. Logo que Varre Tudo foi visto por um dos repórteres, todos correram em sua direção. Em poucos segundos, o varredor estava cercado por câmeras, microfones e gravadores.&lt;br /&gt;Inevitavelmente, Varre Tudo passou boa parte da manhã dando entrevistas. Contou como tinha resgatado dona Arzelina, foi fotografado dezenas de vezes e fez uma revelação que deixou todos os jornalistas surpresos. Sincero e, sem medir as conseqüências que seu relato poderia desencadear, o varredor disse:&lt;br /&gt;– Tive que agir da melhor forma possível pra salvar a dona Arzelina, porque o guarda responsável pela segurança do parque não tava aqui. Daí, o jeito foi enfrentar o fogo até que os bombeiros chegassem. – explicou Varre Tudo à imprensa.&lt;br /&gt;Durante a tarde, depois que a agitação causada pela maratona de entrevistas e fotografias havia terminado, Varre Tudo apanhou seu carrinho, sua vassoura e a linguaruda e, enfim, começou a varrer o parque em companhia dos colegas Josias e Shirley. Conversavam sobre a fama de Varre Tudo, agora triplicada pelo ato heróico no incêndio, quando o celular de Shirley tocou.&lt;br /&gt;– Alô? – atendeu a varredora.&lt;br /&gt;– Alô? Shirley? Aqui é a Jaciara, da reciclagem. Tudo bom?&lt;br /&gt;– Ah, oi, Jaciara! Tudo bom, sim. E contigo?&lt;br /&gt;– Tudo certo. Me diz uma coisa, o Varre Tudo tá aí contigo?&lt;br /&gt;– Ele tá, sim. Quer falar com ele?&lt;br /&gt;– Sim, preciso falar com ele. É meio urgente. Obrigada, Shirley! – agradeceu Jaciara.&lt;br /&gt;– Ô, Varre Tudo? Telefone pra ti. É a Jaciara, lá da reciclagem. Ela diz que precisa falar urgente contigo. – disse Shirley.&lt;br /&gt;Varre Tudo encostou a vassoura no carrinho e foi ao encontro de Shirley. Ele estranhou receber uma ligação de Jaciara assim, no meio da tarde. Devia ser mesmo algo urgente. Desconfiado, pegou o celular da mão da colega.&lt;br /&gt;– Alô?&lt;br /&gt;– Oi, Varre Tudo. É a Jaciara. Olha só, tenho uma coisa pra te contar. – disse Jaciara.&lt;br /&gt;– Oi, Jaciara. O que foi que aconteceu? – perguntou o varredor, já bastante curioso.&lt;br /&gt;– É que eu encontrei um documento da prefeitura com o seu nome aqui na reciclagem. Chegou com o caminhão de hoje de manhã. E...é verdade o que tá escrito aqui, Varre Tudo? – indagou Jaciara, demonstrando estar surpresa com o conteúdo do documento.&lt;br /&gt;Ao ouvir a notícia da amiga, Varre Tudo ficou pasmo. Tanto que nem conseguiu responder à pergunta. Ele tentava entender como seu documento, roubado durante o assalto, teria ido parar na associação de reciclagem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-641552500822721441?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/641552500822721441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=641552500822721441&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/641552500822721441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/641552500822721441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/09/episdio-15.html' title='Episódio 15'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RvwcWeWhqUI/AAAAAAAAACg/lsHccJKNqeg/s72-c/Epis%C3%B3dio+15.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-977410320176489212</id><published>2007-09-26T18:02:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:30:59.330-02:00</updated><title type='text'>Episódio 14</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rvvs5uWhqTI/AAAAAAAAACY/76LmwCR4bJ4/s1600-h/EpisÃ³dio+14.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114942278248540466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rvvs5uWhqTI/AAAAAAAAACY/76LmwCR4bJ4/s320/Epis%C3%B3dio+14.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Emocionou-se ao ver a foto de dona Arzelina em seus braços e aorelembrar seu rosto, seu sorriso e sua alegria de viver. Queria poder ajudar de alguma maneira, mas sabia que era inútil naquele momento.&lt;br /&gt;Seus pensamentos foram interrompidos pelos colegas, indagando sobre o resgate de dona Arzelina, como havia sido, se ele sabia quem colocara fogo no parque, enfim, Varre Tudo sentiu-se como um jogador de futebol em entrevista coletiva. Riu, baixinho, e por um instante conseguiu relaxar e conversar com os colegas, sem pensar nos problemas que enfrentara nos últimos dias. Aproveitou para contar toda a história do assalto, da perda do “convite de aniversário da prima” e do incêndio no parque.&lt;br /&gt;Enquanto contava aos colegas sua ‘via sacra’, viu Juseppe passar rapidamente por entre as árvores do parque e sair sem dizer adeus. Deu de ombros e continuou sua história.&lt;br /&gt;10 minutos depois, Juseppe chega àGráfica Papagaio.&lt;br /&gt;- E aí, Maurício, beleza? Fez aquele esquema pra mim? – indaou, piscando o olho esquerdo.&lt;br /&gt;- Fala, Juza. – disse o balconista, chamando o guarda pelo apelido pouco conhecido. – Fiz sim, tudo certo, e dei ‘cabo’ do outro documento pra não ter problema.&lt;br /&gt;Juseppe, sem entender direito, pediu para Maurício repetir o que havia dito. O moço repetiu, e então Juseppe precisou segurar-se no balcão para não cair.&lt;br /&gt;- Meu deus! Tu tá maluco? Aquele documento era ultra-secreto, tu devia ter devolvido pra mim, eu daria um fim definitivo nele! Como é que vou saber se tu te desfez dele com 100% de certeza? Tu tá rateando, cara! – vociferou Juseppe, num misto de raiva e apreensão, preocupado com o fim que Maurício dera no papel.&lt;br /&gt;- Bah, Juza, que stress! – disse, calmamente. – Eu sou fera né, cara, tu acha que eu ia te prejudicar? Coloquei o documento na pilha de papel pra reciclar, não queimei pra não criar suspeitas. Aquele papel separado vai todo pra fazerem outro papel, ninguém vai desconfiar que lá tem um troço importante, né? – disse Maurício, achando sua idéia extremamente inteligente. – Terça mesmo o caminhão levou. Essa hora já eras aquele papel. – sorriu o balconista.&lt;br /&gt;Foi nesse momento que Juseppe pôde respirar aliviado. Afinal, sabia da eficiência das reciclagens de Nova Santa Rita, e teve certeza que o papel já estava em meio a outros, perdido, para nunca mais ser encontrado.&lt;br /&gt;- Pô, Maurício, tu quer me matar do coração? Troxão! – disse o guarda, relaxando os ombros e soltando calmamente o ar dos pulmões. – Me dá aqui o novo documento, deixa eu ver como ficou.&lt;br /&gt;- Ficou jóia, né, Juza, eu sou profissional, esqueceu? – argumentou Maurício.&lt;br /&gt;Olhando atentamente, Juseppe apreciou com orgulho o trabalho do amigo. Realmente ficou muito boa a alteração do documento. Certamente ninguém desconfiaria de nada. Juseppe sorriu para Maurício e saiu sem olhar para trás, guardando cuidadosamente o papel no bolso do uniforme.&lt;br /&gt;O dia transcorreu normalmente no Parque dos Sabiás. Nenhuma novidade, nenhum atentado, tudo tranqüilo. Varre Tudo sentiu-se bem, há dias não tinha uma rotina tão calma, tão “normal”. Despediu-se dos colegas e aproveitou para dar uma passadinha no hospital e ver dona Arzelina. O estado dela era estável. Cansado, Varre Tudo resolveu ir para casa e rezar. Pediu aos céus proteção e muita saúde para dona Arzelina e agradeceu por mais um dia de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-977410320176489212?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/977410320176489212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=977410320176489212&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/977410320176489212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/977410320176489212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/09/episdio-14_26.html' title='Episódio 14'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rvvs5uWhqTI/AAAAAAAAACY/76LmwCR4bJ4/s72-c/Epis%C3%B3dio+14.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-6162869754847706594</id><published>2007-09-25T18:02:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:30:59.533-02:00</updated><title type='text'>Episódio 13</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rvl4ceWhqSI/AAAAAAAAACI/P7uQypYpFbY/s1600-h/Picadeiro+01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114251282435123490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rvl4ceWhqSI/AAAAAAAAACI/P7uQypYpFbY/s320/Picadeiro+01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo de abrir os olhos, Varre Tudo ouviu as sirenes e então se deu conta de que ainda estava no hospital. Ele havia passado grande parte da noite em claro, andando pelos corredores do Hospital Nova Rita Santa, preocupado com dona Arzelina. Por isso, ele estava se sentindo tão cansado e com dores no corpo todo. Ele se espreguiçou e levantou-se lentamente. Foi até o banheiro e, após lavar o rosto, caminhou pelo longo corredor. Quando passou pela recepção, todas as pessoas olharam para ele.&lt;br /&gt;- Nossa! Minha aparência deve estar horrível. Tô com a roupa rasgada e preciso de um banho. – pensou ele.&lt;br /&gt;Falou com a enfermeira, mas dona Arzelina ainda estava em observação e dormia profundamente.&lt;br /&gt;- Como ela está, moça? – perguntou a uma senhora simpática que estava no quarto.&lt;br /&gt;- Ela inalou muita fumaça e também bateu a cabeça, tem um corte profundo e... – mas Varre Tudo não conseguia mais se concentrar na enfermeira. Ele abanou com a cabeça e disse que voltava mais tarde.&lt;br /&gt;- Eu, hein! Agora que eu ia...Deixa pra lá... – disse Elisa – já que o rapaz nem lhe deu atenção.&lt;br /&gt;O coração de Varre Tudo disparou.&lt;br /&gt;- Não pode ser! Fui roubado, os “drogaditos” colocaram fogo no parque, dona Arzelina está com a cabeça machucada e Jussepe não estava lá, enquanto tudo acontecia. Será que estou com mania de perseguição? Pode ser apenas coincidência. Mas, mesmo assim, eu tenho que fazer alguma coisa! Que saco! Por que todos me olham desse jeito? – pensava.&lt;br /&gt;Passou em casa rapidamente para tomar banho e trocar de roupa, engoliu o café e saiu comendo um sanduíche. Já eram sete horas, ele devia estar no trabalho. Afinal, nunca havia faltado, agora não seria diferente. No caminho, as pessoas continuavam olhando para ele com curiosidade. Quando entrou na COVAT, tornou-se “conhecido” na cidade, ganhou até apelido, mas logo depois todos esqueceram seu rosto e ele se tornou apenas mais um gari, escondido em meio a todos os outros, também responsáveis pela limpeza das ruas e dos parques. Mas, agora, enquanto caminhava lentamente até o trabalho, todos o fitavam com curiosidade.&lt;br /&gt;- Pensei que todos me observavam porque estava sujo, não entendo! – pensou ele.&lt;br /&gt;O ônibus lotado fazia com que Varre Tudo se sentisse uma sardinha. Mas, apesar da situação desconfortável, estava mais tranqüilo, pois, assim, ninguém podia ver seu rosto. Ele não conseguia parar de pensar em tudo que havia acontecido nas últimas horas. Estava confuso, eufórico, triste e assustado ao mesmo tempo. Além disso, tinha que cuidar da dona Arzelina, que não tinha parente na cidade. Varre Tudo desceu do ônibus apressado. Começou a ignorar os olhares, pois já estava constrangido com o jeito como as pessoas o fitavam e cutucavam umas as outras, cochichando enquanto ele passava.&lt;br /&gt;Quando abriu a porta da sala central da COVAT, os colegas do turno anterior estavam ao redor da mesa observando alguma coisa. Eles pararam de falar assim que viram Varre Tudo entrar. Magali, uma moça que trabalhava na varrição à noite e era encantada pelo rapaz, o olhou sorrindo, os olhos brilhando.&lt;br /&gt;- Você é um herói! – exclamou ela.&lt;br /&gt;Ela caminhou ao encontro dele e o abraçou, dando um beijo estalado em sua bochecha, enquanto o rapaz corava. Magali lhe entregou o jornal "Picadeiro - Diário de Integração da Cidade". Ele chegou a perder o fôlego ao ver seu rosto estampado na capa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;VARRE TUDO SALVA SENHORA DE DEPÓSITO EM CHAMAS&lt;br /&gt;Antes mesmo de os bombeiros chegarem, Altayr, conhecido como Varre Tudo, entrou no depósito da empresa COVAT, localizado no Parque dos Sábias, e salvou a colega de trabalho Arzelina Oliveira. O local estava em chamas. Pg. 12&lt;br /&gt;Por um momento, Varre Tudo esqueceu todos os problemas, enquanto abria o jornal para ler a matéria na íntegra.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-6162869754847706594?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/6162869754847706594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=6162869754847706594&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/6162869754847706594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/6162869754847706594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/09/episdio-13.html' title='Episódio 13'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rvl4ceWhqSI/AAAAAAAAACI/P7uQypYpFbY/s72-c/Picadeiro+01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-1438770823143149541</id><published>2007-09-24T18:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:30:59.688-02:00</updated><title type='text'>Episódio 12</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RvgzAOWhqRI/AAAAAAAAACA/tC66fodYI-s/s1600-h/episÃ³di+12.jpg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113893455824791826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RvgzAOWhqRI/AAAAAAAAACA/tC66fodYI-s/s320/epis%C3%B3di+12.jpg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, no Parque dos Sabiás, Varre Tudo atônito falava sem parar:&lt;br /&gt;- Não pode ser, Shirley!&lt;br /&gt;- O quê? – perguntava a moça.&lt;br /&gt;- Eu fui assaltado e... – Varre Tudo se lembrou de que a amiga não sabia o que continha no documento e parou por alguns minutos de falar, tentando encontrar uma desculpa.&lt;br /&gt;- Ah! É que, quando me assaltaram, roubaram o convite de aniversário de uma prima minha lá do interior – falou meio sem jeito.&lt;br /&gt;- Bom! Mas isso não é tão grave. – disse Shirley, mexendo nos cabelos.&lt;br /&gt;- Mas o que é isso? – indagou Varre Tudo, olhando para o interior do parque.&lt;br /&gt;- É fogo – disse Shirley, nem se dando conta do que essa palavra poderia significar para o parque.&lt;br /&gt;- Fogo!!!! – gritaram os dois, com os olhos arregalados.&lt;br /&gt;- Minha nossa, Shirley, de onde vem esse fogo todo?&lt;br /&gt;- Eu não sei.&lt;br /&gt;Mais adiante, um grupo de pessoas que dormia perto do parque havia feito uma fogueira. Eram conhecidos no parque como os “drogaditos” e moravam em uma escadaria, que fica bem perto de um grupo de árvores nativas que estavam secas nesta época do ano.&lt;br /&gt;- Shirley, olha o tipo daquele cara! Eles fizeram montinhos de folhas secas e colocaram fogo no parque! E agora? – perguntou Varre Tudo, já percebendo que dona Arzelina estava no local onde guardavam as vassouras. Ela cuidava da casinha de madeira e supervisionava a entrada e saída dos garis do parque. Arzelina tinha 60 e poucos anos e uma certa dificuldade de caminhar por causa de problemas na coluna.&lt;br /&gt;- Shirley, onde está a Arzelina?&lt;br /&gt;- Varre Tudo, ela está dentro da casinha. O fogo está próximo, e ela deve estar tentando sair.&lt;br /&gt;- Shirley, liga pros bombeiros que eu vou buscar Arzelina antes que seja tarde.&lt;br /&gt;- Tá!- disse Shirley, que foi em direção ao posto da Guarda Municipal, a fim de procurar Juseppe e chamar os bombeiros.&lt;br /&gt;- Nossa! O fogo se alastra, preciso encontrar Arzelina antes que seja tarde, antes que seja tarde – pensava Varre Tudo.&lt;br /&gt;O fogo fazia um círculo em torno da casinha. Mas, em uma pequena fresta no meio do fogo, Varre Tudo conseguia ver a porta aberta e um pequeno vulto caído no chão.&lt;br /&gt;- Só pode ser ela. Deve estar sufocada com a fumaça. Dona Arzelina! Dona Arzelina! – gritava com todas as forças Varre Tudo.&lt;br /&gt;- Estou chegando pra te buscar. Agüenta firme!&lt;br /&gt;Varre Tudo atravessou a pequena fresta que não estava coberta de fogo e conseguiu chegar à casinha. De fato, dona Arzelina estava deitada no chão.&lt;br /&gt;- Dona Arzelina! Acorda! – disse Varre Tudo com lágrimas nos olhos.&lt;br /&gt;- A senhora não pode morrer agora!&lt;br /&gt;Varre Tudo pegou-a no colo; a fresta que ainda não estava dominada pelo fogo começava a se fechar. Tinha que correr. Enquanto isso Shirley buscava ajuda na Guarda. Chegando lá, a porta estava fechada e Juseppe não estava no interior da casa. Ficou pensativa, mas não poderia esperar mais. Pegou o celular e discou 193.&lt;br /&gt;- Alô. Está pegando fogo no Parque dos Sabiás. Preciso de ajuda!&lt;br /&gt;- Estamos a caminho. – disse uma voz do outro lado da linha.&lt;br /&gt;Do outro lado do parque, Varre Tudo atravessou o fogo com Arzelina nos braços. Longe das chamas, tentava reanimar Arzelina, mas ela não conseguia respirar. Varre Tudo utilizou as técnicas de reanimação aprendidas ainda no tempo de escola, quando fazia parte do grupo dos escoteiros. Em poucos minutos, Arzelina parecia mover os dedos, os olhos começaram a abrir lentamente e ela tossiu.&lt;br /&gt;- Arzelina! A senhora está viva! Que bom!&lt;br /&gt;Mas Arzelina não estava tão bem. Os olhos estavam fundos e ela tinha dificuldade em respirar.&lt;br /&gt;- Shirley! Shirley! Me ajuda aqui!!! – gritou Varre Tudo.&lt;br /&gt;- Varre Tudo! Chamei os bombeiros, eles devem estar a caminho.&lt;br /&gt;- Escuta, Shirley, cadê o Juseppe!&lt;br /&gt;- Não sei! E o Josias, que está doente em casa, coitado!&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, as sirenes dos bombeiros eram ouvidas pelos dois amigos. Dona Arzelina ainda estava deitada no chão.&lt;br /&gt;- Respiração artificial! – falava o médico para outro companheiro. - Temos que levá-la para o hospital o mais breve possível.&lt;br /&gt;- Shirley, espero que ela saia dessa!&lt;br /&gt;- Varre Tudo, ela consegue, dona Arzelina é forte.&lt;br /&gt;- Mas, sabe uma coisa que está me deixando com a pulga atrás da orelha?&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Onde está Juseppe e por que os “drogaditos” colocaram fogo no parque?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-1438770823143149541?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/1438770823143149541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=1438770823143149541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/1438770823143149541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/1438770823143149541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/09/enquanto-isso-no-parque-dos-sabis-varre.html' title='Episódio 12'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RvgzAOWhqRI/AAAAAAAAACA/tC66fodYI-s/s72-c/epis%C3%B3di+12.jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-4033219225813440048</id><published>2007-09-21T17:47:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:30:59.820-02:00</updated><title type='text'>Episódio 11</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RvQxNuWhqPI/AAAAAAAAABw/gIUXlP2rfm0/s1600-h/EpisÃ³dio+11.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5112765588822927602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RvQxNuWhqPI/AAAAAAAAABw/gIUXlP2rfm0/s320/Epis%C3%B3dio+11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Varre Tudo nem sequer reparou a direção que o homem de preto havia tomado. Estava muito transtornado com tudo o que estava acontecendo nos últimos dois dias.&lt;br /&gt;Aproveitando-se da distração do varredor, o assaltante logo entrou em sua van preta e partiu. Tranqüilo, dentro da van, abriu a carteira e conferiu se ali estava o que ele mais precisava. Além do documento, na carteira havia um talão de cheques e alguns trocados. Tirou o documento e entregou ao seu companheiro, que disse:&lt;br /&gt;- O trato nesta carteira é tu quem dá. Eu já tenho o que eu queria. Agora, tu só tem que continuar aquele outro trabalhinho – ordenou esfregando as mãos.&lt;br /&gt;A van parou duas quadras depois – se Varre Tudo quisesse, até podia tê-la seguido. A porta abriu e um homem bastante gordo desceu do automóvel. Usava uniforme azul e chapéu de guarda municipal. Chapéu de guarda municipal? Era Juseppe.&lt;br /&gt;Em uma das mãos segurava o documento que pertencia a Varre Tudo. Antes que alguém na rua desconfiasse de algo, guardou-o no bolso. Dobrou a esquina e entrou na Gráfica Papagaio.&lt;br /&gt;- Bom dia, parceiro! - o guarda cumprimentou o balconista que atendia um rapaz, depois concordou com a cabeça que poderia esperar.&lt;br /&gt;Assim que o cliente saiu, o atendente foi atrás e virou a placa da porta de entrada para “FECHADO”.&lt;br /&gt;- E aí, Juseppe, que rolo tu arrumou pra mim?&lt;br /&gt;- Aqui ó, Maurício... Esse é o documento, tá entendendo? Aí, tu faz uma cópia. Depois tem que trocar essa assinatura. E essa outra aqui, ó, tem que fazer de novo. Mas tem que ficar idêntica – sustentou o guarda.&lt;br /&gt;- Tá fácil! - disse o balconista, que pegou o documento e guardou em uma gaveta – isso é trabalho extra, vou deixar pra depois – e voltou até a porta da gráfica alterando a placa para “ABERTO”.&lt;br /&gt;- E o Cabelera? Tá lá atrás?&lt;br /&gt;- Tá sim, chega aí.&lt;br /&gt;Juseppe passou pelo balcão de atendimento e depois pela porta que ficava logo atrás. Jaciara entrou na gráfica. Maurício achou melhor não dizer que Juseppe estava ali, diria se ela perguntasse. Jaciara fez uma cópia de uma oração de São Jorge e estranhou o atendimento apressado de Maurício, mas foi logo embora.&lt;br /&gt;Lá atrás, Juseppe conversava com Cabelera.&lt;br /&gt;- E aí!? O que entrou de novidade!?&lt;br /&gt;- Sabe, Juseppe? Os bichos tão chegando muito machucados. Olha aí – disse Cabelera, apontando com o olhar para uma lata de lixo.&lt;br /&gt;Juseppe esticou o pescoço e viu um papagaio morto dentro da lata.&lt;br /&gt;- Argh! Tem que reclamar! Tem que reclamar! Esse veio de onde!?&lt;br /&gt;- Do Catarina!&lt;br /&gt;- Nossa! Que descuido! Bicho morto não dá, né!? Vai largar aonde isso agora? - Juseppe ficou em silêncio um instante - Eu tinha que estar no parque, mas pode deixar que eu vou passar na chácara do Catarina antes de ir pra lá e resolvo essa parada. Bicho morto não dá – repetiu indignado e saiu batendo a porta.&lt;br /&gt;Juseppe olhou para Maurício de cara amarrada. O balconista sorriu e voltou a atender uma senhora. O guarda não deu importância e interrompeu.&lt;br /&gt;- Amanhã cedo tá tudo pronto?&lt;br /&gt;- Com certeza, Juseppe – dirigiu-se para a cliente – Só um minuto, senhora – voltou-se para Juseppe – A Jaciara teve aqui agora.&lt;br /&gt;- E ela me viu!? Veio fazer o quê!?&lt;br /&gt;- Fez uma fotocópia e foi embora. Acho que não te viu, não.&lt;br /&gt;- Menos mal, Maurício, menos mal... Amanhã eu passo aqui, então. Toma cuidado, viu!?&lt;br /&gt;Juseppe saiu da gráfica e Maurício voltou a atender a velhinha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-4033219225813440048?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/4033219225813440048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=4033219225813440048&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/4033219225813440048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/4033219225813440048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/09/varre-tudo-nem-sequer-reparou-direo-que.html' title='Episódio 11'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RvQxNuWhqPI/AAAAAAAAABw/gIUXlP2rfm0/s72-c/Epis%C3%B3dio+11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-6049581420157031123</id><published>2007-09-20T18:01:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:31:00.090-02:00</updated><title type='text'>Episódio 10</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RvLbA-WhqOI/AAAAAAAAABo/Wp700wMtZHg/s1600-h/Digitalizar0001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5112389336802896098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RvLbA-WhqOI/AAAAAAAAABo/Wp700wMtZHg/s320/Digitalizar0001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Varre Tudo caminhou por mais algumas quadras, sempre mantendo o ritmo acelerado. Os passos largos davam a impressão de que estava correndo ou fugindo de alguém. O esforço por movimentar-se rapidamente somado à agonizante sensação de estar sendo perseguido e observado deixaram-no com a respiração ofegante. Varre Tudo estava visivelmente assustado e, de minuto em minuto, voltava-se para trás e espiava por cima do próprio ombro pra verificar se havia alguém à sua espreita.&lt;br /&gt;Cada vez mais apreensivo, Varre Tudo procurou concentrar-se em sua ligeira caminhada. Mantinha os olhos fixos nas emendas da calçada e tentava evitar olhar para trás. Estava próximo a uma esquina, prestes a atravessar a rua, quando, ao levantar a cabeça para ver se o semáforo indicava livre passagem, foi surpreendido. Um homem alto, todo vestido de preto e com um chapéu de mesma cor, o empurrou violentamente. O varredor não teve tempo de reagir e, em uma fração de segundo, viu-se estendido próximo ao cordão da calçada. O tombo o fez sentir as costas e os cotovelos, partes do corpo que foram de encontro aos paralelepípedos irregulares. Gemendo de dor, Varre Tudo tentava se recompor do susto e entender o que estava acontecendo, quando ouviu uma voz ameaçadora lhe comandar:&lt;br /&gt;– Passa já a carteira, varredor! Depressa! – ordenou o homem que o havia empurrado.&lt;br /&gt;– O quê? – perguntou Varre Tudo, desnorteado.&lt;br /&gt;– Eu mandei me passar a carteira! É um assalto! E anda logo com isso, varredor! – gritou mais uma vez o homem de vestimentas pretas.&lt;br /&gt;Varre Tudo deu uma olhada ao seu redor. Em plena luz do dia, não avistou ninguém circulando pelas ruas, apenas alguns carros que passavam indiferentes ao que lhe acontecia. De qualquer maneira, Varre Tudo logo desistiu de pedir socorro. Ao passar os olhos rapidamente pela silhueta do assaltante, percebeu que o homem mantinha uma das mãos dentro do longo e pesado casaco preto, dando a idéia de que empunhava uma arma de fogo. Nunca havia tido a experiência de ser assaltado e, agora, sabia exatamente o quanto a situação era aterrorizante.&lt;br /&gt;– Vamos logo com isso! Tá querendo levar um tiro? – ameaçou o assaltante ao mesmo tempo em que mexia a mão encoberta pelo casaco, com o intuito de deixar claro que estava portando uma arma.&lt;br /&gt;– Não, não. Já vai! Não atira, por favor! – implorou Varre Tudo, agora, muito assustado.&lt;br /&gt;Sentado na calçada, o varredor começou a tatear os bolsos da calça do uniforme em busca de sua carteira. Encontrou-a e, quando estendeu a mão para entregá-la ao assaltante, levantou um pouco a cabeça e tentou identificar o homem, mas boa parte do rosto estava encoberta pelo grande chapéu negro.&lt;br /&gt;– Finalmente! – disse o assaltante, arrancando, num movimento brusco, a carteira da mão de Varre Tudo. E, antes de afastar-se, disse em tom sarcástico:&lt;br /&gt;– Até mais, Vassourinha!&lt;br /&gt;O homem saiu correndo por entre os carros que passavam pela rua. Varre Tudo, ainda apavorado com o assalto, levantava-se da calçada. De pé, conferiu o uniforme e percebeu que uma das mangas haviam se rasgado na altura do cotovelo, provavelmente devido ao atrito com a calçada na hora em que foi derrubado. Convencido de que não havia nada que pudesse fazer naquele momento para recuperar sua carteira, Varre Tudo retomou sua caminhada em direção ao Parque dos Sabiás. No caminho, pensava sobre as últimas palavras ditas pelo assaltante antes de fugir – “Até mais, Vassourinha!”. Aquela frase de despedida o deixou incomodado, não apenas pelo fato de indicar um possível segundo encontro com o assaltante, mas também, porque, até então, apenas Juseppe o chamara de Vassourinha. “Será que o assalto estaria, de alguma forma, relacionado com Juseppe?”, perguntava-se o varredor.&lt;br /&gt;Em poucos minutos, Varre Tudo chegou ao parque. Lá, foi direto ao encontro de Josias e Shirley para logo contar aos colegas o que havia lhe acontecido.&lt;br /&gt;– Bom dia, Varre Tudo! – cumprimentou Shirley, que varria um punhado de folhas secas para dentro da linguaruda. – Como tu te atrasou, eu peguei teu carrinho, tua vassoura e a linguaruda e comecei a varrer por aqui. – explicou ela.&lt;br /&gt;– Não tem problema, Shirley. Me atrasei porque fui assaltado no caminho da prefeitura até aqui. Tomei o maior susto. – disse Varre Tudo para a colega.&lt;br /&gt;– Capaz, Varre Tudo! Sério? Minha nossa, mas e tu tá bem? Não te machucaram? Quem te assaltou? O que levaram de ti? – indagou a varredora, surpresa com a notícia.&lt;br /&gt;– Eu estou bem, só rasguei o uniforme e esfolei o cotovelo por causa do tombo. Quem me assaltou? Sei lá, né, Shirley. Como é que eu vou saber? A única coisa que consegui ver foi que o assaltante tava todo vestido de preto, com chapéu preto e tudo. E ele me levou só a carteira...e, peraí...&lt;br /&gt;Varre Tudo tateou os bolsos a fim de encontrar o documento que pegou na prefeitura, mas não encontrou. De repente, um calafrio lhe percorreu o corpo e ele disse à Shirley:&lt;br /&gt;– Não pode ser! Eu tinha colocado o documento dentro da carteira! O assaltante levou com ele! Não acredito! – exclamou Varre Tudo, apavorado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-6049581420157031123?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/6049581420157031123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=6049581420157031123&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/6049581420157031123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/6049581420157031123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/09/episdio-10.html' title='Episódio 10'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RvLbA-WhqOI/AAAAAAAAABo/Wp700wMtZHg/s72-c/Digitalizar0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-7250906393986042539</id><published>2007-09-19T18:09:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:31:00.206-02:00</updated><title type='text'>Episódio 9</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RvGSTvPs8UI/AAAAAAAAABg/wHl1wi3Llsc/s1600-h/episÃ³dio+09.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5112027919839719746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RvGSTvPs8UI/AAAAAAAAABg/wHl1wi3Llsc/s320/epis%C3%B3dio+09.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Encontrou uma carta, com letras recortadas de revistas, e um boneco de pano de chapéu e uniforme.&lt;br /&gt;- Meu Deus! Que brincadeira de mau gosto é essa? – surpreendeu-se Varre Tudo.&lt;br /&gt;Antes mesmo de terminar a leitura da carta anônima, jogou a caixa em cima da cama e, com medo, saiu às pressas rumo à Prefeitura.&lt;br /&gt;- Vou passar na Prefeitura antes de ir trabalhar. Se alguém quer me ver pelas costas, eu vou me garantir. É hoje que pego aquele documento e fico um pouco mais seguro. – ponderou, apressando o passo.&lt;br /&gt;Durante o trajeto ficou pensando nas coisas estranhos e absurdas pelas quais passara nos últimos dias. Não entendia certas coisas, e por que tudo aquilo estava acontecendo com ele, justo ele, Altayr, um cara simples, de vida regrada e muitos sonhos. Enquanto pensava nisso, esqueceu-se por instantes da caixa e da carta anônima. Nem percebeu que saíra de casa sem comer nada e, quando a barriga roncou, parou no primeiro barzinho que viu.&lt;br /&gt;- Um pastel de carne e uma xícara de café com leite, por favor. – disse, voz baixa e olhar atento.&lt;br /&gt;- Pra viagem? – disse o senhor bigodudo e com camiseta física, do outro lado do balcão.&lt;br /&gt;- Não, é pra comer aqui mesmo. O leite bem quente, tá?&lt;br /&gt;- Sim, sim. Vou lá dentro preparar.&lt;br /&gt;No instante em que Varre Tudo começou a folhear o jornal, como fazia todas as manhãs, viu pela vidraça do bar um vulto passando rapidamente. Quando se inclinou para ver melhor, enxergou o vulto entrar na cozinha, pela porta dos funcionários, que ficava do lado de fora do bar.&lt;br /&gt;- Devo estar enxergando coisas. Só pode! Onde já se viu... Aquele dia foi na Árvore do enforcado, hoje de novo... Devo estar com mania de perseguição. – sussurrou tentando concentrar-se na leitura.&lt;br /&gt;- Aqui está, moço, seu pastel. O café já vem porque o funcionário novo recém-chegou. Ele tá em experiência, mas o “gajo” é bom. Foi um vizinho meu, que é guarda municipal, que indicou ele pro serviço.&lt;br /&gt;Ao ouvir as palavras ‘guarda municipal’, Varre Tudo lembrou-se logo de Juseppe, aquele “mala”. Riu baixinho.&lt;br /&gt;- Aqui está, seu Varre Tudo. – disse o funcionário novo, olhando para o chão.&lt;br /&gt;- Ué, como sabe meu nome? – surpreendeu-se.&lt;br /&gt;- É, hum, arrr... todo mundo sabe, né! O senhor é famoso... – disfarçou o jovem atendente, sorrindo, enquanto recuava lentamente para trás do balcão até se enfiar na cozinha e não aparecer mais.&lt;br /&gt;Varre Tudo, que já estava com a pulga atrás da orelha, resolveu não arriscar. Levantou-se, pagou e saiu apressadamente. Na mesa onde estava, ficou somente o jornal e a xícara de café, intocada.&lt;br /&gt;Caminhou mais um pouco e chegou à Prefeitura. Quis apressar-se para não ter a infelicidade de encontrar dona Rosinha logo cedo. Pegou o envelope na sala indicada e saiu, sem nem conferir o conteúdo do mesmo.&lt;br /&gt;Do lado de fora, o sol brilhava por entre as nuvens. Varre Tudo sabia que o dia seria muito bonito, um excelente dia de trabalho. Enquanto caminhava, sentiu um aperto no peito e teve a sensação de estar sendo seguido. Apressou o passo e parecia que alguém caminhava atrás dele, no mesmo ritmo, como se não o pudesse perder de vista.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-7250906393986042539?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/7250906393986042539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=7250906393986042539&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/7250906393986042539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/7250906393986042539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/09/episdio-9.html' title='Episódio 9'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RvGSTvPs8UI/AAAAAAAAABg/wHl1wi3Llsc/s72-c/epis%C3%B3dio+09.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-3115576816001352966</id><published>2007-09-18T17:58:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:31:00.344-02:00</updated><title type='text'>Episódio 8</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RvA8QDx1lWI/AAAAAAAAABY/mm15l-P9V94/s1600-h/EpisÃÂ³dio+08.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111651823655425378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RvA8QDx1lWI/AAAAAAAAABY/mm15l-P9V94/s320/Epis%C3%B3dio+08.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;... eles querem acabar com um tal documento e que o prazo é até o fim da semana. Senão... – ah, Josias, conta aí direitinho, tu que ouviu eles! – disse Shirley.&lt;br /&gt;Josias suspirou e começou a falar, ainda mais baixo do que a amiga.&lt;br /&gt;- Bom eles falaram que vão pegar custe o que custar, mesmo que tenham que "quebrar a Vassourinha" de vez. E aí o Juseppe falou que ama....- Josias parou de falar receoso.&lt;br /&gt;Varre Tudo e Shirley olharam para a frente e o Capitão os encarava pelo espelho. Shirley, então, disfarçou e pediu ao amigo para contar detalhes da visita. Ele começou a falar entusiasmado.&lt;br /&gt;- A visita foi ótima. Espero que o prefeito de Bento Largo invista nas reciclagens e em ações que preservem o meio ambiente. A cidade dele é maior que a nossa e as mudanças vão trazer benefícios para muitas pessoas. Ele ficou interessado. E olha só, adivinhem o que mais chamou a atenção dele na associação? - questionou Varre Tudo - com um largo sorriso.&lt;br /&gt;- A Oca do seu Vento! - exclamou Shirley.&lt;br /&gt;A Oca do seu Vento era uma casinha construída com diversos materiais encontrados no lixo. Seu Vento, que na verdade se chamava Peri, era um índio que vivia na cidade há muitos anos e não entendia como o ser humano podia causar tanta destruição ao lugar onde vivia. Em sua casinha colorida, feita com restos de caixas de leite, embalagens de refrigerantes e de sucos, folhas de cadernos, com temas e poesias, ele vivia em mundo dos sonhos, como gostava de falar aos colegas da reciclagem.&lt;br /&gt;- A oca chamou a atenção sim! O prefeito até entrou nela e fez questão de conhecer o seu Vento e tirar fotos com ele. Mas, ele ficou impressionado mesmo com as imagens dos santos. Acho até que ficou com um pouco de medo. Até contei pra ele do dia em que nós nos incomodamos com a fiscal, aquela Rinalva Shillin, que nos atormentou a tarde toda para recolher a macumba que tinham feito lá no parque. – disse Varre Tudo rindo.&lt;br /&gt;- Aquela sim era medrosa! – afirmou Shirley.&lt;br /&gt;- Ei! Não sei do que estão falando, me ponham na conversa! – gritou Josias indignado.&lt;br /&gt;- Tinha uma bandeja lá no parque com bombons, balas e pirulitos. Ela mandou a gente limpar e veio atrás pra ver se tínhamos recolhido a bandeja e começou a gritar quando viu que eu e o Varre estávamos comendo os bombons. Eu dou risada até hoje da cara dela. Ela ficou chocada! E até ameaçou a gente. – conclui Shirley sorridente.&lt;br /&gt;De repente, o Capitão do Mato deu uma freada brusca; Varre Tudo, que estava distraído, caiu no chão.&lt;br /&gt;- O que tu tá fazendo? Tá maluco, cara? – indagou Josias.&lt;br /&gt;- Fica na tua, Josias. Tenho que resolver uns lances aqui e já volto. – gritou o Capitão, enquanto descia da Kombi.&lt;br /&gt;O Capitão caminhou alguns passos e entregou um envelope a um homem. Enquanto Shirley tentava ver o homem, que estava no escuro e vestido de preto, com um chapéu encobrindo o rosto, Varre Tudo indagava o amigo para que contasse o que mais tinha ouvido da conversa entre Juseppe e o Capitão.&lt;br /&gt;- Ele disse que amanhã vai... droga, ele já está voltando – sussurrou Josias.&lt;br /&gt;Os amigos percorreram o resto do caminho em silêncio. Mas mesmo perdidos em pensamentos todos pensavam no que o Capitão estava planejando. Eles tinham parado em frente a um bar, em um dos bairros mais perigosos da cidade. Varre Tudo pediu para ficar primeiro em casa; ele inventou uma desculpa, mas todos sabiam que queria evitar ficar sozinho com o Capitão. Josias disse que ia ficar com o amigo, mas quando tentou descer da Kombi, o Capitão arrancou e ele caiu sentado. Eles estavam assustados, e Varre Tudo ficou ainda mais ao chegar em casa. Não tinha luz e o sinal do telefone estava mudo. Ele respirou fundo e decidiu tomar um banho frio para pôr a cabeça no lugar. Depois do banho, caiu na cama e, quando abriu os olhos, o dia já estava amanhecendo. Ele levantou e foi até a janela.&lt;br /&gt;- Foi apenas um sonho. Ninguém seria tão maluco a ponto de fazer tudo isso, apenas para impedir... – ele interrompeu seus pensamentos, ao olhar para o portão da casa. Havia uma caixa lá. Ele abriu a porta, pegou a caixa e quando a abriu...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-3115576816001352966?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/3115576816001352966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=3115576816001352966&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/3115576816001352966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/3115576816001352966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/09/episdio-08.html' title='Episódio 8'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RvA8QDx1lWI/AAAAAAAAABY/mm15l-P9V94/s72-c/Epis%C3%B3dio+08.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-8348679362337333929</id><published>2007-09-17T18:02:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:31:00.442-02:00</updated><title type='text'>Episódio 7</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Ru7sCTx1lVI/AAAAAAAAABQ/gRxMHxSooiQ/s1600-h/EpisÃ³dio+07.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111282151525291346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Ru7sCTx1lVI/AAAAAAAAABQ/gRxMHxSooiQ/s320/Epis%C3%B3dio+07.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;- Esse é o trabalho realizado exclusivamente pelas mulheres. Elas separam todo o material que depois será prensado, tarefa dos homens. – explicou Varre Tudo para os prefeitos.&lt;br /&gt;- E estas máquinas? – perguntou o prefeito de Bento Largo.&lt;br /&gt;- Ah! Elas foram compradas pelos próprios membros da associação. Elas servem pra prensar o material que é separado pelas mulheres. Os homens são responsáveis por esse serviço. Mas, quem pode explicar melhor como é o processo dentro de uma reciclagem é a Jaciara, que construiu essa associação com os amigos, que eram desempregados. Jaciara, explica pra eles como é a associação. – falou Varre Tudo, cutucando a amiga com o braço.&lt;br /&gt;- Bem! – exclamou a moça, um pouco tímida e falando baixo. – essa associação nasceu porque eu e mais dois colegas fomos dispensados de uma fábrica. Não conseguíamos arrumar emprego e, conversando com outras pessoas, vimos que poderíamos retirar a nossa renda do lixo. O pessoal da Pastoral nos ajudou e montamos essa associação. No começo foi complicado, tínhamos muitas contas e nos primeiros meses recebemos pouco dinheiro. Agora, depois de 10 anos trabalhando aqui, aprendemos que a associação é um projeto de vida que dá certo, no momento em que todos se unem para um bem comum. – disse emocionada Jaciara, que dera tudo na vida para ver a associação bem das pernas, como dizia seguido. – Agora – continuou ela. – queremos saber se esse novo processo de coleta de lixo da prefeitura não vai desempregar o pessoal e se os bairros também vão receber os contêineres, né, seu prefeito?&lt;br /&gt;Mostarda Mourão fez de conta que não ouviu Jaciara e pediu para que a turma de autoridades se dirigisse para o carro, era hora de voltar para a prefeitura. No momento em que as autoridades e Varre Tudo saíram do galpão da associação, Juseppe se postou ao lado de Varre tudo e falou.&lt;br /&gt;- Vi a forma como você olhou pra Jaciara. Não se esqueça de que ela é minha namorada. – falou baixinho e com o rosto crivado.&lt;br /&gt;- Juseppe! – exclamou Varre Tudo. – Nem vi você chegar.&lt;br /&gt;- Não grite, espero que entenda de uma vez por todas que Jaciara é minha namorada e que não pretendo fazer corpo mole para as suas insinuações. Só porque agora você está todo poderoso com aquele documento. Aliás, já recebeu o comunicado oficialmente?&lt;br /&gt;- Ainda não, talvez amanhã.&lt;br /&gt;- Fique ligado, garoto, estou de olho em ti. – falou ainda mais brabo Juseppe, estalando os dedos e batendo no peito de Varre Tudo.&lt;br /&gt;- Agora começo entender – pensou Varre Tudo. - capitão do Mato me enfiou naquela Kombi, acho que eles estavam de complô contra mim. Ele não queria que eu viesse com as "autoridades" para a associação. Juseppe é danado mesmo. O pensamento foi interrompido pelas palavras de Mostarda Mourão.&lt;br /&gt;- Bem! Agora que conhecem uma de nossas tantas associações de recicladores, precisam voltar para a cidade outro dia para conhecer o Aterro Sanitário Alcalina, que é um exemplo de como o lixo produzido pela nossa comunidade é descartado.&lt;br /&gt;O dia de trabalho de Varre Tudo e a turma da COVAT já estava terminando. Às 17h chegaram à prefeitura, onde Capitão do Mato esperava por Varre Tudo. Shirley e Josias já se encontravam na Kombi e estavam ansiosos para conversar com o amigo.&lt;br /&gt;- Escuta, Varre Tudo. – cochichou Shirley. – Quando você embarcou com as autoridades, Capitão do Mato chegou aqui muito brabo. Depois, chegou Juseppe. Eles conversavam baixinho e Juseppe mexia as mãos sem parar. Josias chegou meio perto deles, se escondendo por entre as árvores aqui da Prefeitura e ouviu que ...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-8348679362337333929?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/8348679362337333929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=8348679362337333929&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/8348679362337333929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/8348679362337333929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/09/esse-o-trabalho-realizado.html' title='Episódio 7'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Ru7sCTx1lVI/AAAAAAAAABQ/gRxMHxSooiQ/s72-c/Epis%C3%B3dio+07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-598547777430417203</id><published>2007-09-14T18:49:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:31:00.645-02:00</updated><title type='text'>Episódio 6</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RuwEITx1lUI/AAAAAAAAABI/NsBa9SsYVMY/s1600-h/EpisÃ³dio6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110464217953441090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RuwEITx1lUI/AAAAAAAAABI/NsBa9SsYVMY/s320/Epis%C3%B3dio6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os três embarcaram no carro, Seu Mostarda, Benedito e Varre Tudo. Saindo do restaurante, seguiram para a Casa de Reciclagem da Associação dos Empregados pela Reciclagem. Benedito indagou:&lt;br /&gt;- Empregados pela Reciclagem!??&lt;br /&gt;- Pois é... A história desse pessoal é muito bacana. A Jaciara começou a catar lixo. No começo, recolhia latinhas de refrigerante, vendia e já ganhava um bom dinheiro. Depois ela descobriu que, aqui na cidade mesmo, tem uma indústria de plásticos que recicla garrafas pet. Um dia, ela encontrou o Marcelo, que falou que também estava sem emprego, mas que estava fazendo parte de uma cooperativa habitacional e conhecia outros desempregados. Aí, ele começou a recolher lata também. Depois apareceu mais gente e, a idéia foi da Jaciara, eles montaram a Associação, que é o emprego deles... - esclareceu o varredor.&lt;br /&gt;- Nossa! E agora a reciclagem emprega mais gente!? - quis saber o prefeito de Bento Largo.&lt;br /&gt;- Sim! E assinam a carteira! Tudo registrado como tem que ser. A associação tem quase dez anos.&lt;br /&gt;Seu Mostarda olhava para Benedito com um sorriso e depois indicava o olhar para Varre Tudo, com uma levantada de sobrancelhas parecia dizer: “Escuta o guri! Ele sabe de tudo”.&lt;br /&gt;Enquanto seguiam pelo caminho, um tanto longo, já que a reciclagem ficava no Bairro Elevado, no interior de Nova Rita Santa, Varre Tudo se lembrou do documento, começou a pensar e ficou calado por um tempo. Seu Mostarda ouvia o prefeito Benedito que falava e falava de Bento Largo. Parecia estar com ciúmes do grande destaque que Nova Rita Santa vinha tendo pelo serviço da coleta seletiva. Então, tentava contar as vantagens de seu município, ou então lamentava-se:&lt;br /&gt;- Ah... Lá na nossa cidade... não sei não... até o projeto engrenar... não sei não...&lt;br /&gt;Seu Mostarda percebeu a quietude de Varre Tudo. Abriu a boca para fazer um comentário. Ele sabia. Mas deixou Varre Tudo com seus pensamentos.&lt;br /&gt;Chegaram na reciclagem. Varre Tudo estava com a cabeça tão distante que se assustou quando o automóvel parou. Jaciara estava na porta. Mais dois carros pararam, neles estavam as outras autoridades. Um ou outro fez cara feia quando sentiu o cheiro de lixo que havia no lugar.&lt;br /&gt;- Esse cheiro não é nada. Se preparem para visitar o aterro! - brincou Varre Tudo, percebendo a cara dos prefeitos.&lt;br /&gt;O barulho estridente dos cacos de vidro chamou a atenção das autoridades. Dois funcionários varriam do segundo andar da Casa de Reciclagem para a carreta de um caminhão os cacos já separados.&lt;br /&gt;- Vamos entrando pessoal, vamos conhecer a reciclagem!&lt;br /&gt;Varre Tudo entrou seguido pelos prefeitos. Tudo na reciclagem chamava atenção. Ao lado da porta, lixeiras azuis com seringas. Mais adiante, sob a escada da sala da direção, garrafas de vidro. Por todos os lados da casa, fardos com o material já prensado. Tudo era separado. Um fardo era de garrafas de água, outro tinha potes de amaciante de roupa, outro embalagens de salgadinhos.&lt;br /&gt;Ao fundo, em andar superior, as meninas separavam o material que ali era depositado. Parecia um jogo de basquete, só que com muitos cestos, em cada um elas jogavam um tipo diferente de lixo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-598547777430417203?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/598547777430417203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=598547777430417203&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/598547777430417203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/598547777430417203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/09/episdio-06.html' title='Episódio 6'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RuwEITx1lUI/AAAAAAAAABI/NsBa9SsYVMY/s72-c/Epis%C3%B3dio6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-7911229589613929980</id><published>2007-09-13T17:34:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:31:00.784-02:00</updated><title type='text'>Episódio 5</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rumtozx1lTI/AAAAAAAAABA/c_vqB-Wd6qc/s1600-h/EpisÃ³dio+05.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109806168834151730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rumtozx1lTI/AAAAAAAAABA/c_vqB-Wd6qc/s320/Epis%C3%B3dio+05.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O carro em que Varre Tudo estava, acompanhado por Seu Mostarda e pelo prefeito de Bento Largo, Doutor Benedito, percorreu as ruas da cidade por cerca de cinco minutos até que o motorista estacionou em frente ao restaurante Bom Sabor. Assim que desembarcou, Varre Tudo sentiu o cheirinho de comida que escapava pela porta de entrada do restaurante e pensou: “hum...este vai ser um almoço especial”. Afinal, eram raríssimas as vezes em que tinha a oportunidade de almoçar em um dos restaurantes mais tradicionais da cidade em plena segunda-feira.&lt;br /&gt;Logo que entraram, Varre Tudo, Seu Mostarda e os demais prefeitos foram conduzidos por um dos garçons até uma mesa. Todos se acomodaram e começaram a folhear os cardápios. Varre Tudo estava se sentindo um pouco desconfortável naquela situação, sem saber exatamente o que dizer e como se comportar. Em meio a enorme variedade de pratos sugerida no cardápio – “lasanha aos quatro queijos”, “spaguetti ao molho branco”, “risoto de aspargos” – Varre Tudo não tinha a mínima idéia do que escolher. Resolveu, então, aguardar a decisão de Seu Mostarda e dos prefeitos.&lt;br /&gt;– Senhores, que tal pedirmos uma lasanha aos quatro queijos acompanhada de um filé com aspargos? – sugeriu Seu Mostarda.&lt;br /&gt;Todos concordaram, inclusive Varre Tudo, que ficou contente com a escolha. Em seguida, fizeram o pedido ao garçom. Enquanto aguardavam o preparo da comida, os prefeitos conversavam sobre o inovador sistema de coleta de lixo recém-implantado na cidade. Seu Mostarda falava das vantagens e dos desafios que essa novidade trazia para Nova Rita Santa. Varre Tudo, entretanto, estava pensando longe. Muitas coisas inusitadas já haviam lhe acontecido apenas na parte da manhã. Primeiro, o recebimento daquele documento que poderia mudar a sua vida. Depois, a “visão” do enforcado no parque e, logo em seguida, o comportamento esquisito do Capitão do Mato enquanto conduzia a Kombi. Varre Tudo podia sentir que algo muito estranho estava acontecendo. Absorto em seus pensamentos, ele foi interrompido por Seu Mostarda.&lt;br /&gt;– Altayr, eu estava contando ao Doutor Benedito e ao Senhor Soares que a nossa cidade é pioneira no país na implantação de uma coleta de lixo automatizada. O sistema que adotamos é o mesmo utilizado em outras cidades da América Latina, como Montevidéu e Santiago. O que você acha sobre essa inovação? – perguntou Seu Mostarda, ansioso pelo posicionamento de Varre Tudo.&lt;br /&gt;– Bom, acredito que a implantação dos contêineres nas regiões centrais da cidade seja uma forma de modernizar a coleta de lixo. Além disso, a existência de um contêiner para os resíduos orgânicos e de outro para os seletivos pode servir de incentivo para que a população separe cada vez mais o lixo. – disse Varre Tudo, demonstrando domínio do assunto.&lt;br /&gt;– Que maravilha! – exclamou o prefeito Soares. – Esse é realmente um grande passo em benefício da cidade. Mas, e quanto aos coletores que antes trabalhavam com a coleta do lixo nessas áreas onde foram colocados os contêineres? Eles serão dispensados? – indagou o prefeito.&lt;br /&gt;&amp;shy;– Não, isso não vai acontecer. – respondeu Seu Mostarda. – A COVAT não pretende demitir nenhum de seus funcionários. É verdade que a coleta do lixo orgânico nas regiões centrais não precisará mais do auxílio dos coletores, visto que agora é automatizada, mas esses trabalhadores não ficarão sem emprego. Eles serão encaminhados a outras áreas onde a coleta ainda é manual, ou passarão a exercer outras funções dentro da empresa, como a varrição das ruas e dos parques.&lt;br /&gt;– Ótimo! – disse o prefeito Soares. – Está aí uma iniciativa a ser copiada. Vamos estudar a implantação desses contêineres na nossa cidade também.&lt;br /&gt;Após alguns minutos de conversa, o pedido chegou à mesa. Tanto a lasanha quanto o filé estavam deliciosos e, entre uma garfada e outra, Varre Tudo respondia às perguntas e indagações dos prefeitos visitantes sobre seu trabalho e sua fama na cidade. Assim que terminaram de almoçar, deixaram o restaurante e seguiram em direção à principal associação de reciclagem da cidade, a fim de conhecerem o trabalho dos recicladores. Varre Tudo estava contente em acompanhar Seu Mostarda e os prefeitos até a associação, pois lá encontraria com sua amiga, Jaciara, uma das colaboradoras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-7911229589613929980?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/7911229589613929980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=7911229589613929980&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/7911229589613929980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/7911229589613929980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/09/episdio-5.html' title='Episódio 5'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/Rumtozx1lTI/AAAAAAAAABA/c_vqB-Wd6qc/s72-c/Epis%C3%B3dio+05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-7893644408753026243</id><published>2007-09-12T18:11:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:31:01.132-02:00</updated><title type='text'>Episódio 4</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RuhWvzx1lSI/AAAAAAAAAA4/6eg28NebQEg/s1600-h/EpisÃ³dio+04.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109429156604908834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RuhWvzx1lSI/AAAAAAAAAA4/6eg28NebQEg/s320/Epis%C3%B3dio+04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;De tanto ser interrompido, Varre Tudo decidiu deixar para lá o assunto que o incomodava. Resolveu focar-se no trabalho e preparar-se para enfrentar a bagunça que devia estar a prefeitura. Imaginou até a dona Rosinha, secretária do prefeito Mostarda Mourão, com aquelas unhas vermelhas e cabelo duro de laquê. Ele estava apavorada com toda aquela sujeira, justamente quando tem visita na cidade. Riu sozinho quando pensou no chilique da senhora.&lt;br /&gt;- Que tu queria me falar, Varre Tudo? - diz Shirley, olhando fixamente para o amigo.&lt;br /&gt;- Ah, nada não, não tem importância. Era besteira.&lt;br /&gt;Ainda na Kombi, Varre Tudo relembrou a visão que tivera na Árvore do Enforcado. Sentiu um arrepio na espinha e, quando menos esperava, seus pensamentos foram interrompidos pelo solavanco do veículo.&lt;br /&gt;- Desce aí pessoal. E tu, Vassourinha, vem comigo que preciso te mostrar uma coisa. - disse o Capitão do Mato.&lt;br /&gt;- Ué, por que a gente não vai junto? Sempre sobra pra nós... Aposto que o famoso Varre Tudo vai fazer palestra pras autoridades. - brincou a amiga Shirley.&lt;br /&gt;- Não te envolve, rapariga, esse assunto não te diz respeito. Não te mete onde tu não é chamada. - disse o Capitão do Mato, ríspido como de costume.&lt;br /&gt;Shirley e Josias, já acostumados com as "patadas" do Capitão do Mato, arquearam a sobrancelha, olharam-se e riram baixinho. Saíram sem olhar pra trás e, mal juntaram seu equipamento, a Kombi já arrancava cantando pneus.&lt;br /&gt;- Aonde vamos? - perguntou Varre Tudo.&lt;br /&gt;- Preciso fazer uma coisa, e tu vai comigo. Tu é meu, meu... como é que se diz mesmo? “Ábili”? Aquele que tá junto, que viu tudo, a testemunha... - comentou o motorista, com o olhar fixo no trânsito da cidade. Acelerava muito, e aquela situação estava deixando Varre Tudo preocupado.&lt;br /&gt;- Álibi. - disse Varre Tudo, que era conhecido pelos colegas como "enciclópedia ambulante", pois sabia de tudo um pouco, um pouco de tudo. - Mas álibi do quê? Pra quê? Não tô gostando disso... Acho melhor tu me deixar aqui. Se a dona Rosinha vê que eu não tô limpando na Prefeitura, vai ligar pro Seu Pedroca.&lt;br /&gt;- Fica quieto. Tu vai comigo e ponto final. - vociferou o Capitão.&lt;br /&gt;Varre Tudo nunca tinha visto o Capitão daquele jeito. Os olhos fixos, o suor molhando a camisa, o nervosismo evidente. Quase sem raciocinar, esperou a primeira sinaleira fechar e pulou num só movimento da Kombi. Correu o máximo que pode, sem olhar pra trás, e a boa forma física devido ao trabalho como varredor lhe rendeu um bom pique.&lt;br /&gt;Em menos de 15 minutos já estava na frente da Prefeitura de Nova Rita Santa e, como previa, dona Rosinha estava lá, gesticulando e tentando organizar tudo por ali, ao mesmo tempo em que recebia as "autoridades".&lt;br /&gt;- Quase liguei pro Seu Pedroca atrás de ti. Não entendo como vocês têm tanta liberdade de andar por aí, sem ninguém de olho. É nisso que dá. – disse dona Rosinha, corada de tão furiosa.&lt;br /&gt;Varre Tudo não tinha tempo para discursos, e muito menos para contar aos amigos o que aconteceu na Kombi, pois Seu Mostarda saíra do prédio naquele instante e acenara para ele. Quando se aproximou, o prefeito apresentou Varre Tudo, chamado por ele de Altayr, aos prefeitos das cidades vizinhas. Os colegas de política estavam tão interessados no sistema de coleta e reciclagem da cidade, que efusivamente cumprimentaram o tímido varredor.&lt;br /&gt;- Prazer, prazer, estamos ávidos por novidades e com muita disposição para aprender tudo com vocês. Queremos ver, passo a passo, todo o processo do lixo. Mas como ninguém é de ferro, queremos ver, principalmente, a parte de reciclagem, pois a gente bem sabe que as associações geram emprego e renda. – dizia o Doutor Benedito, prefeito de Bento Largo, cidade vizinha. Benedito nunca perdia a chance de fazer um “discurso político” quando havia uma platéia.&lt;br /&gt;- Aproveito para convidá-lo, senhor Altayr, para almoçar conosco. Venha, assim podemos iniciar agora mesmo nosso aprendizado.&lt;br /&gt;Antes mesmo de pensar na proposta, Varre Tudo foi “enlaçado” por seu Mostarda pelo braço, e caminharam todos em direção aos carros oficiais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-7893644408753026243?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/7893644408753026243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=7893644408753026243&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/7893644408753026243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/7893644408753026243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/09/de-tanto-ser-interrompido-varre-tudo.html' title='Episódio 4'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RuhWvzx1lSI/AAAAAAAAAA4/6eg28NebQEg/s72-c/Epis%C3%B3dio+04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-6302785487593097429</id><published>2007-09-11T17:52:00.001-03:00</published><updated>2008-12-09T08:31:01.269-02:00</updated><title type='text'>Episódio 3</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RucBCOvzRcI/AAAAAAAAAAw/jILWhE7jj9E/s1600-h/EpisÃ³dio+03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109053440105072066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RucBCOvzRcI/AAAAAAAAAAw/jILWhE7jj9E/s320/Epis%C3%B3dio+03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mal ele terminou de falar, avistaram a Kombi da COVAT cruzando a entrada principal do parque.&lt;br /&gt;- Nossa! O que ele faz aqui tão cedo! – exclamou Josias.&lt;br /&gt;- No mínimo, a praça está imunda. – arriscou Shirley.&lt;br /&gt;Varre Tudo, que estava decidido a compartilhar com os amigos a ansiedade e angústia que sentia desde cedo, perdeu a coragem. Afinal, a vida deles de certa maneira também iria mudar. Ele suspirou e tentou deixar os pensamentos de lado e se concentrar no trabalho.&lt;br /&gt;- Vamos varrer, pessoal! Até ele circular o parque termino pelo menos essa rua! E, Josias, o vento está vindo do sul, então vamos varrer ao contrário! – disse Varre Tudo.&lt;br /&gt;- Calma! Eu sei que temos que varrer contra o vento! Ei, o que deu em ...&lt;br /&gt;Varre Tudo deixou o amigo falando sozinho. Ele começou a varrer o parque como quando ganhou o apelido, parecia um desenho animado, com o rosto escondido pelo chapéu, não deixando nada para trás nem sequer um toco de cigarro. Varre Tudo precisava ficar sozinho, seu pensamento acompanhava os movimentos da vassoura.&lt;br /&gt;- Shirley, o que deu nele? – perguntou Josias, magoado.&lt;br /&gt;- Não dá bola. Ele deve estar com problemas, logo passa. Vem, vamos ajudar ele. – chamou ela.&lt;br /&gt;Eles seguiram o amigo e os três varreram a rua em silêncio, com a sincronia de sempre. Os rapazes varriam e Shirley ajuntava o lixo com a linguaruda. Chegaram ao Buraco da Arzelina e Varre Tudo sentiu um calafrio ao olhar para a Rua do Enforcado. Ele conteve o grito, fechou os olhos e, quando abriu, não viu mais nada.&lt;br /&gt;- O que está acontecendo? – pensou em voz alta.&lt;br /&gt;- O que tu tem, cara? Não confia mais na gente? – perguntou Josias.&lt;br /&gt;- Pô, Altayar! Fala de uma vez! – gritou Shirley.&lt;br /&gt;- Te deixei braba? Tu só me chama assim quando está muito braba comigo, mas eu preciso de um tempo. Sei que estou estranho hoje, mas vai passar. É que eu...&lt;br /&gt;- Pronto! Lá vem o fiscal! – disse Shirley olhando a Kombi se aproximar.&lt;br /&gt;- Ei, Capitão do Mato! O que faz aqui tão cedo? – perguntou Varre Tudo.&lt;br /&gt;- Estourou um cano na frente da prefeitura, tem lixo espalhado por tudo, vim buscar vocês! Vamos! – disse ele.&lt;br /&gt;- Faz um tempão que te vimos chegar! Mais de uma hora pelo menos. O que tu tava fazendo?&lt;br /&gt;- Eu. Ah. Eu não te devo explicações, Josias! Entra aí e vamos de uma vez, que as “autoridades” têm visita de fora hoje. Querem conhecer a reciclagem.&lt;br /&gt;Varre Tudo foi o último a entrar na Kombi, ele continuava olhando a árvore. Nunca havia sentido medo daquela árvore, mas hoje, depois da “visão” que teve, ele ficava arrepiado. Quando passaram ao lado dela, ele percebeu o quanto era sinistra a árvore do Enforcado. Ela era diferente em meio às outras, assustadora, na verdade. Mais uma vez foi interrompido.&lt;br /&gt;- E então, Vassourinha? Tu que sempre está por dentro das notícias, por que querem conhecer a reciclagem? – indagou o Capitão do Mato.&lt;br /&gt;Varre Tudo, ignorando o “Vassourinha”, que era a forma encontrada pelo Capitão para tirá-lo do sério, respondeu.&lt;br /&gt;- Desde que instalaram as novas lixeiras, a população está separando o lixo orgânico do seletivo, o que vem contribuindo para a educação e conscientização ambiental, além de garantir que o pessoal da reciclagem tenha a renda garantida. Acho que é por isso. – afirmou ele.&lt;br /&gt;A COVAT era responsável pela implantação de um novo modelo de coleta de lixo e as pessoas ainda estavam se adaptando. Varre Tudo se lembrava das primeiras conversas sobre o sistema, o medo dos funcionários de perderem o emprego, tudo ainda era muito vago, ninguém tinha certeza do que realmente ia acontecer. Mas Varre Tudo tinha outras coisas na cabeça naquele momento. Ele estava tão longe que nem percebeu que Juseppe se afastava da árvore do Enforcado, com uma expressão estranha no rosto...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-6302785487593097429?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/6302785487593097429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=6302785487593097429&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/6302785487593097429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/6302785487593097429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/09/episdio-3.html' title='Episódio 3'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RucBCOvzRcI/AAAAAAAAAAw/jILWhE7jj9E/s72-c/Epis%C3%B3dio+03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-2597148296038249989</id><published>2007-09-10T18:29:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:31:01.391-02:00</updated><title type='text'>Episódio 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RuXIr-vzRbI/AAAAAAAAAAo/-0A4fzsHZAw/s1600-h/Shami002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108710010225116594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RuXIr-vzRbI/AAAAAAAAAAo/-0A4fzsHZAw/s320/Shami002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Seria realmente muito estranho e assustador se uma mudança tão radical acontecesse em sua vida. Varre Tudo estava confuso e assustado com as mudanças que poderiam ocorrer, principalmente em seu dia-a-dia. Acostumado à agitação do trabalho na COVAT, ele estava com a pulga atrás da orelha. Mas lembrou-se da frase da sua mãe, Rebeca. “Tudo é uma questão de habituar-se”. E foi assim também na COVAT, foi uma questão de habituar-se ao local. Resolveu que era muito cedo para contar a novidade a alguém.&lt;br /&gt;Relembrar a sua trajetória era como relembrar a própria história da COVAT, que foi fundada há pouco tempo pelo atual prefeito, seu Mostarda Mourão. Nova Rita Santa era um município pioneiro na reciclagem do lixo, até ganhou prêmio nacional de cidade mais limpa do Brasil. Uma beleza! Nova Rita Santa também concentrava a maior cadeia de Associações de Recicladores do Estado. A maioria das pessoas do interior do município ou de bairros mais pobres tiravam a renda do lixo. Varre Tudo inclusive fazia parte da equipe responsável por mostrar aos alunos das escolas como era o processo de reciclagem.&lt;br /&gt;Mas, antes de qualquer coisa, antes de se perder em suas lembranças, era preciso trabalhar. E trabalhar significava varrer todas as ruas do Parque dos Sabiás, que estava muito sujo em função do final de semana. Pegou sua vassoura e deixou dona Arzelina preparando o café, que ela fazia questão de fazer todos os dias.&lt;br /&gt;- Tchau, dona Arzelina! Tô indo. - e foi tão rápido que a pequena senhora, de pele negra e passos curtos, nem pode se despedir direito.&lt;br /&gt;- Já vai, meu filho? Toma um café. Mas esse menino não leva jeito mesmo. Anda tão rápido por aí...&lt;br /&gt;Varre Tudo desceu a escada, iria começar a limpeza pela rua do Enforcado, que ficou conhecida há uns dois anos porque um homem foi encontrado ali, nem precisa contar como.&lt;br /&gt;- Onde tu vai, Varre Tudo, com tanta pressa? – perguntou Juseppe.&lt;br /&gt;- Eu tenho que varrer a rua do Enforcado...&lt;br /&gt;- O quê? – Perguntou o guarda. – que rua do Enforcada é essa rapaz. Tá ficando louco? – e, como não era muito dado à limpeza, Juseppe jogou no chão o toco de cigarro.&lt;br /&gt;- Já falei que o senhor não deveria fumar tanto. Afinal....&lt;br /&gt;- Afinal, meu rapaz, você não ia varrer a tal da rua??&lt;br /&gt;- Sim. Seu Juseppe, eu queria conversar com o senhor. Hoje pela manhã eu recebi um documento do meu primo Jéferson... - não conseguiu terminar a frase, foi interrompido por Juseppe.&lt;br /&gt;- Olha, se for para falar sobre aquela comunicação, eu sei... – disse Juseppe, muito brabo. – já me contaram. Então, meu caro rapaz, vá varrer a sua rua.&lt;br /&gt;Varre Tudo juntou o toco de cigarro com a vassoura e empurrou para a linguaruda, uma espécie de pá que inventou junto com a Shirley e o Josias. A linguaruda era um saco de lixo amarrado com uma corda em um pau de vassoura, tudo para facilitar o recolhimento das folhas do parque. Juseppe saiu balançando a sua gorda barriga.&lt;br /&gt;Varre Tudo ia em direção à rua do Enforcado, quando encontrou Shirley e Josias.&lt;br /&gt;- Viu, galera! – gritou Varre Tudo. – Vamos para a rua do Enforcado, quero limpar aquela área e preciso da ajuda de vocês.&lt;br /&gt;- Ai! Quanta sujeira. Não sei como é que pode as pessoas gostarem tanto dessa rua. Na segunda-feira tá sempre tão cheia de lixo. – resmungou Shirley.&lt;br /&gt;- Olha! Olha! O Enforcado... Tô vendo ele... Meu Deus! – gritou assustado Varre Tudo.&lt;br /&gt;Shirley e Josias correram na direção do amigo. Ao chegarem ao local, não viram nada.&lt;br /&gt;- Mas eu podia jurar que ele estava naquela árvore. Vocês não acham que estou ficando louco, né?&lt;br /&gt;- Hummm! – disse Josias. – eu acho que sim.&lt;br /&gt;- O que está acontecendo, Varre Tudo, você está com uma cara estranha hoje. Algum bicho te mordeu? – indagou Shirley.&lt;br /&gt;- Não, é que estou meio confuso. Tenho uma coisa pra contar a vocês, mas não sei por onde começar... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-2597148296038249989?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/2597148296038249989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=2597148296038249989&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/2597148296038249989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/2597148296038249989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/09/episdio-2.html' title='Episódio 2'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RuXIr-vzRbI/AAAAAAAAAAo/-0A4fzsHZAw/s72-c/Shami002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8465038397179177822.post-7207254079937759166</id><published>2007-09-07T17:44:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T08:31:01.509-02:00</updated><title type='text'>Episódio 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RuHBJ-vzRaI/AAAAAAAAAAg/aNWU_moO88U/s1600-h/Shami001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107575829621327266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RuHBJ-vzRaI/AAAAAAAAAAg/aNWU_moO88U/s320/Shami001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou lá pelas 6h15min. Desligou o despertador. Espreguiçou. Estava frio e a vontade de levantar-se da cama era pouca. No chão, logo abaixo do bidê, ao lado da cama, Jubiabá entreaberto. Queria terminar a leitura do livro, mas havia lido apenas duas páginas quando o sono o venceu.&lt;br /&gt;Pelas frestas da janela, a claridade entrava. Ainda assim, ele não podia saber se o dia teria sol ou chuva. Se fizesse sol, iria para o Parque dos Sabiás; com chuva, iria para a Praça Pio X.&lt;br /&gt;Esticou os braços, afastou as cobertas e sentou na cama. Estava preocupado. O mês tinha tido muitos dias de chuva e ele havia pontuado poucas horas de trabalho. Estava ansioso. O encontro marcado com o primo naquela manhã poderia mudar sua história.&lt;br /&gt;Levantou-se e abriu a janela. Seria um dia de sol e vento. Já sabia. Vestiu-se. Foi até a cozinha, tomou seu café ligeirinho e saiu para esperar a Kombi.&lt;br /&gt;Altayr achava graça em ter ficado conhecido pela cidade toda como Varre Tudo, mesmo nome da companhia para a qual trabalhava. O apelido foi dado pelo colega Abelhão e colou igual apelido que se ganha na escola e se carrega durante a vida toda. Altayr varria tudo rápido mesmo.&lt;br /&gt;- Varre tudo rapidinho! Assim, sobra menos serviço pra mim! – dizia rindo o Abelhão.&lt;br /&gt;A Kombi parou. A Shirley e Josias, seus companheiros de serviço no Parque, já estavam nela. Quem dirigia era o Capitão do Mato. Pegaram os dois roçadores, Manuel e João, e os garis, Abelhão e Junior.&lt;br /&gt;Shirley e Josias conversavam como bons amigos. Os roçadores, sempre quietos. Abelhão perguntava para Junior:&lt;br /&gt;- Com quem vai se encontrar hoje, hein? Quem vai ser a namorada do dia?&lt;br /&gt;Junior dispensava a resposta apenas com um olhar.&lt;br /&gt;Varre Tudo pensava:&lt;br /&gt;- Ninguém sabe.&lt;br /&gt;Desembarcaram da Kombi na sala central da COVAT. Varre Tudo foi o primeiro a bater o ponto e logo vestiu o uniforme. Desta vez, não aguardou para ler o jornal, como fazia todas as manhãs.&lt;br /&gt;- Eu já estou indo. Tenho que ver meu primo no caminho. Coisa rápida. Encontro vocês na sala do parque.&lt;br /&gt;Descendo a pé até o parque, encontrou com Jéferson. Ele entregou o papel que havia sido impresso de uma página da internet. Varre Tudo leu o documento. Ele não sabia exatamente o que sentia. Ficou sério e muito pensativo. Despediu-se do primo.&lt;br /&gt;No parque, a temperatura era mais baixa, pois as árvores e a profundidade do lugar não permitiam que o sol chegasse ali tão cedo. Varre Tudo cumprimentou o guarda Juseppe com a cara de sempre. Juseppe era tão lento, que quase nem viu Varre Tudo. Mas teve tempo de cumprimentá-lo, com o mesmo sorriso de todos os dias.&lt;br /&gt;Varre Tudo nem sentia o frio. Estava concentrado no que tinha lido no documento. Subiu a escadaria para ir até a sala. Antes de dobrar e guardar o documento no bolso, ele releu o resultado. Na sala, havia só a dona Arzelina. Os colegas estavam a caminho. Queria contar para Arzelina, queria desabafar. Mas precisava pensar muito a respeito. Arzelina falava e ele nem ouvia. Seu pensamento não estava mais ali.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8465038397179177822-7207254079937759166?l=turmadalimpeza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/feeds/7207254079937759166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8465038397179177822&amp;postID=7207254079937759166&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/7207254079937759166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8465038397179177822/posts/default/7207254079937759166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turmadalimpeza.blogspot.com/2007/09/episdio-1.html' title='Episódio 1'/><author><name>garis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18015216124057790393</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Aer1uIJrRpI/RuHBJ-vzRaI/AAAAAAAAAAg/aNWU_moO88U/s72-c/Shami001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry></feed>
